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ApexBrasil Abre Inscrições para Empresas de Alimentos e Bebidas na CIIE 2024

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A China International Import Expo (CIIE), uma das mais importantes feiras de importação do mundo, ocorrerá entre os dias 5 e 10 de novembro em Xangai. As inscrições para a participação na feira estão abertas e serão aceitas até 24 de julho. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) liderará a delegação brasileira, que contará com 30 empresas do setor de alimentos e bebidas.

A CIIE é uma vitrine internacional que reúne 3.500 expositores e atrai compradores e empresários de todo o mundo, oferecendo oportunidades significativas de negócios. Na última edição, o evento contou com a presença de 72 pavilhões institucionais de diferentes países e atraiu mais de 400 mil visitantes profissionais. O evento também destacou 400 novos produtos e apresentou 300 lançamentos inéditos na seção “Incubation Zone”.

A ApexBrasil está buscando empresas do setor de alimentos e bebidas que estejam interessadas em expandir suas exportações para o mercado chinês. A seleção das empresas priorizará aquelas com mulheres em cargos de liderança, que participem das Mesas Executivas de Exportação ou do Exporta Mais Amazônia, e que sejam egressas do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) e dos projetos Brazilian Suppliers e AgroBR.

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Para obter mais informações sobre o processo de seleção e os serviços oferecidos pela ApexBrasil, acesse o regulamento completo aqui.

Sobre a CIIE

Organizada pelo Ministério do Comércio da China (MOFCOM), a CIIE é a primeira feira nacional de importação do mundo e tem sido realizada anualmente desde 2018. Em 2023, a participação de 23 empresas brasileiras promovida pela ApexBrasil resultou em um recorde de US$ 271.342.600,00 em negócios, incluindo vendas imediatas e estimativas para o ano seguinte. O evento também possibilitou quase três mil reuniões e contatos entre empresários brasileiros e potenciais compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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