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Aplicação Localizada de Herbicidas: Uma Solução Eficiente e Sustentável para o Setor Agrícola

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A aplicação localizada de herbicidas destaca-se atualmente como uma das inovações mais promissoras no setor agrícola, permitindo que os produtores otimizem recursos e controlem com precisão as áreas com maior infestação de plantas daninhas. De acordo com Guilherme Dressano, engenheiro agrônomo e especialista na área, essa técnica é voltada para o tratamento específico das regiões que apresentam infestações ou que necessitam de um manejo diferenciado em relação ao restante da lavoura. Assim, possibilita um controle mais eficiente, especialmente nas áreas onde há maior pressão de plantas indesejadas, evitando o desperdício de defensivos químicos.

“Estamos oferecendo esse serviço em áreas comerciais com formatos variados, e nossa experiência indica que a eficiência pode se equiparar à de uma aplicação em área total”, afirma Dressano, ressaltando a importância de seguir diretrizes técnicas rigorosas para assegurar a eficácia do método.

Dressano detalha que, por meio do uso de drones, os produtores conseguem obter uma visualização minuciosa da área cultivada, coletando imagens que são convertidas em mapas de aplicação. Essas informações são então transferidas para pulverizadores terrestres, permitindo que, embora o uso do drone dependa de condições climáticas favoráveis, se amplie a janela de tempo disponível para a pulverização.

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“A vantagem do drone é que ele possibilita a aplicação em condições de solo úmido, facilitando o manejo durante períodos de chuva”, explica Dressano. Dessa forma, o uso de drones não apenas aumenta a precisão da aplicação, mas também reduz a necessidade de intervenções manuais no campo.

Além de proporcionar maior exatidão, essa técnica promove uma economia significativa de recursos. “A aplicação localizada resulta em uma otimização média de 60% no uso de herbicidas, água e na operação em si”, revela Dressano. Isso se traduz em uma redução de 3 a 4% nos custos de produção em culturas como a soja, na qual os herbicidas correspondem a cerca de 5% do custo total.

Dressano também aponta outras vantagens dessa prática, como a diminuição do uso de máquinas no campo, o que contribui para a redução do desgaste dos equipamentos e amplia o tempo disponível para outras operações agrícolas. Com a crescente demanda por práticas mais sustentáveis, a aplicação localizada surge como uma solução que beneficia tanto a produtividade quanto a preservação ambiental.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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