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Arroz tem queda acentuada de preços e pressiona margens dos produtores, aponta Itaú BBA

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O mercado de arroz atravessa um período de forte desvalorização e margens apertadas para os produtores. De acordo com o relatório “Perspectivas 2025/26”, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, os preços do cereal caíram de forma expressiva no segundo semestre de 2025, refletindo o excesso de oferta e o baixo ritmo das exportações.

Preços despencam e limitam rentabilidade no campo

Durante o segundo semestre de 2025, o arroz manteve trajetória de queda constante, atingindo R$ 53 por saca em novembro, valor 50% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo o Itaú BBA, essa forte retração é resultado de um balanço de oferta e demanda desequilibrado, com estoques elevados e um consumo que não acompanha o aumento da disponibilidade interna. O cenário pressiona diretamente as margens do produtor, que enfrentam custos estáveis e receitas em queda.

Exportações frustram expectativa de escoamento

As exportações eram vistas como alternativa para reduzir a pressão de oferta no mercado interno, mas o desempenho ficou abaixo do esperado. O relatório destaca que o câmbio desfavorável e a concorrência internacional limitaram a competitividade do arroz brasileiro no exterior.

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Com isso, os estoques de passagem devem permanecer elevados no início da próxima safra, estimados pela Conab em mais de 2 milhões de toneladas. Esse volume tende a manter o mercado interno abastecido e os preços sob pressão.

Safra 2025/26 avança com menor área plantada

O plantio da safra 2025/26 avançou de forma significativa até novembro, confirmando a redução na área cultivada, reflexo das margens estreitas e da estratégia dos produtores de cortar custos.

Muitos optaram por reduzir o uso de tecnologia e insumos como forma de equilibrar os investimentos, o que pode impactar a produtividade. Ainda assim, o clima deve favorecer o desenvolvimento das lavouras, já que o fenômeno La Niña não afeta diretamente o arroz irrigado.

A projeção indica uma produção menor, mas ainda suficiente para manter o balanço de oferta confortável, o que tende a limitar uma recuperação expressiva nos preços.

Margens e gestão de risco ganham importância

As perspectivas do Itaú BBA apontam para um cenário crítico de rentabilidade ao longo da safra 2025/26. Mesmo com a produção em leve queda, os estoques elevados e o baixo dinamismo das exportações devem impedir uma recuperação significativa nas cotações.

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Diante disso, o banco reforça que a gestão eficiente de custos e a diversificação de estratégias de comercialização serão essenciais para reduzir riscos e mitigar as perdas financeiras dos produtores.

Indústrias enfrentam desafios com alta nos custos de armazenagem

O ambiente de baixa liquidez também afeta as indústrias de beneficiamento, que encontram dificuldades em formar estoques diante dos altos custos de armazenagem e das taxas de juros elevadas.

Com menor movimentação e margens estreitas, o setor deve enfrentar um ciclo de retração nas operações, com expectativa de recuperação apenas se houver melhora no câmbio ou aumento da demanda externa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão recua na Bolsa de Nova York após sequência de altas e mercado acompanha avanço da safra brasileira

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Após semanas consecutivas de valorização, os preços do algodão passaram a registrar recuo na Bolsa de Nova York. A movimentação foi destacada em análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, que aponta mudanças no cenário climático e no mercado global de commodities como os principais fatores de pressão sobre as cotações da pluma.

Segundo o instituto, o contrato do algodão com vencimento em julho de 2026 chegou a atingir ¢US$ 87,77 por libra-peso no início de maio, acumulando valorização de 33,09% em relação aos níveis observados no começo de março.

No entanto, o movimento perdeu força nos últimos dias, e o contrato encerrou a semana cotado a ¢US$ 77,42 por libra-peso, refletindo uma correção do mercado após a forte alta recente.

Clima nos EUA e petróleo influenciam mercado da pluma

De acordo com o relatório, a valorização observada anteriormente foi impulsionada por fatores como o conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 2026/27 nos Estados Unidos.

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Com a recuperação das condições climáticas nas regiões produtoras norte-americanas, o mercado passou a reavaliar os riscos relacionados à oferta global da fibra.

Outro fator que contribuiu para a retração das cotações foi a queda nos preços do petróleo. Esse movimento aumenta a competitividade das fibras sintéticas derivadas do petróleo em relação ao algodão, reduzindo parte da demanda pela fibra natural no mercado têxtil internacional.

Correções técnicas e safra brasileira ampliam pressão

Além dos fundamentos ligados ao clima e ao petróleo, o mercado também registrou movimentos de realização de lucros e correções técnicas após sucessivas sessões de valorização na Bolsa de Nova York.

O início da colheita da safra brasileira também passou a ocupar o radar dos investidores e agentes do setor.

O avanço da oferta de pluma no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de algodão, tende a ampliar a disponibilidade global da fibra nas próximas semanas, cenário que pode continuar pressionando os preços internacionais.

Mercado segue atento ao comportamento da demanda global

Mesmo com o recente recuo, analistas avaliam que o mercado do algodão ainda permanece sensível a fatores climáticos, geopolíticos e econômicos.

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A evolução da safra norte-americana, o ritmo das exportações brasileiras e o comportamento da demanda da indústria têxtil global continuarão sendo determinantes para a direção das cotações nos próximos meses.

Além disso, o setor acompanha de perto os movimentos do petróleo e das fibras sintéticas, que exercem influência direta sobre a competitividade do algodão no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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