AGRONEGÓCIO

Arco Norte se consolida como eixo estratégico das exportações de grãos

Publicado em

O Arco Norte ganhou protagonismo no escoamento de grãos. Nesse cenário, o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Porto do Itaqui, encerra o ano como peça central dessa mudança estrutural, ao ampliar volumes embarcados e reforçar sua posição como alternativa aos corredores tradicionais do Sul e Sudeste.

Ao longo do ano, o consórcio TEGRAM-Itaqui movimentou 13,5 milhões de toneladas de grãos, volume embarcado em 202 navios com destino, sobretudo, aos mercados da Europa e da Ásia. O desempenho reforça o papel do corredor logístico como alternativa competitiva aos portos do Sul e Sudeste, especialmente para os produtores do Centro-Norte do País.

Do total escoado, 11,7 milhões de toneladas foram de soja e 1,8 milhão de toneladas de milho, segundo balanço do consórcio. A operação atende majoritariamente a produção do MATOPIBA — região que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — além do Nordeste de Mato Grosso, áreas que vêm ampliando participação nas exportações brasileiras nos últimos anos, impulsionadas pelo ganho de produtividade e pela redução da distância média até os portos.

Leia Também:  Preços do arroz em casca caem ao menor nível desde janeiro de 2022, aponta Cepea

A consolidação do Tegram ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para uma safra de 354,8 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, o que exige maior eficiência logística para evitar gargalos no escoamento. Nesse contexto, o Arco Norte tem ampliado sua relevância ao reduzir custos de frete, tempo de viagem e dependência dos corredores tradicionais.

Com dez anos de operação, o Tegram passou a desempenhar papel central na reorganização da logística agrícola brasileira. A estrutura atual conta com capacidade estática de armazenagem de 500 mil toneladas, distribuídas em quatro armazéns, além de moegas rodoviárias aptas a receber mais de 900 caminhões por dia e sistema ferroviário com capacidade de descarga simultânea de oito vagões, o que contribui para maior previsibilidade nas operações.

O avanço operacional vem acompanhado de um novo ciclo de investimentos. A terceira fase de expansão do terminal prevê aporte de R$ 1,16 bilhão, com destaque para a construção de um terceiro berço de atracação. Com isso, a capacidade anual do complexo deve crescer em 8,5 milhões de toneladas, elevando o potencial total para cerca de 23,5 milhões de toneladas por ano.

Leia Também:  Impacto da soja provoca perdas históricas nos FIAGROs

A ampliação busca acompanhar o crescimento estrutural da produção de grãos no Centro-Norte e consolidar o Porto do Itaqui como um dos maiores complexos exportadores do País. Para o setor, o avanço do Tegram simboliza não apenas aumento de capacidade, mas uma mudança definitiva na geografia logística do agronegócio brasileiro, com impactos diretos sobre competitividade, margem do produtor e inserção do Brasil no comércio global de alimentos.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Milho recua no Brasil, Chicago opera estável e B3 fecha sem direção única em meio a oferta elevada

Published

on

Mercado do milho no Brasil acumula queda de 3,5% em junho com forte pressão da oferta

O mercado brasileiro de milho mantém trajetória de baixa ao longo de junho, pressionado principalmente pelo avanço da safrinha e pelo nível elevado dos estoques de passagem.

Na praça de Campinas (SP), referência para o Centro-Sul, o milho foi negociado a R$ 62,00 por saca de 60 kg nesta quarta-feira (24), reforçando o movimento de recuo observado ao longo do mês. A média parcial de junho ficou em R$ 63,06 por saca, queda de 3,5% frente a maio, quando o valor médio foi de R$ 65,35.

Segundo dados de mercado, o principal fator de pressão segue sendo a combinação entre oferta abundante e demanda interna sem força suficiente para absorver o volume disponível, o que mantém compradores mais cautelosos nas negociações.

A safrinha 2026 é estimada em 112,5 milhões de toneladas, segundo projeções do setor, configurando-se como uma das maiores já registradas no país. O cenário reforça a expectativa de excedente estrutural no curto e médio prazo, com impacto direto sobre a formação de preços.

No mercado físico, a liquidez permanece baixa. Produtores relatam resistência em aceitar valores abaixo do custo de produção, enquanto compradores atuam de forma mais seletiva, aguardando possíveis novas quedas ou oportunidades pontuais.

Chicago opera em estabilidade com equilíbrio entre demanda e clima favorável

No mercado internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (25) próximos da estabilidade, refletindo um cenário de equilíbrio entre fatores altistas e baixistas.

Leia Também:  John Deere vai testar motor a etanol no Brasil

Os vencimentos mais negociados apresentaram variações mistas: julho/26 com leve queda, setembro/26 estável e contratos mais longos com pequenas altas, indicando ajuste técnico após sessões recentes de volatilidade.

Entre os fatores de suporte, destaca-se a demanda externa. O México realizou compras de aproximadamente 100 mil toneladas de milho dos Estados Unidos, parte destinada ao atual ciclo comercial e parte para a safra 2026/27, segundo dados do USDA.

Por outro lado, o clima favorável no cinturão produtor norte-americano segue limitando movimentos de alta. A maioria das lavouras permanece em boas condições, o que sustenta expectativas de oferta confortável e reduz pressão sobre os preços.

B3 inicia sessão em leve queda com influência externa e fundamentos domésticos

Na Bolsa Brasileira (B3), o milho também começou o pregão desta quinta-feira com viés levemente negativo, acompanhando o comportamento mais contido do mercado internacional.

Por volta das 09h, os contratos futuros operavam entre R$ 63,97 e R$ 73,10. O vencimento julho/26 recuava para R$ 63,97, enquanto setembro/26 e janeiro/27 também registravam leves baixas, refletindo cautela dos investidores.

Na sessão anterior, o mercado havia encerrado de forma mista. O suporte inicial veio da valorização do dólar, mas perdeu força ao longo do dia com a queda das cotações em Chicago e o avanço da colheita da safrinha no Brasil.

Leia Também:  Mercado de milho segue com baixa liquidez e negociações lentas, apesar da leve alta na B3

Relatos de produtividade irregular em algumas regiões, especialmente em Mato Grosso, adicionaram volatilidade ao mercado. Ao mesmo tempo, chuvas em áreas produtoras atrasaram os trabalhos de colheita e ajudaram a limitar quedas mais intensas.

No mercado físico regional, a liquidez segue reduzida. No Sul do país, compradores abastecidos mantêm negociações pontuais. No Paraná e em Santa Catarina, a diferença entre ofertas e pedidos continua travando acordos. Em Mato Grosso do Sul, a entrada gradual da segunda safra pressiona os preços, embora a demanda da indústria de bioenergia siga como fator de sustentação pontual.

Panorama geral: oferta elevada mantém mercado sob pressão no curto prazo

O mercado global de milho entra no segundo semestre com predominância de fundamentos baixistas, especialmente no Brasil, onde a safrinha volumosa reforça o cenário de superoferta.

Enquanto Chicago oscila de forma lateral, sustentada por exportações pontuais e clima favorável, a B3 reflete o ajuste entre fatores externos e a realidade doméstica de ampla disponibilidade.

No curto prazo, o comportamento dos preços deve continuar condicionado ao ritmo de colheita, ao apetite das exportações e à capacidade de absorção do mercado interno, especialmente do setor de proteína animal e da indústria de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA