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Agroindústria Registra Desempenho Positivo em Abril e Acumula Expansão de 4,1% no Ano

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A pesquisa do FGVAgro sobre a agroindústria revelou que, em abril de 2024, a produção agroindustrial registrou uma expansão de 12,1% em comparação ao mesmo mês de 2023. Este foi o maior crescimento para o mês de abril desde 2013. É importante notar que, ao contrário de março, o número de dias úteis em abril de 2024 foi maior do que em 2023, o que certamente contribuiu para o resultado positivo do mês.

No acumulado do ano, a produção agroindustrial apresentou uma alta de 4,1% em relação ao mesmo período de 2023, marcando o melhor primeiro quadrimestre para o setor desde 2018.

Segmentos em Destaque

O crescimento da agroindústria no início de 2024 foi impulsionado tanto pelo segmento de Produtos Não-Alimentícios (1,3%) quanto, principalmente, pelo de Produtos Alimentícios e Bebidas (6,1%). Desde 2023, o segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas tem mostrado um desempenho positivo, tendência que se manteve ao longo de 2024.

Por outro lado, o segmento de Produtos Não-Alimentícios enfrentou dificuldades em 2023, encerrando o ano com uma contração de 2,1%. No entanto, o início de 2024 mostrou-se mais favorável, com exceção do setor de Insumos Agropecuários, que ainda não opera em campo positivo.

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Impactos Climáticos

No próximo mês, serão divulgados os dados da agroindústria que consideram os primeiros impactos da tragédia climática no Rio Grande do Sul. Isso permitirá avaliar quanto do crescimento acumulado nos primeiros meses de 2024 foi comprometido pela crise, considerando que o estado gaúcho é um dos cinco mais importantes para a agroindústria brasileira.

Confira a apresentação dos resultados

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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