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Agrodefesa reforça cadastro obrigatório de lavouras de soja em Goiás

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Com o início do período chuvoso e do calendário de semeadura da soja em Goiás, que vai de 25 de setembro de 2024 a 2 de janeiro de 2025, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) alerta os produtores do Estado sobre a obrigatoriedade do cadastro eletrônico de suas lavouras no Sistema de Defesa Agropecuário (Sidago). De acordo com a Instrução Normativa nº 06/2024, o prazo máximo para registro é de 15 dias após o término do calendário de plantio, ou seja, até 17 de janeiro de 2025.

A ação integra o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) e visa facilitar a prevenção e o controle de pragas, além de permitir que a Agrodefesa adote medidas voltadas à sanidade vegetal em Goiás. “Goiás é atualmente o quarto maior produtor de soja do Brasil, e essa posição só é possível graças ao compromisso dos agricultores e ao trabalho de defesa sanitária da Agrodefesa. Reforçamos a importância de que os produtores cumpram todas as diretrizes estabelecidas pela Agência e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como o cadastro das lavouras, a fim de garantir a sanidade das plantações e evitar prejuízos econômicos na agricultura”, destaca José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa.

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Orientações para o Cadastro

Para realizar o cadastro no Sidago, o produtor deve preencher, de forma on-line, informações sobre a área plantada, o tipo de cultivar, a data do plantio e a previsão da colheita. É necessário ainda informar o CNPJ do fornecedor da semente ou se a produção foi realizada com sementes próprias, além de dados sobre o uso ou não de irrigação.

Após o envio eletrônico dos dados, o sistema gera um boleto para o pagamento da taxa correspondente, validando o cadastro apenas após a confirmação desse pagamento. O procedimento pode ser acessado pelo link: https://www.go.gov.br/servicos/servico/efetuar-cadastro-obrigatorio-para-culturas-anuais ou diretamente no Sidago: www.sidago.agrodefesa.go.gov.br.

Segundo a gerente de sanidade vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio, o registro anual das lavouras permite mapear as áreas de cultivo no Estado, o que facilita a aplicação de medidas fitossanitárias e o controle de pragas como a ferrugem asiática. “Com o cadastro, a Agrodefesa pode mapear a localização das lavouras de soja em Goiás, tornando mais eficazes as ações de educação sanitária e as medidas preventivas. Isso permite um planejamento mais preciso e o alerta aos produtores sobre a importância de seguirem essas diretrizes, essenciais para evitar perdas econômicas”, afirma Rézio.

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O registro é uma prática essencial para garantir a sanidade e a produtividade das lavouras no Estado, contribuindo para o fortalecimento do setor agrícola em Goiás.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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