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Albaugh apresenta portfólio para soja, cana-de-açúcar e citros na Agrishow 2024

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A Albaugh, empresa norte-americana líder no setor de defensivos agrícolas no Brasil, participará da Agrishow 2024 em Ribeirão Preto, apresentando seu portfólio de produtos voltados para as culturas de soja, cana-de-açúcar e citros. A companhia tem raízes profundas no agronegócio e destaca soluções inovadoras como os inseticidas Afiado® (acetamiprido + bifentrina), Porcel® (piriproxifen) e o fungicida Recop® (oxicloreto de cobre), todos produzidos com altos padrões de qualidade em sua unidade industrial em Resende, no Rio de Janeiro.

O inseticida Afiado®, uma das novidades da empresa, é eficaz no controle de percevejos da soja, pragas que podem causar sérios danos à lavoura. A Albaugh afirma que este produto, lançado recentemente, se destaca pelo seu alto poder de choque e longo residual, além de não desequilibrar populações de ácaros e outros inimigos naturais dos percevejos. “O Afiado® age por contato, ingestão e contato tarsal, e sua formulação líquida facilita a dosagem e aplicação”, explica a empresa.

Para a cana-de-açúcar, a Albaugh apresenta o inseticida Porcel®, indicado para o controle da cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata). Esse produto atua na fase larval dos insetos, evitando que completem seu ciclo de vida. “Porcel® é seletivo para polinizadores e inimigos naturais de pragas, com carência de apenas 30 dias para reentrada, sendo também adequado para aplicação aérea”, destaca a empresa.

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No segmento de citros, a Albaugh chama a atenção para o fungicida Recop®, um bactericida cúprico usado para proteção preventiva contra doenças como antracnose, cancro cítrico, podridão peduncular, podridão parda, verrugose e gomose. O Recop® é um produto versátil e eficaz para proteger as plantações de citros contra doenças com alto potencial de danos.

A Albaugh LLC foi fundada em 1979 pelo agricultor e empresário Dennis Albaugh, em Ankeny, Iowa. A empresa tem uma estratégia de fabricação própria para garantir a qualidade e o suprimento de seus produtos, operando sites multifuncionais nos Estados Unidos, Brasil, Argentina, México, Eslovênia, China, Taiwan e Índia.

Na Agrishow 2024, os visitantes terão a oportunidade de conhecer de perto as soluções da Albaugh e descobrir como essas tecnologias podem beneficiar suas operações agrícolas. A empresa busca oferecer alternativas competitivas para atender às demandas do setor agrícola brasileiro e contribuir para o crescimento e sustentabilidade do agronegócio no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Solo mais saudável está associado a 30% menos doenças na batata

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Lavouras de batata com maior atividade biológica no solo apresentaram incidência de doenças cerca de 30% menor, segundo pesquisa conduzida pelo Instituto Federal Goiano (IF Goiano). Iniciado em 2021, o trabalho acompanhou áreas produtoras de Goiás, Paraná e São Paulo e avaliou o uso de plantas de cobertura e bioinsumos na recuperação de solos submetidos ao cultivo intensivo.

O estudo foi desenvolvido no âmbito das Demo Farms, fazendas demonstrativas mantidas pela Syngenta para testar tecnologias e práticas de agricultura regenerativa a partir de problemas enfrentados pelos produtores. A empresa mantém projetos de pesquisa em parceria com o IF Goiano.

Para medir a atividade biológica, os pesquisadores utilizaram a Bioanálise de Solo (BioAS), metodologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e lançada em 2020. A ferramenta avalia a atividade das enzimas beta-glucosidase e arilsulfatase, relacionadas, respectivamente, aos ciclos do carbono e do enxofre no solo.

A presença e a atividade dessas enzimas funcionam como indicadores do trabalho realizado pelos microrganismos. Quanto maior a atividade enzimática, em geral, mais ativo está o componente biológico do solo.

Nos parâmetros adotados pela pesquisa, valores de beta-glucosidase acima de 100 pontos e de arilsulfatase entre 40 e 50 pontos foram associados a solos em boas condições biológicas. Esses números, porém, precisam ser interpretados de acordo com o tipo de solo, o histórico da área e o sistema de manejo.

A BioAS não identifica quais bactérias, fungos ou outros microrganismos estão presentes. Para isso, são necessárias análises mais complexas, como a metagenômica, que examina o material genético encontrado nas amostras. A metodologia da Embrapa oferece um diagnóstico mais simples e de menor custo sobre o nível geral da atividade biológica.

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Originalmente utilizada em lavouras de grãos, a ferramenta foi aplicada pelo IF Goiano ao cultivo de batata. A equipe constatou que as áreas com maior atividade de beta-glucosidase também apresentavam menor incidência de enfermidades nos tubérculos.

Entre os problemas observados estavam a sarna comum e a podridão mole. A sarna comum da batata, causada por diferentes espécies de bactérias do gênero Streptomyces, prejudica a aparência e o valor comercial dos tubérculos, além de provocar perdas aos produtores.

Os resultados mostraram uma correlação estatisticamente significativa entre a melhora dos indicadores biológicos e a redução das doenças. Nas áreas acompanhadas, o recuo da incidência ficou em torno de 30%.

A hipótese dos pesquisadores é que comunidades microbianas mais diversificadas aumentem a capacidade de o solo limitar a atuação de organismos causadores de doenças. É o chamado solo supressivo, no qual a competição entre microrganismos ajuda a dificultar a multiplicação dos patógenos.

A associação encontrada no estudo não significa, entretanto, que a atividade biológica seja o único fator responsável pelo controle das enfermidades. Qualidade das sementes, umidade, temperatura, irrigação, drenagem e rotação de culturas também interferem na sanidade das lavouras.

A pesquisa verificou ainda que o cultivo contínuo de batata reduz a diversidade da comunidade microbiana ao longo das safras. A introdução de plantas de cobertura ajudou a reverter parte desse processo.

Nas áreas que incorporaram essas espécies ao sistema produtivo, a diversidade de bactérias benéficas se aproximou da encontrada em matas nativas e superou a registrada em terrenos cultivados exclusivamente com batata.

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As plantas de cobertura mantêm raízes vivas por mais tempo, acrescentam matéria orgânica e fornecem alimento aos microrganismos. Também protegem o terreno contra erosão, ajudam na conservação da umidade e podem interromper ciclos de pragas e doenças.

A partir dos primeiros resultados, o projeto passou a concentrar esforços não apenas no diagnóstico, mas também na recuperação da saúde do solo. Os protocolos avaliados combinam plantas de cobertura, bioinsumos e ajustes no manejo.

A melhora das condições das áreas já cultivadas também trouxe efeito econômico. Com solos mais equilibrados e menor ocorrência de problemas nos tubérculos, produtores conseguiram reduzir a necessidade de arrendar terrenos mais distantes para abrir novas lavouras.

A iniciativa começou em pouco mais de 200 hectares pertencentes a um produtor. Atualmente, as práticas avaliadas no projeto já são adotadas em mais de 2 mil hectares, considerando os participantes da pesquisa e outros agricultores que incorporaram o manejo.

Os pesquisadores agora avaliam quais plantas de cobertura apresentam melhor desempenho diante de doenças específicas da batata. O objetivo é transformar os indicadores biológicos em recomendações práticas, sem tratar a BioAS como substituta das demais análises agronômicas ou das medidas de manejo integrado.

Os resultados reforçam que a produtividade da batata não depende apenas de fertilizantes, defensivos e irrigação. A condição biológica do solo também pode determinar a resposta das lavouras às tecnologias empregadas e a capacidade do sistema produtivo de enfrentar doenças.

Fonte: Pensar Agro

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