AGRONEGÓCIO
John Deere vai testar motor a etanol no Brasil
Publicado em
22 de abril de 2024por
Da RedaçãoA americana John Deere vai começar a testar no Brasil um motor a etanol. Segundo o diretor de marketing para a América Latina, Rodrigo Bonato, os propulsores serão instalados em tratores 8R e os ensaios serão realizados em condições reais no campo.
“O motor a etanol está em testes de bancada há um ano e, agora, vamos coloca-lo em condições reais de operação. Serão ensaios simultâneos no Brasil e nos Estados Unidos”, disse Bonato.
O novo conceito de motor a etanol de 9 L será apresentado durante a Agrishow deste ano. Segundo a companhia, o propulsor é uma das alternativas da empresa para contribuir para a descarbonização do mundo. Trata-se de um projeto global, desenvolvido com apoio de engenheiros brasileiros. O etanol, por ser um combustível de alta octanagem, é uma opção viável para motores de combustão interna de alto desempenho.
A John Deere investe em inovação e tecnologia — em 2023, foram US$ 2,18 bilhões destinados para P&D, contribuindo para uma agricultura mais produtiva e sustentável. Bonato ressaltou, ainda, que o novo motor poderá ser usado em conjunto com motores elétricos em máquinas maiores, como colheitadeiras.
“A grande dificuldade na agricultura é a autonomia das baterias das máquinas agrícolas. Por isso, podemos usar esse motor a etanol para gerar energia e com isso aumentar o tempo de serviço dos equipamentos”, disse o executivo.
Motor foi desenvolvido nos EUA em conjunto com o Brasil
Segundo a companhia, o desenvolvimento do motor a etanol é mais uma iniciativa rumo à transformação do setor, principalmente em um país como o Brasil, um dos principais produtores globais de etanol – tanto de cana-de-açúcar quanto de milho.
No ano passado, a John Deere inaugurou um centro de desenvolvimento no Brasil. Bonato afirmou que a companhia adquiriu uma fazenda em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e este é o primeiro laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa no país. “Hoje, temos centros nos Estados Unidos e na Alemanha. O do Brasil é o primeiro no hemisfério Sul”, afirmou. A empresa investiu R$ 180 milhões na nova unidade.
Novos investimentos na fábrica de Catalão (GO)
Além dos aportes no novo centro de pesquisa e desenvolvimento, a John Deere vai anunciar recursos para a atualização tecnológica de sua fábrica em Catalão, no interior de Goiás. Bonato afirmou que os investimentos serão realizados para preparar a unidade para receber a nova tecnologia de pulverização, a See & Spray™ Select.
O sistema consiste na identificação das plantas invasoras por meio de visão computacional com alta capacidade de leitura e processamento, possibilitando a aplicação localizada em pré-emergência e pós-emergência, informou a companhia.
Em testes realizados no Brasil, foi possível comprovar uma economia média de 56% no uso de herbicidas não residuais, com potencial máximo de redução de até 97%, trazendo ganhos sustentáveis e econômicos para o produtor.
A solução utiliza 30 câmeras instaladas ao longo dos mais de 30 metros da plataforma de pulverização, sendo fundamental para aumentar a eficiência no controle de plantas invasoras, aplicando a quantidade de produto exata somente onde é necessário.
“Nos últimos dez anos, os investimentos da companhia no segmento agrícola no Brasil foram de US$ 550 milhões. Hoje, operamos três fábricas, duas no Rio Grande do Sul e esta em Catalão, onde produzimos pulverizadores e colheitadores de cana”, disse Bonato.
Fonte: Automotive Business
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Acordo provisório completa 3 meses com R$ 9,2 bilhões em carnes sob ameaça
Published
1 hora agoon
4 de agosto de 2026By
Da Redação
Três meses depois do início da aplicação provisória do acordo comercial entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE), o agronegócio brasileiro enfrenta uma contradição: ao mesmo tempo que o tratado reduz tarifas e promete ampliar as vendas ao bloco, novas exigências europeias podem interromper, a partir de 3 de setembro, a entrada de produtos brasileiros de origem animal.
A restrição alcança carne bovina, carne de frango, ovos, mel, pescado e outros produtos sujeitos ao controle de medicamentos veterinários. A medida coloca sob risco um mercado relevante para frigoríficos, cooperativas, exportadores e milhares de produtores integrados às cadeias de proteína animal.
Somente as exportações brasileiras de carnes para a União Europeia movimentaram aproximadamente R$ 9,2 bilhões em 2025. A carne bovina respondeu por cerca de R$ 5,3 bilhões desse total, conforme dados do comércio exterior brasileiro convertidos pela cotação atual. Embora o bloco compre menos que a China em volume, costuma pagar mais por cortes de maior valor agregado.
O acordo entre Mercosul e União Europeia foi assinado em janeiro, aprovado pelo Congresso brasileiro em março e começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual das tarifas incidentes sobre 95% dos produtos importados pela União Europeia e 91% dos produtos adquiridos pelo Mercosul.
Para o agro, as oportunidades incluem carnes, café, frutas, sucos, óleos vegetais, açúcar, etanol, arroz, mel e alimentos processados. Parte desses produtos, porém, continuará submetida a cotas, cronogramas graduais e limites negociados para proteger setores considerados sensíveis pelos europeus.
A redução das tarifas também não elimina as exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. Na prática, o produto pode receber uma condição comercial mais favorável e, ainda assim, ficar impedido de entrar na Europa se não cumprir as regras estabelecidas pelo bloco.
É justamente o que pode ocorrer com os produtos brasileiros de origem animal. A União Europeia retirou o Brasil da relação de países considerados plenamente adequados às novas normas sobre o uso de antimicrobianos na criação.
As exigências proíbem a utilização de determinados medicamentos para estimular o crescimento ou aumentar o rendimento dos animais. Também restringem o emprego, na produção animal, de substâncias que os europeus consideram essenciais para o tratamento de infecções em seres humanos.
A decisão não significa que a União Europeia tenha identificado carne brasileira contaminada ou imprópria para consumo. A divergência está na capacidade do Brasil de demonstrar, por meio de controles oficiais, registros e rastreabilidade, que as regras foram respeitadas durante todo o ciclo produtivo.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que apresentou documentação técnica à Comissão Europeia sobre os sistemas brasileiros de fiscalização de bovinos, aves, ovos, pescado e mel. O governo tenta recolocar o país na lista de fornecedores autorizados antes de 3 de setembro.
Caso não haja acordo até essa data, os frigoríficos habilitados poderão perder temporariamente o acesso ao mercado europeu. A interrupção também atingiria produtores que fornecem animais dentro dos protocolos exigidos pelos compradores do bloco.
Na pecuária bovina, a adaptação tende a ser mais demorada. Como os europeus exigem garantias sobre toda a vida do animal, será necessário reunir informações desde o nascimento, incluindo movimentações entre propriedades e registros dos tratamentos veterinários.
Representantes da cadeia estimam que a formação de uma oferta bovina completamente acompanhada pelos novos protocolos poderá levar até dois anos. Esse prazo não representa necessariamente a duração do bloqueio, que dependerá das negociações entre os governos, mas indica o tempo necessário para completar o ciclo de parte dos animais sob as novas regras.
Na avicultura, uma adequação pode ocorrer mais rapidamente porque o ciclo entre o alojamento do pintinho e o abate é de aproximadamente 45 dias. Ainda assim, granjas, fábricas de ração, cooperativas e frigoríficos terão de demonstrar a separação dos lotes destinados à Europa e manter registros auditáveis.
Para o produtor rural, as mudanças podem significar aumento do controle sobre medicamentos, necessidade de prescrição veterinária, identificação individual ou por lote, armazenamento de documentos e maior fiscalização dentro da propriedade. Também poderá haver exigência de segregação dos animais que atendem ao protocolo europeu.
Essas adaptações elevam custos, mas permitem acessar um mercado que remunera produtos diferenciados. Na bovinocultura, programas destinados à Europa costumam comprar animais jovens, rastreados e enquadrados em padrões específicos de alimentação, manejo e acabamento.
O risco é que pequenos e médios produtores tenham dificuldade para suportar os custos de certificação e controle. Sem assistência técnica e participação de frigoríficos e cooperativas, parte deles poderá ficar fora das cadeias exportadoras de maior valor.
Além das regras sanitárias, o produtor brasileiro ainda precisa acompanhar as exigências ambientais europeias. Comprovação de origem, rastreabilidade e ausência de vínculo com desmatamento irregular ganham importância nas negociações. O setor defende que essas normas sejam baseadas em critérios técnicos e não funcionem como barreiras comerciais disfarçadas.
O Brasil também terá instrumentos para reagir se o acordo provocar aumento excessivo das importações europeias e prejuízo à produção nacional. O Decreto nº 12.866, publicado em março, regulamentou a aplicação de salvaguardas em acordos comerciais.
Essas salvaguardas permitem interromper temporariamente a redução de tarifas, restabelecer alíquotas ou criar cotas quando o crescimento das importações causar dano grave ou ameaça à atividade brasileira. A adoção das medidas depende de investigação conduzida pelas autoridades de comércio exterior.
O mecanismo poderá proteger setores mais expostos à concorrência europeia, especialmente segmentos da indústria de alimentos. Não resolve, entretanto, o impasse sanitário envolvendo as carnes brasileiras. As salvaguardas tratam da entrada de produtos no Brasil, enquanto a restrição aos produtos de origem animal depende da aceitação dos controles nacionais pela União Europeia.
A proximidade do prazo transforma agosto em um período decisivo para o agro. Sem uma solução negociada, o Brasil poderá chegar a setembro com tarifas menores em razão do acordo comercial, mas com parte importante de sua produção impedida de aproveitar a abertura do mercado europeu.
Fonte: Pensar Agro
PF deflagra operação contra grupo suspeito de destruir mais de 10 mil hectares de floresta amazônica
PF combate crime de promoção de migração irregular
Prefeitura anuncia projeto para iniciar regularização dos bairros Paraisópolis e Silvanópolis
Prefeitura de Colíder divulga os primeiros ganhadores da campanha Nota Premiada; confira aqui
PF prende mulher por tráfico de drogas no Aeroporto de Roraima
CUIABÁ
MATO GROSSO
Mutirão Pai Presente começa em Mato Grosso com atendimento gratuito à população
Durante 60 anos, a filha carregou uma ausência em sua certidão de nascimento, embora nunca tivesse faltado amor. O pai,...
Confira o valor da UPF atualizado em agosto de 2026
O Departamento de Controle e Arrecadação (DCA) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) informa que o valor da...
Acusado de assassinato contra mulher trans vai a júri
O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá realiza nesta terça-feira (04), às 9h, o julgamento de Junio Santos da...
POLÍCIA
PF deflagra operação contra grupo suspeito de destruir mais de 10 mil hectares de floresta amazônica
Santarém/PA. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4/8), operação para desarticular grupo suspeito de promover danos ambientais estimados em R$...
PF combate crime de promoção de migração irregular
Governador Valadares/MG. Nesta terça-feira (4/8), a Polícia Federal deflagrou a Operação Ponto Final, com o objetivo de combater um grupo...
PF prende mulher por tráfico de drogas no Aeroporto de Roraima
Boa Vista/RR. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesse domingo (2/8), uma passageira por tráfico interestadual de drogas durante ação...
FAMOSOS
Bruna Biancardi exibe barriguinha da terceira gravidez em look fitness
Bruna Biancardi encantou os seguidores nesta segunda-feira (3), ao mostrar um novo registro da terceira gravidez com Neymar Jr.. A...
Ex-BBB Tia Milena abre portas de novo apartamento em SP e mostra detalhes
A influenciadora e Ex-BBB Milena, mostrou aos seguidores os primeiros detalhes de seu novo apartamento em São Paulo. Em clima...
Tàmires Assîs se apresenta como Cunhã-Poranga do Boi Garanhão em festival
A influenciadora Tàmires Assîs é um dos destaques do Festival Folclórico do Amazonas deste ano ao se apresentar como Cunhã-Poranga...
ESPORTES
Athletico-PR bate o Vitória por 2 a 0 e abre vantagem nas oitavas da Copa do Brasil
O Athletico-PR venceu o Vitória por 2 a 0, nesta segunda-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba, no jogo de...
Palmeiras inicia preparação para jogo de volta contra o Fortaleza; Gómez treina no gramado e Paulinho vira preocupação
O Palmeiras voltou ao trabalho nesta segunda-feira, na Academia de Futebol, um dia depois de vencer o Fortaleza pela ida...
Fluminense empata com o Bahia e chega ao quinto jogo sem vencer no Brasileirão
O Fluminense empatou em 0 a 0 com o Bahia nesta quarta-feira, no Maracanã, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro....
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Saúde7 dias agoMinistério da Saúde amplia recomendação de vacinação contra o sarampo em três municípios de São Paulo
-
FAMOSOS7 dias agoXuxa faz declaração emocionante em aniversário de Sasha: ‘Amor da minha vida’
-
AGRONEGÓCIO7 dias agoParceria de agricultor para agricultor marca atuação da AMAGGI no campo
-
FAMOSOS7 dias agoNosso Lar 3 divulga pôster inédito com Carol Castro e Fabio Assunção: ‘2027’



