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Anec revisa para cima previsão de exportação de soja brasileira; China impulsiona ritmo dos embarques

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Previsão de exportação de soja para abril

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para cima sua estimativa de exportação de soja brasileira para abril, prevendo um volume de 14,5 milhões de toneladas. Este aumento de 1,2 milhão de toneladas em comparação com a previsão anterior foi divulgado nesta terça-feira (15).

Caso se confirme, a exportação de soja do Brasil neste mês representará um crescimento de cerca de 1 milhão de toneladas em relação ao mesmo período de 2024.

Comparação com o recorde de março e a média histórica

Embora a previsão para abril represente um incremento em relação ao ano passado, ela será inferior ao recorde registrado em março de 2025, quando o país exportou 15,7 milhões de toneladas. Esse volume igualou o recorde histórico de abril de 2021, conforme dados revisados pela Anec.

Exportações no primeiro quadrimestre

No acumulado dos primeiros quatro meses de 2025, as exportações de soja do Brasil somariam 41 milhões de toneladas, alcançando quase metade da meta anual de 97,3 milhões de toneladas. O Brasil está colhendo uma safra recorde de soja, mesmo em meio aos efeitos da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

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Impactos da guerra comercial no mercado

Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, comentou que a guerra tarifária entre Washington e Pequim tem gerado “muitas oportunidades” para os produtores brasileiros. Segundo ele, as exportações estão aquecidas e com ritmo crescente. Durante evento realizado pela consultoria, Silveira estimou que os embarques de soja nos próximos meses podem variar entre 14 milhões e 15 milhões de toneladas.

Expectativas para 2025

A Anec projetou que, em 2025, as exportações de soja do Brasil deverão alcançar um novo recorde, com embarques de até 110 milhões de toneladas, um aumento significativo frente aos volumes já altos registrados em 2024.

Perspectivas para o preço da soja

Silveira também destacou que, apesar da safra recorde de soja no Brasil, que superou 170 milhões de toneladas, a abundância de produção não pressionou os preços do mercado. Segundo o analista, a demanda crescente, especialmente da China, tem sustentado os preços, com os prêmios para a soja brasileira continuando valorizados, ao contrário do que seria esperado em um cenário normal, quando uma grande safra normalmente teria impacto de queda nos preços.

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Exportação de farelo de soja

A exportação de farelo de soja também teve sua previsão revista para abril, com a Anec estimando um total de 2,4 milhões de toneladas. Este volume representa um pequeno aumento em relação à previsão anterior e uma elevação de quase 300 mil toneladas em comparação com o mesmo mês de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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