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Anec prevê queda nas exportações de soja do Brasil em maio

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A exportação de soja do Brasil deve cair cerca de 8% em maio, em comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 13,2 milhões de toneladas. O volume projetado também é aproximadamente 200 mil toneladas menor do que o total exportado em abril. Essas estimativas foram feitas pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), com base na programação dos embarques.

No acumulado do ano, considerando a projeção para maio, o Brasil fecharia os cinco primeiros meses com exportações de 52 milhões de toneladas, pouco acima das 51,4 milhões de toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. Vale ressaltar que este resultado é obtido apesar de uma safra menor, comparada ao recorde de 2023.

As condições climáticas e problemas logísticos são fatores que podem impactar a programação dos embarques. As chuvas, por exemplo, podem interromper as operações nos terminais portuários, pois os porões das embarcações precisam ser fechados para evitar que a soja seja danificada pela umidade.

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A Anec destacou em seu boletim os desafios enfrentados no Rio Grande do Sul devido às enchentes históricas. Segundo a associação, as inundações podem obrigar as empresas a alterar suas operações, realocando embarques do porto de Rio Grande para outros estados. Isso ocorre porque as enchentes bloquearam rodovias e ferrovias, prejudicando o transporte de grãos até o porto.

“Além dos problemas na colheita, a logística de escoamento do estado também está comprometida, visto que há bloqueios totais e parciais em muitos locais, tornando a comercialização inviável”, explicou a Anec em seu boletim. Diante dessa situação, as tradings podem ser forçadas a exportar a soja por outros portos.

O porto de Rio Grande, o quarto maior exportador de soja do Brasil no ano passado, está operando com grãos estocados antes das chuvas, além de contar com rotas rodoviárias alternativas. No entanto, há custos logísticos adicionais envolvidos.

Farelo e Milho

Enquanto a exportação de soja mostra uma tendência de queda, as projeções para farelo de soja e milho são mais otimistas. A exportação de farelo de soja em maio deve ter um ligeiro aumento em relação ao ano passado, chegando a 2,34 milhões de toneladas, com um acréscimo de 250 mil toneladas em relação a abril.

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Já a projeção para a exportação de milho em maio é de quase 550 mil toneladas, representando um crescimento de cerca de 11% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Essa variação positiva mostra que, apesar das dificuldades enfrentadas pela soja, outros produtos agrícolas ainda apresentam oportunidades de crescimento no cenário atual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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