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André Esteves Tenta Barrar Fusão entre BRB e Banco Master, Mas Mercado Resiste

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André Esteves, sócio do BTG Pactual, voltou ao centro das atenções nos bastidores do sistema financeiro nacional. Segundo informações divulgadas pelo portal Relatório Reservado, o banqueiro tem atuado para impedir a fusão entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília). Apesar das tentativas, o processo de união entre as instituições segue avançando e promete trazer impactos positivos para o mercado bancário, especialmente no financiamento ao agronegócio e à economia produtiva.

Conforme a apuração, Esteves teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pouco após o anúncio da operação entre os dois bancos. O encontro, que não consta da agenda oficial do dirigente do BC, levanta suspeitas de tentativa de ingerência sobre o processo.

Além disso, o BTG Pactual teria iniciado o envio de mensagens a seus clientes, apontando riscos de colapso do Banco Master. A estratégia teria como objetivo provocar a desvalorização da instituição e gerar insegurança no mercado. A movimentação, no entanto, não surtiu o efeito desejado.

Potencial da fusão entre BRB e Banco Master

A operação entre BRB e Banco Master tem fundamentos sólidos. O Banco Master possui ativos expressivos, entre eles uma carteira de precatórios avaliada em R$ 7 bilhões e uma operação relevante de crédito consignado, que soma R$ 920 milhões. A incorporação dessas operações pode fortalecer o BRB e criar uma instituição com maior capilaridade e capacidade de atuação no mercado financeiro.

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Com a consolidação, há expectativa de ampliação da oferta de crédito, condições mais atrativas para empresários e produtores rurais, além de aumento da concorrência bancária — um fator importante para reduzir a concentração do setor, hoje dominado por poucos grandes bancos.

A medida pode representar um alívio para produtores e empreendedores que enfrentam dificuldades para acessar financiamento, especialmente nas áreas de custeio, investimento e ampliação da produção.

Reação do BTG expõe receio com concorrência

A postura adotada por André Esteves evidencia o desconforto do BTG diante da possibilidade de surgir um novo concorrente robusto no segmento de precatórios e crédito consignado. A atuação agressiva do BTG nesses mercados pode perder espaço, caso a fusão se concretize e resulte em um novo player competitivo.

Apesar das tentativas de desacreditar o Banco Master, o mercado reagiu com sobriedade. Os boatos disseminados não causaram turbulências significativas, e investidores mantiveram suas posições, o que enfraqueceu os esforços de desvalorização.

Apoio político plural fortalece a operação

A proposta de fusão entre o BRB e o Banco Master conta com apoio de diferentes espectros políticos. Nomes como o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), além de lideranças como Guido Mantega (PT), Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), manifestaram respaldo à operação.

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Esse apoio plural evidencia que a união entre os bancos integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento das instituições financeiras regionais, o que pode estimular a descentralização do crédito e fomentar a concorrência no sistema bancário brasileiro.

Considerações finais

A tentativa de interferência por parte de André Esteves em uma operação legítima do mercado financeiro brasileiro não surtiu efeito prático. A fusão entre BRB e Banco Master segue seu curso natural, carregando potencial de estimular a economia, fortalecer o agronegócio e aumentar a oferta de crédito no país.

O episódio também serve como alerta para os riscos de concentração de poder no setor bancário e reforça a importância de se preservar a livre concorrência e a transparência nas operações do sistema financeiro nacional.

Leia mais sobre o caso na reportagem do Relatório Reservado

Fonte: E&F Assessoria

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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