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ArcelorMittal e Sipremo revolucionam controle de pragas com aplicativo baseado em inteligência artificial

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Em operação desde fevereiro de 2022, o aplicativo resulta de um minucioso mapeamento de variáveis climáticas e operacionais realizado pela ArcelorMittal e a startup Sipremo. O software, uma solução preditiva, permite o diagnóstico antecipado do nível de infestação por pragas, indicando a área afetada em hectares, além de fornecer informações detalhadas sobre o tipo de praga, data e local.

Além de marcar um marco inovador na área florestal, o aplicativo é o primeiro desenvolvido sob o modelo concebido pelo Açolab, um hub de inovação aberta criado pela ArcelorMittal em 2018. O laboratório de inovação visa impulsionar novos negócios e produtos para fortalecer a competitividade e agregar valor à cadeia da ArcelorMittal.

A BioFlorestas, subsidiária da ArcelorMittal responsável pela produção de carvão vegetal a partir de florestas renováveis de eucalipto, foi pioneira ao testar a solução no ano passado. Os resultados foram notáveis, com uma redução de 90% no uso de pesticidas e uma diminuição de mais de 40% nos custos de combate por hectare.

“Com a informação antecipada, foram verificados controles mais efetivos. A ação com o suporte da tecnologia proporcionou a redução do impacto ambiental e dos custos com combates às pragas”, revela Gabriel Savio, CEO da Sipremo.

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Além disso, o aplicativo demonstrou uma alta taxa de assertividade, aproximadamente 85%, para o controle de pragas, com potencial para aumentar conforme o uso e a interação com a solução. A ferramenta, baseada em inteligência artificial, não apenas reduz os riscos ambientais, mas também otimiza os deslocamentos dos colaboradores, resultando em uma redução significativa no consumo de combustíveis durante as operações de combate terrestre e aéreo.

Rodrigo Carazolli, Gerente Geral de Inovação, Novos Negócios e Açolab Ventures na ArcelorMittal, destaca: “O app é baseado em inteligência artificial e com os avanços já verificados, a tendência é que novas funcionalidades sejam mapeadas, testadas, desenvolvidas e implementadas na ferramenta. O objetivo é ampliar ainda mais a sua assertividade”.

O aplicativo, que opera offline e pode ser utilizado em dispositivos móveis, eliminou a necessidade de pranchetas e formulários descentralizados no trabalho de campo, reduzindo o risco de informações incompletas. Atualmente, o software é utilizado por operadores e gerentes das unidades de BioFlorestas.

A parceria entre a ArcelorMittal e a Sipremo não se limita ao uso interno. O objetivo é disponibilizar a solução no mercado, focando em empresas dos setores de siderurgia, papel e celulose, moveleiro e madeireiro. “É um diferencial competitivo para a BioFlorestas. Algumas empresas concorrentes da área de siderurgia e do setor florestal têm manifestado interesse pelo aplicativo”, revela Carazolli.

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O setor florestal brasileiro enfrentou desafios significativos com o aumento das pragas desde a década de 1970. O aplicativo representa um avanço crucial na inovação e tecnologia para o setor, permitindo decisões inteligentes e uma abordagem proativa na gestão florestal.

Wagner Barbosa, diretor da BioFlorestas e Mineração ArcelorMittal, destaca: “O uso do banco de dados de mais de 40 anos da BioFlorestas, o papel potencializador do Açolab e a inteligência artificial nas áreas climática e geográfica da Sipremo trouxeram um novo marco para o mercado de cultivo de eucalipto”. O aprimoramento do software, desde a sugestão até a implementação, levou aproximadamente oito meses, evidenciando o compromisso com a excelência na entrega desta inovadora solução.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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