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Aminoácidos: O Caminho para Aumentar a Eficiência na Produção Leiteira

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No competitivo cenário da produção leiteira, a formulação adequada da dieta das vacas se revela essencial para maximizar tanto a produção quanto a rentabilidade do negócio. Durante o evento Kemin Dairy Talks, realizado nos dias 3 e 4 de julho, especialistas destacaram os avanços em nutrição de precisão como fundamentais para o setor.

A professora Marina Danes, especialista em nutrição proteica e aminoácidos da Universidade Federal de Lavras, enfatizou a importância do balanceamento de aminoácidos nas dietas. “Não basta apenas equilibrar a proteína bruta; é necessário fornecer quantidades adequadas de aminoácidos específicos para garantir a produção de leite e a saúde das vacas. Compreender as características da dieta que potencializam a resposta à suplementação é crucial para um melhor retorno sobre o investimento”, afirmou.

Ela ainda ressaltou que as exigências por aminoácidos vão além das necessidades básicas de manutenção, gestação e produção. “Os aminoácidos desempenham diversas funções no metabolismo, como sinalização celular e fortalecimento do sistema imunológico. Assim, a relação entre a oferta de aminoácidos e a saúde é forte e pode trazer benefícios que muitas vezes não são facilmente mensuráveis”, explicou.

O professor Fábio Lima, da UC Davis, complementou destacando o impacto da colina e dos aminoácidos nas dietas: “A colina protegida da degradação ruminal tem mostrado um aumento médio de dois quilos na produção de leite, além de promover maior produção de gordura, dependendo da biodisponibilidade. Os aminoácidos são essenciais para o desempenho dos rebanhos leiteiros.”

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Para Lima, é fundamental considerar os aminoácidos como uma ferramenta de alto desempenho. Ele apontou que, ao comparar o Brasil com grandes produtores, como os EUA, há um vasto potencial a ser explorado. “É necessário facilitar o acesso a informações que demonstrem o retorno sobre investimento proporcionado por essas tecnologias”, destacou.

O professor ainda alertou que, embora muitos conheçam as ferramentas, focam apenas no preço. “É essencial calcular e entender os reais benefícios dessas soluções para perceber que se trata de um investimento necessário”, afirmou.

Ele também ressaltou que, muitas vezes, os produtores compram rações prontas e que é vital que as fábricas de ração tenham esse conhecimento. “Os produtores devem estar sempre questionando e conscientes dos benefícios para exigir a integração dessas tecnologias pelos fornecedores”, completou.

Alexandre Pedroso, consultor autônomo em pecuária leiteira, expressou sua satisfação com os produtos da Kemin: “Já recomendei colina e metionina e sei que são de alta qualidade. As novidades apresentadas no encontro são bastante promissoras.”

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Neto Carvalho, da Cargill, destacou os resultados obtidos com a colina durante a transição das vacas: “Utilizamos a colina e observamos um aumento de 2 a 3 kg na produção de leite. É um resultado muito consistente.”

João Ronchesel, gerente de produtos da Kemin, enfatizou: “Nosso portfólio é sinérgico com a nutrição de precisão. Organizamos este evento para compartilhar resultados de pesquisas e a importância dos aminoácidos e ingredientes encapsulados. A falta de informações pode limitar o rendimento dos produtores, e trazer a percepção acadêmica alinhada a resultados práticos oferece confiança para a adoção dos nossos produtos.”

O evento não apenas proporcionou um ambiente rico em conhecimento técnico, mas também promoveu networking entre os participantes, que tiveram a oportunidade de visitar a planta da Kemin em Valinhos e desfrutar de uma experiência gastronômica com queijos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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