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John Deere vai testar motor a etanol no Brasil

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A americana John Deere vai começar a testar no Brasil um motor a etanol. Segundo o diretor de marketing para a América Latina, Rodrigo Bonato, os propulsores serão instalados em tratores 8R e os ensaios serão realizados em condições reais no campo.

“O motor a etanol está em testes de bancada há um ano e, agora, vamos coloca-lo em condições reais de operação. Serão ensaios simultâneos no Brasil e nos Estados Unidos”, disse Bonato.

O novo conceito de motor a etanol de 9 L será apresentado durante a Agrishow deste ano. Segundo a companhia, o propulsor é uma das alternativas da empresa para contribuir para a descarbonização do mundo. Trata-se de um projeto global, desenvolvido com apoio de engenheiros brasileiros. O etanol, por ser um combustível de alta octanagem, é uma opção viável para motores de combustão interna de alto desempenho.

A John Deere investe em inovação e tecnologia — em 2023, foram US$ 2,18 bilhões destinados para P&D, contribuindo para uma agricultura mais produtiva e sustentável. Bonato ressaltou, ainda, que o novo motor poderá ser usado em conjunto com motores elétricos em máquinas maiores, como colheitadeiras.

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“A grande dificuldade na agricultura é a autonomia das baterias das máquinas agrícolas. Por isso, podemos usar esse motor a etanol para gerar energia e com isso aumentar o tempo de serviço dos equipamentos”, disse o executivo.

Motor foi desenvolvido nos EUA em conjunto com o Brasil

Segundo a companhia, o desenvolvimento do motor a etanol é mais uma iniciativa rumo à transformação do setor, principalmente em um país como o Brasil, um dos principais produtores globais de etanol – tanto de cana-de-açúcar quanto de milho.

No ano passado, a John Deere inaugurou um centro de desenvolvimento no Brasil. Bonato afirmou que a companhia adquiriu uma fazenda em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e este é o primeiro laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa no país. “Hoje, temos centros nos Estados Unidos e na Alemanha. O do Brasil é o primeiro no hemisfério Sul”, afirmou. A empresa investiu R$ 180 milhões na nova unidade.

Novos investimentos na fábrica de Catalão (GO)

Além dos aportes no novo centro de pesquisa e desenvolvimento, a John Deere vai anunciar recursos para a atualização tecnológica de sua fábrica em Catalão, no interior de Goiás. Bonato afirmou que os investimentos serão realizados para preparar a unidade para receber a nova tecnologia de pulverização, a See & Spray™ Select.

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O sistema consiste na identificação das plantas invasoras por meio de visão computacional com alta capacidade de leitura e processamento, possibilitando a aplicação localizada em pré-emergência e pós-emergência, informou a companhia.

Em testes realizados no Brasil, foi possível comprovar uma economia média de 56% no uso de herbicidas não residuais, com potencial máximo de redução de até 97%, trazendo ganhos sustentáveis e econômicos para o produtor.

A solução utiliza 30 câmeras instaladas ao longo dos mais de 30 metros da plataforma de pulverização, sendo fundamental para aumentar a eficiência no controle de plantas invasoras, aplicando a quantidade de produto exata somente onde é necessário.

“Nos últimos dez anos, os investimentos da companhia no segmento agrícola no Brasil foram de US$ 550 milhões. Hoje, operamos três fábricas, duas no Rio Grande do Sul e esta em Catalão, onde produzimos pulverizadores e colheitadores de cana”, disse Bonato.

Fonte: Automotive Business

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Refis do Agro pode ser votado no Senado e surge como alternativa para aliviar crise financeira no campo

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O Senado Federal deve analisar nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, conhecido no setor como “Refis do Agro”. A proposta busca criar uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais, oferecendo condições diferenciadas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em decorrência de eventos climáticos extremos e da volatilidade dos mercados.

A medida ganha relevância em um momento de forte pressão sobre o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, produtores rurais de diversas regiões do país enfrentaram perdas expressivas de produtividade provocadas por secas, enchentes e oscilações climáticas, além do aumento dos custos de produção e das dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo o advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, a aprovação do projeto pode representar um importante mecanismo para preservar a capacidade produtiva do setor.

“Estamos diante de uma ferramenta que busca oferecer condições para que os produtores consigam reorganizar suas finanças e manter a atividade econômica no campo, evitando o agravamento da inadimplência e das dificuldades de crédito”, afirma.

Projeto prevê juros reduzidos e longo prazo para pagamento

O texto, aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), estabelece condições especiais para a renegociação dos débitos rurais, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência de três anos.

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As taxas de juros propostas variam conforme o perfil do produtor:

  • Agricultura Familiar (Pronaf): 3,5% ao ano;
  • Médios produtores (Pronamp): 5,5% ao ano;
  • Demais produtores rurais: 7,5% ao ano.

O objetivo é proporcionar maior previsibilidade financeira e permitir que os produtores retomem investimentos nas próximas safras sem comprometer sua capacidade de pagamento.

Abrangência inclui CPRs e amplia proteção à cadeia produtiva

Um dos principais diferenciais do projeto é a abrangência dos débitos passíveis de renegociação. Além das operações tradicionais de crédito rural, a proposta contempla também as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas junto a instituições financeiras, cooperativas e fornecedores de insumos.

Na avaliação de especialistas do setor, a inclusão das CPRs amplia o alcance da medida e fortalece toda a cadeia produtiva do agronegócio, reduzindo riscos de inadimplência em diferentes segmentos ligados à produção agrícola.

Outro ponto relevante é a previsão de suspensão de medidas de cobrança durante o período de negociação, incluindo execuções judiciais e restrições cadastrais relacionadas às dívidas abrangidas pelo programa.

Debate envolve impacto fiscal e preservação da produção

Apesar do apoio de entidades ligadas ao setor produtivo, a proposta enfrenta questionamentos na área econômica do governo federal. Entre os principais pontos de debate está a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para subsidiar parte das taxas de juros previstas no programa.

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Defensores do projeto argumentam que o custo fiscal da medida pode ser compensado pela manutenção da atividade econômica no campo, pela preservação de empregos e pela continuidade da produção agropecuária.

O tema também está relacionado à segurança alimentar e ao abastecimento interno, uma vez que o agronegócio responde por parcela significativa da produção de alimentos e das exportações brasileiras.

Setor aguarda definição do Senado

A expectativa do mercado é que a votação no Plenário do Senado avance nas próximas horas. Caso aprovado, o projeto poderá representar um dos principais instrumentos de recuperação financeira para produtores rurais afetados pelas adversidades climáticas registradas nas últimas safras.

Lideranças do agronegócio acompanham a tramitação com atenção, destacando que a disponibilidade de crédito e a reorganização das dívidas serão fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada agrícola e para a manutenção dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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