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Agronegócio enfrenta desafios climáticos e busca soluções sustentáveis

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As altas temperaturas registradas nos últimos dias têm impactado lavouras de soja, milho e arroz na Região Sul do Brasil, além de plantações de café e frutas no Sudeste. A cada safra, os efeitos das mudanças climáticas se tornam mais evidentes, exigindo que o setor agropecuário adote estratégias para minimizar as perdas e garantir a produção de alimentos.

Diante desse cenário, práticas de manejo sustentável ganham destaque como alternativa para reduzir os impactos do clima sobre a agricultura. A diversificação de culturas e a implementação de sistemas agroflorestais são apontadas como soluções viáveis, contribuindo para a conservação do solo, o uso eficiente da água e a proteção contra pragas e doenças. Modelos que combinam espécies agrícolas e árvores podem proporcionar um microclima mais favorável ao desenvolvimento das culturas, além de garantir maior resiliência diante das variações climáticas.

Além das técnicas agrícolas, especialistas defendem a adoção de políticas públicas que incentivem a captação e o armazenamento de água, bem como o uso de energias renováveis no campo. Essas iniciativas podem fortalecer a autonomia dos produtores, especialmente da agricultura familiar, permitindo que se adaptem melhor às condições climáticas extremas.

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A preocupação com a preservação das espécies nativas também é crescente. Algumas plantas endêmicas, antes consideradas altamente resistentes à seca, estão apresentando dificuldades de adaptação às mudanças climáticas. A redução da incidência de determinadas espécies reforça a necessidade de estratégias de reflorestamento e conservação ambiental como forma de proteger os biomas brasileiros.

O setor agropecuário segue atento a essas transformações e busca soluções que conciliem produtividade e sustentabilidade. O compromisso com o uso responsável dos recursos naturais e a valorização das comunidades rurais são fundamentais para garantir a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro no longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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