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Agro pede R$ 570 bilhões no Plano Safra 2026/2027 e pressiona por flexibilização do crédito rural

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O setor agropecuário brasileiro apresentou ao governo federal uma proposta robusta para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027, com pedido de R$ 570 bilhões em recursos. O documento foi entregue pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) ao ministro da Agricultura, André de Paula, na última terça-feira (28).

A agenda, construída em conjunto com federações estaduais — entre elas a Sistema Farsul — também prevê reforço de R$ 3 bilhões no orçamento do seguro rural ainda em 2026, como forma de reduzir impactos de eventos climáticos extremos sobre a produção.

Proposta do agro inclui crédito, seguro rural e revisão de regras ambientais

O documento entregue ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reúne uma série de demandas consideradas prioritárias pelo setor, com foco em crédito rural, gestão de risco e segurança jurídica no campo.

Entre os principais pontos, as entidades defendem:

  • Ampliação do Plano Safra para R$ 570 bilhões
  • Reforço de R$ 3 bilhões no seguro rural
  • Redução de entraves burocráticos e ambientais no crédito agrícola
  • Ajustes em políticas de monitoramento ambiental que impactam financiamentos

Segundo a CNA e a Farsul, o atual modelo de análise ambiental aplicado por instituições financeiras tem provocado bloqueios automáticos de crédito rural em algumas operações.

Prodes e crédito rural entram no centro do debate

Um dos principais pontos de preocupação do setor é o uso de dados do Prodes (Programa de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite) no Sistema Nacional de Crédito Rural.

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As entidades argumentam que o sistema pode identificar supressão de vegetação sem diferenciar desmatamento legal e ilegal, o que estaria afetando produtores que operam dentro das regras do Código Florestal.

A demanda do setor é por maior precisão e critérios técnicos mais adequados à realidade produtiva brasileira, especialmente em operações de financiamento agrícola.

Apoio ao uso do Fundo Social para renegociação de dívidas rurais

Na pauta legislativa, o agro manifestou apoio ao Projeto de Lei 5122/2023, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do pré-sal para renegociação de dívidas do setor rural.

A proposta é vista pelas entidades como uma alternativa para conter o avanço da inadimplência no campo, especialmente em regiões fortemente impactadas por eventos climáticos recorrentes, como o Sul do país.

Arroz, carbono e seguro rural entram na lista de reivindicações

Além do crédito e da renegociação de dívidas, o setor incluiu demandas técnicas consideradas estratégicas:

  • Arroz: A Farsul cobra maior rigor na classificação do arroz beneficiado importado, com o objetivo de evitar distorções no mercado interno e proteger a competitividade do produto brasileiro.
  • Mercado de carbono: O setor defende a chamada “tropicalização” das metodologias de mensuração de carbono, argumentando que modelos internacionais não refletem a dinâmica da agricultura tropical, com múltiplas safras e alto potencial de sequestro de carbono no solo.
  • Seguro rural e Proagro: As entidades pedem revisão estrutural dos programas de seguro agrícola e Proagro, alegando que o modelo atual é caro, burocrático e pouco eficiente na cobertura de perdas climáticas.
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Governo promete análise rápida e diálogo com o setor

Durante o encontro, o ministro André de Paula afirmou que o governo pretende avançar rapidamente na análise das propostas apresentadas.

“Estou disposto a marcar a minha passagem no ministério para compreender e ajudar a fortalecer o setor”, declarou o ministro, reforçando a disposição para diálogo com as entidades do agro.

Segundo ele, o objetivo é manter abertura com a CNA e demais representantes do setor produtivo. O governo pretende anunciar oficialmente o Plano Safra 2026/2027 entre o fim de maio e o início de junho.

Reunião contou com ampla participação do setor produtivo

Além do presidente da CNA, João Martins, participaram da reunião lideranças do setor e representantes de entidades estaduais e nacionais, incluindo dirigentes da CNA, da Farsul, parlamentares e técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Ministério da Agricultura e Pecuária).

O encontro reforçou a articulação do setor agropecuário em torno do Plano Safra, considerado o principal instrumento de financiamento da produção agrícola no país e peça central para a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e abre caminho para expansão das exportações de carne suína

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O agronegócio brasileiro conquistou uma importante vitória no mercado internacional. A China reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, medida que deverá impulsionar as exportações de carne suína, ampliar oportunidades comerciais e fortalecer ainda mais as relações sanitárias entre os dois países.

O anúncio foi celebrado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que destacou o trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a ApexBrasil, os serviços estaduais de defesa agropecuária e o setor produtivo nacional.

A decisão representa um marco para a suinocultura brasileira e reforça o reconhecimento internacional da qualidade e da robustez do sistema de defesa sanitária do país.

Reconhecimento amplia oportunidades para a suinocultura brasileira

Segundo a ABPA, o novo status sanitário deverá gerar benefícios imediatos para estados que possuem frigoríficos habilitados a exportar para a China.

Até então, apenas Santa Catarina possuía o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação perante as autoridades chinesas, condição que permitia o embarque de produtos com maior valor agregado, como carnes com osso e miúdos externos.

Com a ampliação do reconhecimento para todo o território nacional, estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso passam a ter acesso às mesmas condições comerciais, ampliando a competitividade da carne suína brasileira no principal mercado consumidor do mundo.

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Atualmente, Santa Catarina conta com sete plantas habilitadas para exportação ao mercado chinês, enquanto o Rio Grande do Sul possui oito unidades autorizadas e Mato Grosso uma planta exportadora apta a atender o país asiático.

Exportações podem crescer mais de 40 mil toneladas por ano

As projeções da ABPA indicam que o reconhecimento sanitário poderá gerar um incremento superior a 40 mil toneladas anuais nas exportações brasileiras de carne suína destinadas à China.

O aumento dos embarques deve contribuir para fortalecer a renda dos produtores, estimular investimentos na cadeia produtiva, gerar novos empregos e ampliar a entrada de divisas na economia brasileira.

Além do crescimento das exportações, a medida cria condições para futuras habilitações de frigoríficos em outras regiões do país, ampliando ainda mais o potencial de expansão do setor.

Confiança sanitária fortalece posição do Brasil no mercado global

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão chinesa é resultado de décadas de trabalho voltado ao fortalecimento da sanidade animal brasileira e à construção de credibilidade internacional.

Segundo ele, o reconhecimento demonstra a confiança das autoridades chinesas na qualidade dos sistemas brasileiros de vigilância, controle sanitário e defesa agropecuária.

A medida também reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor estratégico de proteína animal para mercados exigentes, em um momento em que a segurança alimentar e os padrões sanitários ganham importância crescente no comércio internacional.

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Brasil amplia protagonismo no comércio mundial de proteínas

O reconhecimento da China ocorre em um cenário de aumento da demanda global por alimentos seguros, rastreáveis e produzidos sob elevados padrões sanitários.

Nesse contexto, a certificação de todo o território nacional como livre de febre aftosa fortalece a competitividade da proteína animal brasileira e amplia as perspectivas de crescimento das exportações nos próximos anos.

Além de consolidar a liderança brasileira na produção de carnes, a decisão cria um ambiente mais favorável para o aprofundamento das relações comerciais entre Brasil e China, principal destino das exportações do agronegócio nacional.

Sanidade animal segue como diferencial estratégico

A conquista reforça a importância dos investimentos contínuos em defesa agropecuária, vigilância sanitária e rastreabilidade da produção.

Especialistas do setor avaliam que a manutenção de elevados padrões sanitários continuará sendo um dos principais diferenciais competitivos do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Com o novo reconhecimento, a suinocultura nacional ganha fôlego para ampliar sua presença no mercado chinês e consolidar o Brasil entre os maiores fornecedores globais de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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