A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) abriu, nesta quinta-feira (23.05), as inscrições para os Jogos Paralímpicos Mato-grossenses que serão realizados em Várzea Grande, entre os dias 27 e 30 de junho. Em sua primeira edição, a competição esportiva é direcionada para pessoas com deficiências física, intelectual e visual de todas as idades e de todos os municípios do Estado.
Com provas nas modalidades de atletismo, bocha, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, badminton, judô, halterofilismo e goalball, os Jogos Paralímpicos receberão delegações municipais. Além da disputa por títulos de campeões mato-grossenses, a competição também servirá de seletiva para a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares, que são promovidas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
As competições mato-grossenses são divididas por faixa etária, abrangendo as categorias sub-11, sub-14, sub-16 e sub-18, com atletas de 9 a 17 anos. Haverá também disputas nas categorias adulto master (18 a 35 anos) e absoluto (36 anos ou mais).
Os atletas com idade até 17 anos devem estar regularmente matriculados em escolas do ensino fundamental, médio ou especial, reconhecidas pelo Ministério da Educação. Para os competidores com idade superior a 18 anos, é necessário o registro adequado ou a representação de sua universidade, clube ou entidade.
Abertas até o dia 7 de junho, as inscrições podem ser feitas por meio do preenchimento de formulário online e envio de documentos assinados para o e-mail [email protected]. O tipo de deficiência, se intelectual, visual ou física, deve ser informada já na inscrição online.
As informações mais detalhadas sobre as delegações, competidores e provas estão disponíveis nos regulamentos geral e específicos por modalidades, que podem ser acessados no site da Secel.
“Nosso objetivo é coroar o desenvolvimento da prática paradesportiva nos municípios mato-grossenses. A realização dos Jogos Paralímpicos Mato-grossenses busca, dentre outras coisas, estimular a participação no esporte por pessoas com deficiência em todo o Estado”, destaca o secretário adjunto de Esporte e Lazer da Secel, David Moura.
Projeto da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) em parceria com a Fundação Nova Chance, a fábrica e oficina-escola de costura da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá recebeu R$ 6,8 milhões de investimentos em obras físicas. Com 91 máquinas de costura, além de estrutura completa para produção, a proposta prevê a oferta de 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas, com jornada diária de oito horas.
A inauguração da fábrica e oficina-escola de costura aconteceu na quinta-feira (23.4). A diretora da unidade, Keily Marques destacou o objetivo do projeto, que envolve políticas públicas e transformação social. Para ela, o investimento vai muito além da atividade em si.
“Esse investimento não aconteceu porque costura é uma coisa de mulheres, ele aconteceu porque todo investimento que é feito em mulheres é investimento que dá resultado, que impacta a sociedade”, afirmou.
Mais do que capacitação técnica, a iniciativa busca promover autonomia e reconstrução de trajetórias.
“A ressocialização se constrói com oportunidades reais, oportunidades verdadeiras e políticas públicas eficientes. Eu parabenizo especialmente essas mulheres que hoje são as primeiras a conquistarem a certificação. Que elas aproveitem a oportunidade porque cada aprendizado adquirido aqui pode representar um longo caminho e o passado não define o futuro de ninguém”, destacou Keily.
A diretora também ressaltou o esforço coletivo para tirar o projeto do papel.
“Para tudo isso se tornar realidade foi preciso muito esforço e empenho. Cerca de 90% do nosso quadro funcional é composto por mulheres, fortes, guerreiras, que junto com os homens valorosos formam um time de excelência”, disse, ao reconhecer o trabalho da equipe da unidade, formada majoritariamente por mulheres.
A qualificação inicial foi realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, com 20 internas já capacitadas para atuar como multiplicadoras dentro da penitenciária. A produção será destinada à confecção de uniformes escolares para a rede estadual, integrando políticas públicas e gerando economia.
Para Keily, o projeto também ressignifica o papel do sistema prisional.
“Essa unidade, além de acolher mulheres em cumprimento de pena, também acolhe histórias e possibilidades de recomeços. Hoje celebramos esperança, oportunidade e transformação. Trata-se de transformação humana e isso só é possível por meio de trabalho e estudo”, afirmou.
Com a expectativa de atender inicialmente mais de 50% da população carcerária da unidade, a iniciativa reforça a ideia de que investir em mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, é uma estratégia com efeitos que ultrapassam os muros do sistema prisional e alcançam toda a sociedade.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.