AGRONEGÓCIO

App da ADAMA ultrapassa 100 mil downloads e revoluciona proteção de cultivos com inteligência artificial generativa

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Em meio aos desafios crescentes da agricultura, a tecnologia tem se tornado aliada fundamental para decisões rápidas e precisas. Com esse objetivo, a ADAMA, empresa global de proteção de cultivos, lançou uma versão renovada do seu aplicativo de identificação de pragas, o ADAMA Alvo. Desenvolvido em parceria com a BRQ Digital Solutions, especialista em Transformação Digital e IA Generativa, o app ganhou uma atualização completa, tornando-se mais moderno, eficiente e acessível aos agricultores.

Marcos expressivos e uso ativo entre produtores

A atualização refletiu em números robustos: o app ultrapassou 100 mil downloads e mantém cerca de 50% dos usuários ativos, evidenciando sua importância no cotidiano dos produtores que precisam identificar e combater ameaças rapidamente.

Depoimentos sobre a inovação

Rodrigo Frizzi, CEO da BRQ Digital Solutions, destaca que “a combinação entre expertise digital e conhecimento do agronegócio é essencial para criar soluções que impactam de verdade”. Já Roberson Marczak, Gerente Sênior de Inovação e Sustentabilidade da ADAMA, reforça que a reformulação coloca “na mão do produtor um sistema intuitivo, prático e que funciona tanto online quanto offline, garantindo acesso mesmo em regiões com pouca conectividade”.

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Histórico e desafios tecnológicos anteriores

Lançado em 2015, o ADAMA Alvo já ajudava agricultores de diversas culturas — como soja, trigo, algodão, cana e café — na identificação de pragas. Porém, seu código original, desenvolvido separadamente para Android e iOS, tornava a manutenção complexa e dificultava a inclusão de novas funcionalidades.

Modernização com tecnologia GenAI e Flutter

Para superar essas limitações, a BRQ Digital Solutions liderou a migração para a plataforma Flutter, utilizando ferramentas de inteligência artificial generativa para acelerar e qualificar o processo.

A transformação ocorreu em três etapas:

  • Documentação do código legado: IA analisou o código original, bancos de dados e fluxos para garantir uma transição segura;
  • Migração acelerada para Flutter: o processo foi 50% mais rápido, criando uma base tecnológica mais ágil e flexível;
  • Automação de testes: a IA gerou testes unitários para assegurar estabilidade e melhorar a experiência do usuário.
Resultados práticos e benefícios para os agricultores

A nova versão do ADAMA Alvo mantém a identidade visual conhecida, facilitando a adaptação dos usuários antigos, ao mesmo tempo em que oferece maior estabilidade e permite a inclusão futura de recursos. Para a ADAMA, a atualização também representa redução de custos operacionais e uma arquitetura tecnológica escalável.

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Ricardo Lecheta, CTO da BRQ Digital Solutions, destaca que “a evolução garantiu um app mais robusto, preparado para acompanhar as próximas demandas do agronegócio e melhorar continuamente a experiência do usuário”.

Com a atualização, o ADAMA Alvo reforça seu papel como ferramenta estratégica para o produtor rural, unindo inovação tecnológica e conhecimento do campo para aumentar a eficiência na proteção das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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