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Argentina aprova leveduras GM para produção de etanol

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Argentina aprova leveduras GM para produção de etanol

A Argentina autorizou pela primeira vez a comercialização de quatro leveduras geneticamente modificadas (GM) para aumentar a produção de etanol por meio da fermentação de grãos, de acordo com um relatório arquivado na Rede Global de Informações Agrícolas do Serviço Agrícola Exterior do USDA em janeiro.

De acordo com o relatório, a autorização foi emitida em janeiro. 5 pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Economia. A aprovação é apoiada pela indústria e espera-se que ajude a impulsionar a produção de combustíveis sustentáveis.

A aprovação das quatro cepas foi solicitada pela Danisco Argentina S.A. Espera-se que a utilização das cepas de levedura aprovadas melhore os rendimentos da produção de etanol, reduza os custos de transporte, reduza as emissões de carbono e mitigue a deterioração da infraestrutura de transporte, de acordo com o relatório.

Dados separados publicados pelo USDA FAS GAIN em meados de 2023 indicam que a Argentina atualmente tem aproximadamente 22 usinas de etanol e esperava-se que produzisse cerca de 1,2 bilhão de litros (317,01 milhões de galões) de etanol no ano passado, o que equivale à utilização da capacidade de utilização de cerca de 71,4% de milho e melaço são as principais matérias-primas de etanol consumidas na Argentina, com 1,8 toneladas métricas de milho e 1,85 milhão de toneladas métricas de melaço que devem ser consumidas. A Argentina alcançou uma taxa de mistura de etanol de aproximadamente 11,7% em 2023.

  • Uma cópia completa do relatório GAIN pode ser baixada do site do USDA.
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Fonte: Agência UDOP De Notícias

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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