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Alerta de tempestades tem monitoramento e orientação contínua da Defesa Civil em Cuiabá

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A Defesa Civil Municipal de Cuiabá reforçou, nesta segunda-feira (17), o alerta para a possibilidade de tempestades localizadas e chuvas intensas nas próximas horas. De acordo com as informações repassadas pelos órgãos Estadual e Nacional, a capital mato-grossense pode registrar precipitação de até 60 mm entre hoje e terça-feira (18), com rajadas de vento que podem variar entre 60 e 100 km/h. O alerta, classificado nos níveis Amarelo, Laranja e Vermelho, a depender do setor da cidade, segue válido até 12h do dia 18 de novembro.

No bairro Dom Aquino, onde a parede de uma residência desabou nesta segunda-feira. Também foram registradas algumas quedas de 3 árvores em diferentes pontos da cidade. No geral, as chuvas provocaram acúmulo momentâneo de água em trechos da Avenida Rubens de Mendonça (CPA), da Avenida Fernando Corrêa e no bairro Jardim Tropical. Segundo o órgão, os córregos permaneceram dentro dos níveis de segurança e, até o momento, não houve registro de incidentes de maior gravidade.

“Além das nominadas, recebemos informações de outros locais no município de Cuiabá que tiveram acúmulo de água, mas que não geraram demanda para a Defesa Civil Municipal”, explicou o secretário.

O secretário-adjunto especial da Defesa Civil de Cuiabá, coronel BM Alessandro Borges, destacou que a intensidade atual da chuva é considerada média, mas exige atenção redobrada. “É momento de cautela. Estamos em alerta laranja e isso requer mais atenção da população. As equipes da Defesa Civil estão percorrendo todas as áreas suscetíveis a acúmulo de água e acompanhando a evolução do cenário em tempo real”, explicou.

Monitoramento constante e situação de pontos com acúmulo de água

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A chuva registrada na tarde desta segunda-feira provocou pontos de acúmulo de água na região central, especialmente em trechos da Avenida da Prainha, onde comerciantes instalaram barreiras provisórias para evitar que a água entrasse nos estabelecimentos.

Segundo Borges, os alagamentos observados são momentâneos e tendem a diminuir assim que a chuva cessa. “Não há registro de ocorrências graves, nem vítimas. O que tivemos foram pontos de acúmulo de água que não impediram o tráfego de veículos, dificultaram a travessia de pedestres. É algo esperado até que as obras do BRT, da Águas Cuiabá e da Sinfra sejam concluídas”, esclareceu o secretário.

Ele afirma que a Defesa Civil continua monitorando córregos, bairros e áreas de risco, e que novas informações serão divulgadas sempre que necessário. “Trabalhamos de forma preventiva. Caso o cenário se altere, informaremos imediatamente a população”, garantiu.

Riscos associados às chuvas e cuidados essenciais

Além do risco de alagamentos, o alerta emitido pela Defesa Civil aponta possibilidades de queda de galhos de árvores, instabilidade em estruturas frágeis, descargas elétricas e redução da visibilidade no trânsito.

Borges explica que, muitas vezes, o maior perigo não é a chuva forte, mas o chuvisco, que reduz a aderência da pista. “A chuva fraca mistura com o óleo do asfalto e deixa a pista muito lisa. É quando mais ocorrem acidentes. Na chuva forte, o risco maior está na visibilidade. Por isso, é fundamental dirigir com prudência”, orientou.

Recomendações para antes, durante e depois da chuva

A Defesa Civil reforça um conjunto de cuidados que ajudam a evitar acidentes e reduzir danos:

Antes da chuva

Verificar telhados, calhas e estruturas expostas.
Limpar calhas para evitar acúmulo de água.
Observar árvores próximas à residência, especialmente as que apresentam sinais de fragilidade.

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Durante a chuva

Evitar ficar sob árvores, placas, outdoors e postes de energia.
Em caso de vento forte, procurar abrigo seguro.
Se estiver dirigindo e a visibilidade diminuir, parar em local seguro — longe de estruturas que possam cair.
Evitar atravessar áreas alagadas a pé ou de veículo.

Depois da chuva

Redobrar atenção com fios caídos, que podem estar energizados.
Observar rachaduras, muros e barrancos próximos, principalmente em áreas de risco.

“A prevenção é sempre o melhor caminho. Não há motivo para pânico, mas sim para atenção e prudência. A Defesa Civil está de plantão 24 horas para atender a população”, reforçou Borges.

Canais de emergência

Em caso de necessidade, a população deve acionar:

193 – Corpo de Bombeiros
199 – Defesa Civil
WhatsApp da Defesa Civil de Cuiabá: (65) 99244-4018 (plantão 24 horas)

A Defesa Civil também recomenda que moradores mantenham seus cadastros atualizados nos sistemas de alerta.

Compromisso com a segurança da população

Com equipes nas ruas, informações atualizadas e monitoramento constante, a Defesa Civil de Cuiabá segue atuando para prevenir riscos e garantir a segurança da população durante o período chuvoso.

“Seguiremos atentos até que o alerta seja encerrado. E pedimos à população que se mantenha informada e siga as orientações. Juntos, conseguimos minimizar riscos e evitar acidentes”, concluiu o coronel Alessandro Borges.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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