AGRONEGÓCIO

Alunos do Muxirum concluem formação em evento marcado por superação em Cuiabá

Publicado em

Mais de 600 alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) receberam, nesta segunda-feira (24), o certificado de conclusão do programa estadual de alfabetização promovido pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME).

A cerimônia, realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, contemplou 370 alunos da capital que concluíram a edição 2025 do Programa Mais MT Muxirum, além dos participantes do Programa Brasil Alfabetizado (PBA) nos polos instalados nos distritos da Guia e de Aguaçú.

O evento, que reuniu autoridades, professores, familiares e alunos, foi marcado por histórias de superação, como a de estudantes que venceram a depressão ao aprender a ler e escrever, e também pela participação do grupo do Centro de Convivência de Idosos (CCI) Aidêe Pereira Nascimento, formado em parte por alunos do Muxirum, que encantaram o público com uma apresentação de siriri.

O secretário municipal de Educação, Amauri Monge Fernandes, destacou o papel estratégico de Cuiabá dentro do regime de colaboração com a Seduc. Segundo ele, o trabalho conjunto entre município e Estado é fundamental para garantir que cada cidadão tenha acesso ao direito básico de ler e escrever.

Leia Também:  Conab inicia terceiro levantamento da safra de café 2025 em Minas Gerais

“O Muxirum alfabetiza pessoas mais experientes, acima dos 29 anos. Aqui em Cuiabá, estamos formando alunos nesta grande cerimônia em parceria com o Estado. Nosso objetivo é erradicar o analfabetismo na capital. Hoje, o Estado reduziu o índice de 6% para perto de 3% e estamos empenhados em fazer Cuiabá alcançar esse marco também”, destacou o secretário.

Atualmente, 29 polos de alfabetização estão espalhados por todas as regiões de Cuiabá, incluindo áreas urbanas e rurais. O município conta com uma força-tarefa dedicada ao programa, composta por 29 professoras, além da coordenação local, realizada por Marluci Micheli de Sousa e Andréia Mesquita Foratto, responsáveis pela busca ativa de pessoas ainda não alfabetizadas.

Gislene Barros Neto, 54 anos, relatou sua trajetória e os avanços no aprendizado. Ela é estudante do polo Nova Esperança 2, em Cuiabá. “Eu não lia corretamente, escrevia tudo emendado. Hoje consigo escrever meu nome certinho: Gislene, Barros, Neto. Fiquei emocionada. Quero continuar estudando”.

O polo onde Gislene estuda é conduzido pela professora Mayara Barbosa de Arruda Duran, que viveu seu primeiro ano lecionando para adultos. “Tenho 12 alunos. Sempre trabalhei com educação infantil, mas aceitar esse desafio foi transformador. Ver alguém assinar o próprio nome pela primeira vez não tem preço. A gratidão deles me emociona todos os dias”.

Leia Também:  FAO reconhece Embrapa e Cipem por tecnologias inovadoras em manejo florestal sustentável

O secretário de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, encerrou a cerimônia destacando os resultados apresentados pelo programa. Segundo ele, o Estado tinha cerca de 200 mil pessoas não alfabetizadas, das quais 87 mil já foram atendidas, o que reduziu significativamente o índice de analfabetismo. O objetivo final é zerar esse número. “O Muxirum traz luz onde antes havia escuridão. Cada jovem, adulto ou idoso alfabetizado representa esperança. Já atendemos 87 mil pessoas no Estado e queremos zerar o analfabetismo. Não deixaremos ninguém para trás”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

Published

on

O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

Leia Também:  Redução Breve do Diferencial do Etanol Hidratado em Julho

Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

Leia Também:  FAO reconhece Embrapa e Cipem por tecnologias inovadoras em manejo florestal sustentável

Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA