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Ascensão Contínua: Algodão Registra Terceira Valorização Consecutiva, Analisa Consultoria Agro do Itaú BBA

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A mais recente análise da Consultoria Agro do Itaú BBA revela que o mercado de algodão continua em ascensão, marcando o terceiro mês consecutivo de valorização. A matéria explora os fatores que impulsionaram esse cenário, as perspectivas para o setor e os desafios enfrentados, especialmente no que diz respeito às exportações e ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Ascensão dos Preços e Desafios de Exportação

Durante janeiro, o contrato de primeiro vencimento em Nova Iorque experimentou um aumento de 2,9%, atingindo USDc/lb 82,44. Os preços internos acompanharam essa valorização, elevando-se para R$ 3,81/lb. A oferta restrita, devido à quebra de safra nos EUA e os desafios logísticos no Canal de Suez, contribuíram para essa elevação de curto prazo. Entretanto, para o Brasil, o desafio reside na exportação, considerando a abundância da safra 2022/23 e as boas projeções para 2023/24.

Persistência na Valorização e Desafios Locais

Em fevereiro, os preços do algodão mantiveram a tendência de alta, registrando um aumento médio de 11,4%, alcançando USDc/lb 91,83. Este é o terceiro mês consecutivo de valorização, impulsionado pela melhoria na demanda e pela menor disponibilidade da fibra americana devido à quebra de safra. No entanto, os preços internos no Brasil seguiram essa tendência, mas em um ritmo mais moderado em comparação com Nova Iorque. A média do mês teve um aumento de 3,5%, atingindo R$ 3,95/lb em Rondonópolis. Apesar dos avanços, a cotação local ainda está 23% abaixo do registrado em fevereiro do ano anterior.

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Perspectivas Globais e Desafios Locais

O relatório mais recente do USDA apontou pequenos ajustes no balanço global de oferta e demanda de algodão. Enquanto o Brasil projeta um aumento na área plantada, a produtividade tende a ser menor que na safra anterior. Nos EUA, a expectativa é de expansão na área plantada em 2024/25, recuperando espaço perdido nos ciclos anteriores.

A CONAB estima a safra 2023/24 em 3,3 milhões de toneladas, com aumento de área, mas produtividade menor. As projeções do USDA indicam aumento global na oferta, consumo em ascensão e estoques em equilíbrio. No entanto, desafios persistem no Brasil em relação ao excedente interno e ao comportamento do consumo chinês.

O mercado de algodão, apesar das perspectivas de aumento na oferta global, mantém-se atento às variáveis climáticas e às oscilações nos preços do petróleo, que afetam a competitividade com fibras sintéticas. O mercado de futuros já reflete expectativas de safras maiores no Brasil (2023/24) e nos EUA (2024/25), contribuindo para uma mudança no desenho da curva de preços. O segmento fica invertido a partir do vencimento outubro/24, evidenciando a previsão de melhoria na oferta da pluma.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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