AGRONEGÓCIO

Análises laboratoriais têm importância vital para a agricultura e aumento de produtividade

Publicado em

Estas análises oferecem uma janela indispensável para compreender as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo e da planta, tornando-se uma ferramenta essencial para os produtores rurais na tomada de decisões estratégicas e no manejo otimizado dos recursos.

No 8° episódio do podcast Conexão Microgeo, um diálogo esclarecedor entre Leonardo Pontes, engenheiro agrônomo e Consultor Técnico da The Soil Company, e André Signori, engenheiro agrônomo e consultor bioagronômico, trouxe à tona a importância crucial dessas análises para a agricultura moderna. O episódio, repleto de insights valiosos, discutiu os diferentes tipos de análises laboratoriais disponíveis no mercado e como essas informações podem atender às necessidades específicas dos produtores.

As análises laboratoriais de solo envolvem a coleta e posterior análise de amostras representativas das áreas de cultivo. Esse processo oferece uma gama de informações preciosas, como pH, matéria orgânica, retenção de água, textura, presença de nutrientes e elementos prejudiciais. Esses dados são cruciais para adaptar as práticas agrícolas às condições específicas de cada cultura.

Leia Também:  Bayer apresenta inovações digitais em busca de uma agricultura regenerativa na Agrishow 2024
Análise microbiológica do solo

Os especialistas também falaram sobre a análise microbiológica do solo. Ela representa uma tecnologia inovadora e em ascensão, capaz de aprimorar a produtividade e a sustentabilidade na agricultura, reduzindo a necessidade de pesticidas e herbicidas, por exemplo.

Essa abordagem oferece um benefício significativo ao diminuir o tempo necessário para os agricultores obterem informações relevantes sobre suas plantações. Ao utilizar os dados provenientes dessa análise para criar indicadores microbiológicos específicos para os solos agrícolas, os agricultores estão mais bem equipados para tomar decisões mais assertivas na gestão de suas plantações.

Microgeo

Os especialistas também conversaram sobre a biotecnologia Microgeo®, que é um componente balanceado que nutre, regula e mantém o Processo de Compostagem Líquida Contínua (CLC), maneja e restabelece o microbioma do solo. Ao equilibrar o solo com microrganismos benéficos o produtor alcança um ambiente extremamente favorável para melhor aproveitamento e desenvolvimento de qualquer cultura. A Biotecnologia Microgeo® pode ser aplicada via pulverização, fertirrigação, independentemente das condições climáticas e em conjunto com outros insumos, como defensivos químicos ou biológicos e fertilizantes.

Leia Também:  inpEV reforça a importância da tríplice lavagem para a destinação correta de embalagens vazias de defensivos agrícolas

Esses microrganismos podem ser identificados através de análises laboratoriais e elas oferecem aos produtores uma base sólida para decisões fundamentadas. Ajustar as práticas agrícolas de acordo com as necessidades específicas do solo e da cultura resulta em uma agricultura mais eficiente, sustentável e lucrativa, com menor impacto ambiental.

Fonte: Microgeo

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Published

on

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  Estratégias para a Recuperação do Solo Após Incêndios

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Operação Cata-treco percorre 22 bairros de Cuiabá nesta semana

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA