AGRONEGÓCIO

Agrotrês deve movimentar negócios em leite, grãos e café

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A cidade de Três Corações (300 km da capital Belo Horizonte, em Minas Gerais, se prepara para receber, de quinta-feira a sábado (de 10 a 12) desta semana, a terceira edição da Feira Agrotrês, evento que tem se consolidado como um importante ponto de encontro para produtores, cooperativas, consultores e empresas do agronegócio regional. Realizada no Parque de Exposições da cidade, a feira deve reforçar a vocação do Sul de Minas para as cadeias do leite, café, frutas e grãos.

Na edição anterior, a feira movimentou cerca de R$ 25 milhões em negócios, entre vendas diretas e encomendas firmadas ao longo do evento. Para este ano, a expectativa dos organizadores é ampliar essa cifra, principalmente com o fortalecimento da rede de cooperativas e o lançamento de soluções em mecanização, nutrição animal e gestão de propriedades.

A programação prevê visitas técnicas a propriedades leiteiras da região ranqueadas entre as 100 melhores do país, além de uma série de palestras sobre nutrição, recria, sanidade, gestão da ordenha e mercado. O setor leiteiro, que representa uma das principais fontes de renda da região, terá espaço exclusivo com programação técnica voltada para aumento de produtividade e redução de custos.

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No café, além de vitrines tecnológicas e apresentação de variedades, a feira promoverá mais uma edição do Concurso de Qualidade de Café Agrotrês. A valorização do grão especial se tornou estratégia comercial para muitos produtores da região, especialmente diante de preços mais instáveis no mercado convencional.

Outro ponto forte da Agrotrês será a apresentação de tecnologias para a lavoura, com destaque para o lançamento de pulverizadores autônomos e sistemas de cercamento digital rural. Empresas do setor apresentarão também soluções em adubação eficiente, secagem de grãos e controle fitossanitário com uso de inteligência artificial.

A feira também abre espaço para temas como sucessão familiar, tributação no campo e gestão de pessoas. Uma das mesas-redondas discutirá os caminhos para manter a produtividade aliada à sustentabilidade e ao uso racional de insumos.

Com presença confirmada de instituições financeiras, cooperativas de crédito e agentes de fomento, a feira também será momento para negociações de custeio e investimento. O lançamento de uma nova agência do Sicredi em Três Corações e as linhas de crédito direcionadas ao pequeno e médio produtor devem facilitar o acesso a tecnologias e à modernização da propriedade.

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Segundo estimativas da Emater-MG, a região de Três Corações responde por mais de 60 mil hectares cultivados, com destaque para milho, café, soja e pastagens. Só a cadeia leiteira reúne cerca de 1.500 produtores ativos em um raio de 100 km.

Serviço

Evento: Agrotrês 2025 – Feira de Negócios e Soluções Agrícolas
Data: de 10 a 12 de julho de 2025
Local: Parque de Exposições de Três Corações (MG)
Horário: das 9h às 18h (portões até 20h)
Entrada gratuita

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Tecnologia transforma açúcar em insumo para medicamentos e cosméticos

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avançou no desenvolvimento de uma plataforma para produzir compostos químicos de alto valor agregado a partir de açúcares. Em testes de laboratório, o trabalho utilizou leveduras modificadas para obter uma molécula empregada na fabricação de polímeros, medicamentos, cosméticos e insumos agrícolas. A pesquisa abre caminho para ampliar o uso de matérias-primas renováveis em processos que hoje dependem de derivados do petróleo.

O resultado foi divulgado pela instituição em 29 de setembro. Desenvolvida no âmbito da Embrapa Agroenergia, a metodologia combina ferramentas de análise molecular para identificar como os microrganismos aproveitam os açúcares e quais limitações precisam ser superadas para melhorar a produção. O trabalho foi realizado em parceria com o Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha.

Para o agronegócio, a perspectiva é ampliar as possibilidades de transformação da biomassa em produtos de maior valor. A obtenção de moléculas para a indústria química pode diversificar o aproveitamento de matérias-primas renováveis e aproximar a produção agrícola de mercados como os de materiais, ingredientes e insumos industriais. A viabilidade dessa rota dependerá de seu desempenho fora do laboratório.

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Nos experimentos, uma linhagem geneticamente modificada da levedura Saccharomyces cerevisiae produziu ácido p-hidroxibenzoico, identificado pela sigla PHBA. O composto funciona como precursor químico, uma substância utilizada na fabricação de outros produtos. Os ensaios ocorreram em biorreatores, equipamentos que permitem controlar as condições de cultivo e acompanhar o funcionamento do microrganismo.

A contribuição da plataforma está em observar diferentes etapas desse processo de forma integrada. As análises examinam proteínas, moléculas produzidas pelas reações celulares e o percurso das substâncias dentro da levedura. Com essas informações, é possível localizar gargalos e orientar modificações para direcionar uma parcela maior da matéria-prima ao composto desejado.

Uma das técnicas empregadas acompanha o carbono utilizado pelas células por meio de marcadores isotópicos. Segundo a Embrapa, o trabalho gerou um banco de dados com mais de 28 mil metabólitos e cerca de 1,7 mil proteínas anotadas. Esse conjunto de informações poderá apoiar a seleção e o desenvolvimento de microrganismos para diferentes aplicações agroindustriais.

Os protocolos de fermentação também foram ajustados. A concentração de glicose no meio de cultivo caiu de 20 para 10 gramas por litro, reduzindo os custos dos experimentos com marcadores. O resultado se refere aos procedimentos de pesquisa e não permite concluir que uma futura operação industrial terá redução equivalente no consumo de açúcar ou no custo de fabricação.

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A instituição pretende aproveitar o conhecimento adquirido na avaliação de seu acervo de microrganismos, que reúne mais de 20 mil ativos da biodiversidade brasileira. A metodologia poderá ajudar a identificar linhagens com potencial para produzir bioinsumos, ingredientes funcionais, compostos aromáticos e outras moléculas de interesse econômico.

O avanço reforça uma frente de pesquisa que busca agregar valor à produção renovável brasileira. Para chegar à indústria, os processos precisarão combinar rendimento, regularidade e custos competitivos. É essa etapa que determinará se a capacidade demonstrada no laboratório poderá gerar novas oportunidades para fornecedores de matérias-primas, agroindústrias e fabricantes de produtos químicos.

Fonte: Pensar Agro

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