AGRONEGÓCIO

Antioxidante vira peça-chave para garantir qualidade intestinal das aves

Publicado em

Com a avicultura brasileira sendo vista a cada dia como um dos principais motores da pecuária e do agronegócio, a busca por garantir a excelência da produção animal vem sendo uma tarefa constante e crucial para o setor. E um dos caminhos que tem ajudado o setor avícola a se sobressair é a utilização de antioxidantes na nutrição das aves.

De acordo com a gerente comercial da Quimtia Brasil, uma das principais empresas especializadas na fabricação de insumos para nutrição animal, a médica veterinária Maria Antoanete Brandalize, o composto [antioxidantes] ajuda a garantir de forma eficaz o bom funcionamento do sistema digestivo das aves, tanto as de postura, quanto as de corte.

Os antioxidantes são moléculas químicas que combatem os radicais livres no organismo das aves. Segundo Antoanete, esses radicais livres são moléculas instáveis que podem causar danos às células e tecidos, levando a uma série de problemas de saúde, incluindo inflamação e estresse oxidativo. Ela ressalta também que esses problemas podem comprometer a integridade do trato gastrointestinal das aves, afetando sua capacidade de absorver nutrientes e combater patógenos.

Leia Também:  Oferta limitada impulsiona elevação nos preços do trigo no início de 2024

“Ou seja, fornecer antioxidantes na dieta das aves auxilia na proteção das fórmulas e a melhorar a saúde intestinal da produção, o que consequentemente contribui para uma absorção de nutrientes mais eficiente, o que resulta em um fortalecimento do sistema imunológico, além de proporcionar uma redução do estresse oxidativo e da incidência de doenças”, afirma a especialista.

Como os antioxidantes chegam às aves

Tradicionalmente, os antioxidantes são incluídos nas rações em premixes e normalmente, ajudam a preservar a estabilidade dos ingredientes da ração, impedindo a oxidação de nutrientes essenciais, como vitaminas e ácidos graxos. A especialista enfatiza que em rações que contêm ingredientes sensíveis à oxidação, como óleos vegetais e farinhas de peixe, manter a integridade desses nutrientes asseguram que a ração forneça os níveis adequados de nutrientes essenciais para as aves.

“Além disso, ele [antioxidante] auxilia para o prolongamento da vida útil da ração e, inclusive, pode beneficiar o produtor promovendo, inclusive, uma redução de custos associados ao descarte de rações deterioradas e à necessidade de substituição de ingredientes perdidos devido à oxidação”, conclui Antoanete.

Leia Também:  Mato Grosso é o segundo Estado que mais avançou na qualidade da educação do Ensino Médio

Fonte: Comunicação Quimtia

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Integração Lavoura-Pecuária ganha força na safrinha e impulsiona estratégia do “boi safrinha” após a soja

Published

on

A utilização de pastagens após a colheita da soja deve ganhar ainda mais espaço nas propriedades rurais brasileiras em 2026. O cenário de atrasos na colheita em algumas regiões produtoras, aliado à menor rentabilidade de culturas de segunda safra e ao bom momento da pecuária, tem estimulado produtores a investir em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

A estratégia permite aproveitar a janela da safrinha para produção de forragem destinada ao pastejo de bovinos, aumentando a eficiência do uso da terra e gerando benefícios agronômicos para a próxima safra agrícola.

Segundo especialistas, a tendência fortalece o modelo conhecido como “boi safrinha”, que combina produção pecuária e conservação do solo, ampliando as oportunidades de renda dentro da propriedade.

Pastagens se tornam alternativa rentável na safrinha

Com a redução da atratividade econômica de algumas culturas de segunda safra, muitos produtores têm direcionado investimentos para sistemas que associam produção animal e agrícola.

Entre as opções mais utilizadas estão o consórcio de milho ou sorgo com capins forrageiros e o cultivo exclusivo de pastagens logo após a colheita da soja.

Além de fornecer alimento para o rebanho durante o período seco, essas áreas contribuem para a produção de palhada, elemento fundamental para o sistema de plantio direto e para a conservação da umidade do solo.

A prática também favorece a ciclagem de nutrientes, melhora a estrutura física do solo e auxilia no controle de plantas daninhas, fortalecendo a sustentabilidade do sistema produtivo.

Leia Também:  Lei do Pantanal é sancionada para garantir conservação do bioma
Manejo adequado é decisivo para o sucesso do sistema

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que o sucesso da Integração Lavoura-Pecuária depende diretamente do manejo adotado pelo produtor.

O primeiro passo é tratar a forrageira como uma cultura agrícola, realizando o controle eficiente de plantas invasoras e de tigueras remanescentes da cultura anterior. A competição por água, luz e nutrientes pode comprometer significativamente o desenvolvimento do capim e reduzir a capacidade produtiva da área.

Outro aspecto essencial é o planejamento da lotação animal. Antes da entrada do rebanho, recomenda-se realizar avaliações da disponibilidade de forragem para calcular corretamente a capacidade de suporte da área e evitar tanto o subpastejo quanto o superpastejo.

Altura correta do capim influencia produtividade e qualidade da forragem

O momento ideal para iniciar o primeiro pastejo varia conforme a espécie forrageira utilizada, mas seguir a recomendação técnica é fundamental para preservar a qualidade nutricional da pastagem.

Pastos excessivamente altos tendem a apresentar maior quantidade de colmos e fibras, reduzindo o valor nutritivo consumido pelos animais.

No caso da Brachiaria ruziziensis, amplamente utilizada em sistemas integrados, a recomendação é iniciar o pastejo quando as plantas atingirem cerca de 50 centímetros de altura.

Esse manejo favorece o consumo de folhas mais jovens e nutritivas, contribuindo para melhores índices de desempenho animal.

Leia Também:  Oferta limitada impulsiona elevação nos preços do trigo no início de 2024
Formação de palhada garante benefícios para a próxima safra

Além da produção pecuária, a preservação de um volume adequado de massa vegetal após a saída dos animais é um dos principais objetivos do sistema.

Especialistas recomendam evitar o pastejo excessivo para assegurar a formação de palhada suficiente para a safra seguinte.

O ideal é manter entre três e cinco toneladas de matéria seca por hectare após a retirada do gado. Essa cobertura vegetal protege o solo contra erosão, reduz perdas de umidade, favorece a atividade biológica e aumenta a supressão de plantas daninhas.

Integração fortalece produtividade e sustentabilidade no campo

O avanço da Integração Lavoura-Pecuária reflete uma tendência crescente no agronegócio brasileiro: produzir mais utilizando os mesmos recursos de forma eficiente e sustentável.

Ao combinar agricultura e pecuária em uma mesma área, o produtor diversifica fontes de receita, reduz riscos de mercado e melhora os indicadores produtivos da propriedade.

Diante do atual cenário econômico e climático, o uso estratégico de pastagens na safrinha surge como uma alternativa cada vez mais relevante para elevar a rentabilidade, fortalecer a pecuária e preparar o solo para altas produtividades nas próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA