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Alunos de Cuiabá vencem prêmios em concurso cultural de combate à violência doméstica

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Trinta e três alunos de escolas da rede municipal de Cuiabá foram premiados nesta quarta-feira (10) pela qualidade na produção de artes relacionadas ao tema de combate à violência doméstica.

A solenidade de premiação do concurso cultural “A Escola Ensina, A Mulher Agradece”, uma parceria da Prefeitura de Cuiabá com o Judiciário, ocorreu na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Os alunos foram premiados com fones de ouvido com tecnologia bluetooth, medalhas e troféus pela qualidade na elaboração de desenhos, músicas, vídeos, poesias e redações.

O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, parabenizou todos os alunos participantes do projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” e o engajamento dos coordenadores e diretores de escolas que incentivaram as produções artísticas.

“A defesa integral do direito das mulheres nasce a partir do ensino e de temas de aprendizagem nas escolas. O resultado foi muito satisfatório e a educação de Cuiabá sai muito fortalecida. Professores, técnicos, servidores e alunos estão de parabéns”, disse.

A desembargadora Maria Erotides Kneip elogiou a participação da Prefeitura de Cuiabá no concurso cultural. “O município deu uma mostra significativa de apoio a essa luta diária que é o combate à violência contra a mulher. É com muito orgulho que prestigiamos a vitória destes estudantes e o compromisso da educação pública em avançar neste tema que interessa a toda a sociedade.”

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Participaram da solenidade o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, a Coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip, o governador Mauro Mendes, o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, e o deputado estadual Carlos Avalone.

Estudantes vencedores:

Categoria Desenho

1º Lugar – Yan Benicio Xavier Ferreira (1º ano)
Matrícula: Escola Tenente Octacílio Sebastião da Cruz.

2º Lugar – Pietra Sophia Alves Bassan (2º ano)
Matrícula: Escola Profª Rita Caldas Castrillon.

3º Lugar – Hayffer Smith da Silva (2º ano)
Matrícula: Escola Herbert de Souza.

Categoria Música

1º Lugar – Esther Emanuelly de Lima Bizonhin
Matrícula: Escola Senhorinha Ana Alves de Oliveira.

2º Lugar – Ana Maria Oliveira Duarte, Isadora Ogeiwara de Campos, Isaías Sales de Jesus Paz, Maria Clara Leoncio Magalhães e Samuel da Silva
Matrícula: Escola Henrique da Silva Prado.

3º Lugar – Amabili Cardoso Costa
Matrícula: Escola Profª Francisca Figueiredo de Arruda Martins.

Categoria Vídeo

1º Lugar – Pietra Dividido dos Santos, Maria Júlia Oliveira Alves, Isabelly Bitencourt dos Santos Rodrigues, Kiara Alicia Costa dos Santos, Yasmim Vitória Santos Peixoto
Matrícula: Escola Vereador Paulo Campos Borges.

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2º Lugar – Arthur Miguel Souza Fonseca, Davi Lucas Vieira Lopes, Gustavo Maximiano Gusmão, Maisy Valentina da Silva Santos, Yasmin Aparecida Santos Silva, Esther Fernanda de Arruda Teixeira
Matrícula: Escola 12 de Outubro.

3º Lugar – Valentina Victoria Jesus dos Santos, Lorenzo Ferreira de Moraes, Thaylla Carolina Santos Silva, Beatriz Maria Vila Barbosa, Callew Wallace Oliveira de Souza, Yasmin da Silva Atahide
Matrícula: Escola Irmã Maria Beth.

Categoria Poesia

1º Lugar – Noah Obem Silva (3º ano)
Matrícula: Escola Maria Ambrósio Pommot.

2º Lugar – Adam Bussolaro Cavalcante (3º ano)
Matrícula: Escola Ana Tereza Arcos Krause.

3º Lugar – Roman Javier Laguna Lizardi
Matrícula: Escola Senador Darcy Ribeiro.

Categoria Redação

1º Lugar – Sara Leonor Leon Burgos (5º ano)
Matrícula: Escola Profª Guilhermina de Figueiredo.

2º Lugar – Esther de Oliveira Silva (4º ano)
Matrícula: Escola Profº Onofre de Oliveira.

3º Lugar – Kauanny Beatriz Santos da Silva (5º ano)
Matrícula: Escola Esmeralda de Campos Fontes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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