AGRONEGÓCIO

Aposentada transforma fazenda em Felixlândia e se destaca na produção de cachaça e produtos artesanais

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Mudança de vida do urbano para o rural

Em 2008, a professora aposentada Maria Lúcia Duarte de Oliveira deixou a rotina da cidade de Sete Lagoas e se mudou para a Fazenda Mourões da Porteira, em Felixlândia, na região Central de Minas Gerais. O objetivo inicial era aproveitar a aposentadoria e se dedicar ao artesanato, mas a vida no campo trouxe novas oportunidades.

Maria Lúcia adaptou-se rapidamente à rotina rural e começou a auxiliar o esposo, Adão Manuel de Oliveira, na produção de cachaça orgânica. Além disso, ela propôs a criação de novas atividades para gerar renda e explorar novos talentos da família.

Diversificação da produção: licores, doces e queijos

Para ampliar a renda familiar, Maria Lúcia sugeriu a fabricação de licores, geleias de frutas, doces, quitandas e queijos. “Minhas filhas aceitaram a ideia e hoje toda a família participa da produção”, destaca.

Além da produção artesanal, Maria Lúcia mantém atividades artísticas como desenho e pintura a óleo e recebe visitantes na propriedade, tornando a fazenda um ponto de experiência turística e cultural na região.

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Participação no Projeto Ruralidade Viva

A família integra o Projeto Ruralidade Viva, promovido pela Emater-MG, em parceria com as secretarias de Turismo, Cultura e Agricultura. O programa incentiva a diversificação das atividades rurais, fortalece o turismo rural e contribui para a geração de renda de produtores familiares.

Os produtos da fazenda são vendidos tanto na propriedade quanto em estabelecimentos do município, consolidando a presença da marca local.

Tradição familiar na produção de cachaça

A produção de cachaça na família começou em 1912. Segundo Maria Lúcia, o esposo produzia a bebida em um engenho simples, com poucos recursos, mas com muita dedicação. “Sinto orgulho de ver meu filho e meu marido trabalhando juntos e saber que teremos sucessão familiar”, afirma.

A cachaça Flor das Gerais é a primeira de Minas Gerais certificada como 100% orgânica pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), reforçando a tradição e a qualidade da produção.

Reconhecimento nacional e internacional

O extensionista da Emater-MG, Roberto Carlos Rodrigues, destaca o papel de Maria Lúcia na evolução do negócio. “Ela incentivou a melhora da qualidade da cachaça e a diversificação da produção. Graças ao esforço da família, a bebida já conquistou diversos prêmios, inclusive internacionais”, comenta.

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Protagonismo feminino no campo

Segundo Rodrigues, as mulheres rurais de Felixlândia têm ganhado destaque como empreendedoras, principalmente na gestão de agroindústrias de doces e quitandas. “A presença feminina é fundamental para o desenvolvimento rural. Elas agregam emoção e valor aos produtos. Meu papel é mostrar o potencial das mulheres para fazer o desenvolvimento acontecer”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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