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Agrodefesa participa da programação da Tecnoshow Comigo, em Rio Verde

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O Governo de Goiás participa na próxima semana, entre os dias 8 e 12 de abril, da programação da Tecnoshow Comigo, realizada em Rio Verde, na região Sudoeste do Estado, e considerada uma das maiores feiras de tecnologia rural do País. Diversas pastas integrantes da gestão estadual realizarão atividades durante a semana, dentro da programação da feira, incluindo a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que deve divulgar informações a respeito da implantação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

A abertura do evento, programada para o dia 8, deverá contar com a presença do governador Ronaldo Caiado e autoridades nacionais, estaduais e da região. Conforme explica o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o Governo de Goiás é parceiro de longa data da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano, a Comigo, que realiza o evento, e a participação das diversas pastas, como Agrodefesa, Emater e Seapa, contribui para ampliar o alcance das políticas públicas do Estado, chegando até os visitantes da feira. “A Tecnoshow Comigo é uma referência para o Brasil em termos de difusão de tecnologia e conhecimento e, sabendo disso, o Estado busca apoiar essa realização e levar também informações aos diversos públicos do evento, desde produtores rurais, estudantes e moradores da região, até prefeitos e lideranças”, ressalta.

Há a expectativa de que seja entregue pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), durante a cerimônia de abertura, o Título de Reconhecimento da Equivalência ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que faz parte do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária (SUASA), e padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar, habilitando o município comercializar os produtos de origem animal em todo o País. “A Agrodefesa participa ativamente na capacitação do poder público municipal para que ele esteja apto a atestar a qualidade das boas práticas para que um produto local seja comercializado em todo território nacional”, explica o gerente de Inspeção da Agrodefesa, Paulo Viana.

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SIM

Na quarta-feira, dia 10 de abril, a Agrodefesa realizará uma agenda especial com prefeitos e secretários de agricultura e de saúde, dentro do estande do Governo de Goiás, para abordar a implantação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). A reunião é uma ação de educação sanitária da Rede Proesa Goiás e será coordenada pela Agrodefesa, com a participação do gerente de Inspeção, Paulo Viana, que vai abordar aspectos práticos e benefícios para a adoção do sistema.

Atualmente, dos 246 municípios goianos apenas 13 deles possuem Sistema de Inspeção Municipal (SIM) habilitado. Conforme explica o gerente de Inspeção da Agrodefesa, é prerrogativa do poder público atender aos anseios dos produtores locais que buscam formalizar sua produção, para atender o mercado local. “Existem muitos casos em que produtores rurais e empresários de pequeno porte revertem sua produção para o comércio local. Esse pequeno produtor precisa da formalização junto à prefeitura para regularizar o seu comércio. O que a Agrodefesa faz é contribuir para capacitar os agentes municipais, sejam os vinculados à vigilância sanitária, ou mesmo um veterinário que atue na prefeitura, a realizar a inspeção nestas situações e conferir o selo que permite a comercialização local”, explica Paulo Viana.

Um produto que conquista um selo de inspeção leva consigo a garantia de que ele foi produzido dentro das normas de boas práticas sanitárias, e cumprindo os requisitos legais cabíveis para que sua comercialização seja feita dentro dos limites permitidos que são: comércio local (para produtos com selo SIM); comércio intermunicipal (para produtos com Selo de Inspeção Estadual – SIE) e comércio nacional e internacional (para produtos com Selo de Inspeção Federal – SIF).

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O gerente de inspeção da Agrodefesa ainda explica que, para possibilitar a implantação do Serviço de Inspeção Municipal em municípios onde há poucos servidores voltados para a vigilância sanitária, é possível montar um consórcio onde um profissional veterinário é contratado para atender a mais de uma cidade simultaneamente. “Nestes casos, eles precisam ter estabelecido legalmente o serviço em âmbito municipal”, esclarece.

Paulo Viana explica que a Agrodefesa está disponível para oferecer capacitação aos municípios que buscam implantar o Serviço de Inspeção Municipal. “Oferecemos todas as orientações necessárias para a implantação do sistema, desde como criar a legislação para a sua criação, até o passo a passo de como oferecer uma política pública de atendimento e formalização para os produtores familiares e de pequeno porte, garantindo dignidade, renda e acesso ao mercado formal. A nossa intenção é fortalecer a inspeção desses produtos na ponta, para que possamos estender os controles sanitários aos mais variados produtos e, com isso, evitar fontes de contaminação, disseminação de doenças e demais prejuízos à saúde pública”, alega.

A programação da Tecnoshow segue até a sexta-feira, 12 de abril. Ao todo, serão mais de 100 horas destinadas ao conhecimento, divididas entre palestras e dinâmicas, abordando os mais diversos temas, como nutrição, mercado de grãos, pecuária, sucessão, tecnologia e inovação e cooperativismo. Na feira são apresentadas máquinas e equipamentos agropecuários, plots agrícolas, animais das mais variadas espécies, palestras técnicas e econômicas, ações socioambientais e dinâmicas de pecuária, entre outros produtos e serviços, como uma extensa vitrine de tecnologias para o homem do campo, seja pequeno, médio ou grande produtor.

Fonte: Comunicação Setorial da Agrodefesa

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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