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Alta do dólar deve impulsionar mercado de milho no Brasil, apesar do feriado nos EUA

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Mesmo com o fechamento da Bolsa de Mercadorias de Chicago devido ao feriado de Ação de Graças, o mercado brasileiro de milho deve apresentar movimento aquecido nesta quinta-feira, impulsionado pela valorização expressiva do dólar frente ao real. A alta cambial abre espaço para maior fixação de ofertas, especialmente nas negociações destinadas à exportação do cereal.

Na quarta-feira, o mercado interno seguiu a tendência observada nos últimos dias. De acordo com a Safras Consultoria, consumidores em estados como São Paulo mantiveram postura cautelosa, apostando em uma possível queda nos preços a curto prazo. Por outro lado, produtores demonstraram cuidado nas vendas, embora tenha ocorrido algum avanço na fixação de oferta.

Fatores como a valorização do dólar, o clima no Brasil, o comportamento dos futuros de milho e a paridade de exportação permanecem no centro das análises de mercado, segundo a consultoria.

Preços do milho nos portos e estados

Nos portos, as cotações variaram entre R$ 73,00 e R$ 80,00 por saca (CIF) em Santos e entre R$ 72,00 e R$ 77,00 em Paranaguá.

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Nas principais regiões produtoras, os preços foram os seguintes:

  • Paraná (Cascavel): R$ 68,00/69,00 por saca (compra/venda);
  • São Paulo (Mogiana): R$ 72,00/75,00;
  • Campinas (CIF): R$ 74,00/76,00;
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 76,00/77,00;
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 63,00/66,00;
  • Goiás (Rio Verde – CIF): R$ 65,00/67,00;
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 66,00/68,00.
Cenário internacional e indicadores econômicos

A Bolsa de Mercadorias de Chicago permanece fechada nesta quinta-feira devido ao feriado norte-americano, enquanto o dólar comercial no Brasil registrou alta de 0,97%, cotado a R$ 5,9713. O índice do dólar (Dollar Index) subiu 0,13%, alcançando 106,22 pontos.

Os mercados financeiros internacionais tiveram desempenho variado:

  • Ásia: Resultados mistos, com Xangai recuando 0,43% e Tóquio avançando 0,56%;
  • Europa: Índices em alta, com Paris (+0,52%), Frankfurt (+0,68%) e Londres (+0,04%).
  • O petróleo também apresentou valorização: o contrato de janeiro do WTI em Nova York foi cotado a US$ 69,13 por barril, alta de 0,59%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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