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Agronegócio Impulsiona Recorde de Movimentação de Cargas no Porto de Santos

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Em junho, o Porto de Santos movimentou impressionantes 16,3 milhões de toneladas de cargas, um aumento de 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do primeiro semestre de 2024, o volume alcançou 89,1 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 10,2% em comparação ao mesmo período de 2023. Ambos os números representam os maiores volumes já registrados para esses períodos no porto.

“Os recordes na movimentação de carga reforçam a importância do Porto de Santos para o Brasil e para o mundo, e comprovam a eficácia das medidas adotadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em perfeita sintonia com as prioridades da gestão da Autoridade Portuária de Santos, que promove investimentos inéditos em infraestrutura e expansão da capacidade do maior porto do Hemisfério Sul,” afirmou Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Os resultados do primeiro semestre de 2024 superam toda a movimentação anual de 2009, que foi de 83,2 milhões de toneladas, demonstrando que o Porto de Santos dobrou sua capacidade de movimentação em apenas 15 anos.

Os produtos do agronegócio continuam a liderar esse desempenho. As exportações de açúcar somaram 12,0 milhões de toneladas, um aumento de 48,6%. A celulose atingiu 3,8 milhões de toneladas (+4,3%), as carnes 1,2 milhão de toneladas (+27,5%), e o café em grãos 1,2 milhão de toneladas (+62,0%). Também se destacaram os embarques de óleo combustível, com 1,9 milhão de toneladas (+6,4%), e de gasolina, com 645,1 mil toneladas (+71,3%).

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A carga conteinerizada teve um desempenho excepcional no semestre, com 2,6 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) operados nos fluxos de embarque e desembarque, um crescimento de 16,5%. Em junho, foram operados 439.614 TEUs, um aumento de 13,8%.

Nas descargas, o óleo diesel e o gasóleo apresentaram o melhor desempenho, totalizando 1,3 milhão de toneladas (+66,9%).

Nos primeiros seis meses do ano, os embarques somaram 66,6 milhões de toneladas (+10,7%) e as descargas 22,5 milhões de toneladas (+8,5%).

Em junho, os principais destaques foram as exportações de açúcar, com 2,6 milhões de toneladas (+8,4%); celulose, com 601,6 mil toneladas (+14,4%); carnes, com 201,0 mil toneladas (+24,6%); e café em grãos, com 176,8 mil toneladas (+45,1%).

No mesmo mês, os embarques totalizaram 12,2 milhões de toneladas (+1,8%) e as descargas 4,0 milhões de toneladas (+14,3%).

O fluxo de navios no semestre alcançou 2.777 embarcações atracadas, um crescimento de 4,3%.

Granéis sólidos – O volume acumulado no semestre foi de 46,3 milhões de toneladas, um aumento de 4,0% em relação a 2023, representando o melhor desempenho para o período. Destacam-se as exportações de açúcar e farelo de soja, com a soja em grãos representando 51,1% desse volume; o açúcar 22,5%; o farelo de soja 10,7%; o milho 2,6% e os fertilizantes 7,2%.

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Granéis líquidos – O volume totalizou 9,6 milhões de toneladas, um aumento de 6,7% em relação ao primeiro semestre do ano passado, marcando o melhor desempenho para o período. A participação das cargas no volume total de granéis líquidos foi de 4,9% para o óleo diesel e gasóleo; 3,7% para o óleo combustível; 2,4% para os sucos cítricos; 1,4% para a gasolina; 1,1% para a soda cáustica e para o álcool.

Corrente Comercial – O Porto de Santos representou 28,9% da corrente comercial brasileira no acumulado do semestre. Aproximadamente 24,0% dessas transações comerciais com o exterior tiveram a China como principal parceiro. São Paulo manteve-se como o estado com maior participação nas transações comerciais pelo Porto de Santos, com 43,8%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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