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Alunos da rede municipal são contemplados com aulas de libras após parceria da Prefeitura de Cuiabá com a UFMT

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Para celebrar o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), celebrado no dia 24 de abril, a Prefeitura de Cuiabá e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) firmaram uma parceria e lançaram o programa “Semana da Libras”. A iniciativa consiste em ensinar alunos da rede municipal de ensino a língua de sinais e, nesta primeira etapa, vai contemplar alunos de 15 escolas.

As aulas serão ministradas por duplas de alunos do curso de Letras Libras da UFMT, nas respectivas unidades escolhidas para receber o projeto nesta etapa de implementação. As aulas vão ser dadas aos alunos da rede municipal e o projeto durará toda esta semana, começando nesta segunda-feira (27) e finalizando na quinta-feira (30). As aulas devem durar cerca de uma hora e reunirá os estudantes das respectivas unidades para aprenderem com os monitores da UFMT.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), o projeto contempla unidades que contém alunos surdos matriculados. A iniciativa deve introduzir a língua de sinais no vocabulário dos estudantes como forma de inclusão e acessibilidade aos alunos surdos.

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De acordo com a professora da rede municipal e estadual, especialista em educação especial, Alessandra Andrade Silva, é esse tipo de projeto que contribui para uma educação mais inclusiva com a comunidade e, especialmente, com aqueles que mais necessitam de acolhimento e políticas de acessibilidade.

“A Educação Bilíngue de surdos constitui uma modalidade de ensino que pressupõe o direito do estudante surdo a uma formação integral, respeitando sua singularidade linguística e cognitiva”, contou.

A Semana da Libras ocorrerá em dois turnos de aulas, sendo que algumas escolas receberão o projeto no turno matutino e outras no período vespertino. De manhã, as aulas devem ser realizadas às 07h30 e a tarde às 13h30.

Confira abaixo quais unidades receberão o projeto:

Segunda-feira (27)
Matutino
EMEB Maria Tomich Monteiro da Silva
EMEB Prof. Ranulpho
Vespertino
EMEB São João Bosco
EMEB Glaucia Maria Borges Garcia

Terça-feira (28)
Matutino
EMEB Carlos Maldonado
EMEB Guilhermina de Figueiredo
Vespertino
EMEB Celina Fialho Bezerra
CMEI Regina Pia Padilha De Borbo

Quarta-feira (29)
Matutino
CMEI Leonel Brizola
EMEB Liberdade
Vespertino
CMEI Edgar Santana De Amorim
CEIC Professor Aecim Tocantins
EMEB Maria Elazir Corrêa de Figueiredo

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Quinta-feira (30)
Matutino
EMEB 08 de Abril
Vespertino
EMEB Professora Lenine de Campos Póvoas

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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