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Após fortes ganhos, preços do café realizam lucros nas bolsas internacionais nesta terça-feira (15)

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Após encerrar a última sessão com expressivos ganhos, os preços do café operavam em baixa nas bolsas internacionais na manhã desta terça-feira (15), refletindo um movimento de realização de lucros e ajustes no mercado.

O Escritório Carvalhaes alerta que, caso a decisão sobre as novas taxas americanas para os cafés brasileiros seja mantida, pode haver um impacto negativo momentâneo. Ainda assim, a falta de alternativas deve fazer com que grande parte das torrefações dos EUA mantenha as compras do produto brasileiro, que responde por mais de 35% da produção mundial. Além disso, o consumo global de café segue em alta e os principais países produtores enfrentam problemas climáticos, o que dificulta a formação de estoques.

Safra brasileira e global influenciam preços do robusta e do arábica

Marcelo Moreira, analista da Archer Consulting, destaca que o mercado do café robusta segue pressionado pela expectativa de uma grande safra brasileira, que está praticamente finalizada e estimada entre 16 e 28 milhões de sacas. A safra do Vietnã, segundo o USDA, também deve superar as 30 milhões de sacas.

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Já a safra do café arábica no Brasil permanece como uma incógnita. Muitos produtores confirmam uma possível queda de produção entre 20% e 30%, o que fará com que o tamanho real da safra 2025/26 continue “fazendo preço”, especialmente durante o primeiro trimestre de 2026.

Cotação do café nesta terça-feira (15) pela manhã

Por volta das 9h (horário de Brasília), o café arábica apresentava variações nos contratos futuros: alta de 1.710 pontos, cotado a 305,70 cents por libra-peso (lbp) no vencimento de julho/2025; queda de 215 pontos a 299,70 cents/lbp para setembro/2025; e baixa de 195 pontos a 292,90 cents/lbp para dezembro/2025.

No mercado do robusta, os preços recuavam US$ 16, para US$ 3.805 por tonelada no contrato de julho/2025; apresentavam baixa de US$ 88, a US$ 3.431 por tonelada em setembro/2025; e perda de US$ 91, cotado a US$ 3.374 por tonelada em novembro/2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho recua em maio com expectativa da segunda safra e pressão do mercado externo

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O mercado brasileiro de milho encerrou maio em ritmo de queda nos preços, refletindo a expectativa pela chegada da segunda safra ao mercado, estimada em mais de 99 milhões de toneladas, além da pressão exercida pelo cenário internacional e pelo câmbio mais valorizado ao longo do mês.

De acordo com levantamento da Consultoria Safras & Mercado, os produtores intensificaram a oferta de milho durante maio, embora ainda tentando sustentar preços mais elevados. Do outro lado, consumidores adotaram postura cautelosa, realizando apenas compras pontuais para reposição imediata, na expectativa de novas baixas nas cotações com o avanço da colheita da safrinha.

A colheita da segunda safra começa a ganhar ritmo em junho, o que tende a ampliar a pressão sobre os preços internos. Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduziu a competitividade do milho brasileiro nos portos, impactando diretamente a formação dos preços domésticos.

Clima reduz preocupação com geadas, mas seca preocupa em Goiás e Minas Gerais

As previsões de geadas nas principais regiões produtoras não se confirmaram ao longo de maio, mantendo as lavouras de milho em boas condições na maior parte do país. O cenário climático acabou favorecendo o desenvolvimento da segunda safra e afastando temores de perdas mais significativas.

Entretanto, produtores de Goiás e Minas Gerais seguem em alerta devido à escassez de chuvas. A falta de precipitações pode comprometer a produtividade das lavouras e provocar perdas localizadas na reta final do ciclo.

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Bolsa de Chicago cai com clima favorável nos Estados Unidos

No mercado internacional, os contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago registraram predominância de baixa, especialmente na segunda metade de maio. O avanço do plantio e as condições climáticas favoráveis no cinturão produtor dos Estados Unidos aumentaram as perspectivas de uma safra robusta no país.

Outro fator que influenciou negativamente as cotações foi a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de um acordo ajudou a pressionar os preços do petróleo, reduzindo o suporte ao mercado de biocombustíveis e contribuindo para a queda do milho em Chicago.

Preços do milho registram queda em diversas regiões produtoras

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 61,25 em 28 de maio, representando retração de 2,44% frente aos R$ 62,78 registrados no fim de abril.

No Paraná, a cotação em Cascavel caiu 4,76%, passando de R$ 63,00 para R$ 60,00 por saca. Em Campinas (SP), no mercado CIF, o milho recuou 5%, encerrando o mês em R$ 66,50.

Na região da Mogiana paulista, a desvalorização foi ainda mais intensa, com queda de 7,69%, saindo de R$ 65,00 para R$ 60,00 por saca.

Em Rio Verde, Goiás, o cereal fechou maio cotado a R$ 57,00, recuo de 5% em relação ao mês anterior. Já em Rondonópolis (MT), os preços permaneceram estáveis em R$ 52,00 por saca.

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No Rio Grande do Sul, Erechim registrou leve queda de 0,74%, com a saca negociada a R$ 67,50. Em Uberlândia (MG), os preços permaneceram estáveis em R$ 59,00.

Exportações de milho disparam em maio

As exportações brasileiras de milho apresentaram forte avanço em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 201,735 mil toneladas do cereal nos primeiros 15 dias úteis do mês, com média diária de 13,449 mil toneladas.

A receita obtida com as exportações somou US$ 53,774 milhões no período, com média diária de US$ 3,585 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 266,60.

Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 314,1% no valor médio diário exportado e avanço expressivo de 625,5% no volume médio diário embarcado. Em contrapartida, o preço médio da tonelada apresentou desvalorização de 42,9%.

O mercado segue atento ao avanço da colheita da segunda safra no Brasil, ao comportamento do câmbio e às condições climáticas nos Estados Unidos, fatores que devem continuar determinando a direção dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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