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Alta nos Preços do Trigo Não Impulsiona Expansão da Área de Plantio

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Os preços pagos aos produtores de trigo apresentaram uma leve alta em janeiro de 2025, conforme o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. A saca de trigo foi comercializada, em média, a R$ 72,79, refletindo um aumento de 0,5% em relação ao mês anterior e uma valorização de 12% em comparação ao mesmo período de 2024, quando o preço estava em R$ 65,13.

Apesar desse cenário de valorização, a ampliação da área cultivada com trigo em 2025 é considerada improvável. A principal limitação para o crescimento do cultivo está na concorrência com o milho. A segunda safra de milho está sendo implantada com um aumento de 1% na área de cultivo, impulsionada pela maior rentabilidade dessa cultura. Assim, a produção de trigo tende a se manter restrita às regiões mais suscetíveis a geadas, onde o cultivo de outras culturas apresenta riscos ainda maiores.

Uma possível expansão do plantio de trigo poderia ocorrer em áreas anteriormente destinadas à aveia durante o inverno. Contudo, essa alternativa é limitada pelas adversidades climáticas enfrentadas pelos produtores nos últimos anos. A safra de 2024, por exemplo, sofreu uma quebra de 38% em relação ao seu potencial devido à seca, e outros anos foram marcados por problemas como chuvas excessivas durante a colheita, geadas e perdas na qualidade do grão. A última safra plenamente satisfatória ocorreu em 2016.

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Embora os custos estimados para a produção de trigo indiquem uma certa rentabilidade — com um custo variável de R$ 68,68 por saca (com base nos preços de novembro de 2024) e uma margem aproximada de 6% — as incertezas climáticas e econômicas continuam a gerar apreensão entre os produtores.

O Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná divulgará as primeiras projeções sobre a área plantada com trigo e outros grãos de inverno em 27 de março.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá reúne lideranças para debater plano de redução de riscos em comunidades vulneráveis

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Com foco na prevenção de desastres e no planejamento urbano, a Prefeitura de Cuiabá realizou, nesta terça-feira (28), um encontro com lideranças comunitárias para discutir a construção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A reunião ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME) e integra a etapa inicial de validação das áreas prioritárias a serem trabalhadas pelo projeto.

A iniciativa faz parte de uma política pública articulada entre o município, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades. O objetivo é identificar, mapear e propor medidas para reduzir riscos em áreas vulneráveis a desastres, como deslizamentos, inundações e queimadas.

O professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFMT e coordenador geral do PMRR, Hugo Kamiya Tsutsui, destacou o papel da universidade na execução técnica do projeto e a necessidade de validação junto à população.

“Estamos consolidando a primeira etapa, que é a validação das áreas definidas pela equipe técnica e pelo comitê gestor. A participação das lideranças é essencial para identificar pontos que podem não ter sido mapeados inicialmente”, afirmou.

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Segundo o coordenador, a próxima fase envolve o diagnóstico detalhado das áreas, com uso de tecnologia para levantamento de dados.

“Vamos realizar sobrevoos com drones para mapear essas regiões e, a partir disso, classificar os níveis de risco. Isso permitirá definir quais intervenções são necessárias”, explicou.

O prazo para conclusão do plano é dezembro deste ano, quando o documento deverá ser apresentado e validado em audiência pública. A partir dessa etapa, caberá à gestão municipal a implementação das ações propostas.

O diretor técnico da Defesa Civil de Cuiabá, o capitão Marcelo Cerqueira, ressaltou o papel do órgão no acompanhamento das atividades de campo e na articulação com as comunidades.

“A Defesa Civil atua junto à equipe técnica nas visitas aos bairros e mantém diálogo com lideranças locais para facilitar o acesso às áreas. Esse trabalho conjunto é fundamental para identificar riscos e orientar medidas preventivas”, disse.

Já a representante da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, a engenheira ambiental Bruna Gonçalves Aquino enfatizou o impacto do plano na organização territorial da cidade.

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“O plano é um estudo técnico aprofundado que abrange todo o território urbano. Ele vai contribuir para organizar o crescimento da cidade e promover melhorias nas condições de moradia, com mais segurança e qualidade de vida”, comentou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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