AGRONEGÓCIO

Agro mineiro tem superávit de US$ 10,8 bilhões em 2023

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A agropecuária mineira registrou um superávit de US$ 10,8 bilhões em 2023. O valor foi apresentado pelo Sistema Faemg Senar, nesta segunda-feira (18/12), em coletiva à imprensa para detalhar o balanço do agro mineiro no ano. O saldo da balança comercial é a diferença entre exportações e importações.

O setor injetou US$ 11,91 bilhões com as vendas de produtos ao exterior até outubro deste ano, ou seja, o valor deve ganhar cifras ainda maiores com a contabilização dos dados de novembro e dezembro. O montante diz respeito à negociação de 13,29 milhões de toneladas de mercadorias produzidas no campo e que foram vendidas para outros países.

Ao todo, 174 países têm relações comerciais com o estado. Mas os principais destinos dos produtos feitos em Minas Gerais são China (US$ 4,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 933 milhões), Alemanha (US$ 733 milhões), Itália (US$ 502 milhões) e Japão (US$ 477 milhões).

Os principais produtos estão nas cadeias de cafeicultura e sucroalcooleiro representando, respectivamente, 13,4% e 4,5% de tudo o que foi exportado por Minas Gerais. As exportações do agro mineiro representaram 36% das exportações totais do estado. “O setor continua com ótimo desempenho, ressalto aqui que tivemos safra recorde e temos contribuído fortemente com o desenvolvimento econômico do estado, com a geração de emprego e, especialmente, com a segurança alimentar da população”, destacou o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo.

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Agropecuária é a principal atividade econômica de Minas

A agropecuária é a principal atividade econômica do Estado para 41% dos mineiros. A informação consta na pesquisa feita pelo instituto de pesquisa e consultoria Quaest, divulgada pelo Sistema Faemg Senar. Ainda de acordo com os resultados, o setor é seguido pela mineração (22%) e indústria (14%).

Sobre a imagem do agro, 78% enxergam a atividade agropecuária de maneira positiva, sendo que 26% atribuem à geração de empregos, 25% à produção de bens importantes e de qualidade, 12% ao desenvolvimento que proporciona ao estado, além de outros itens como geração de riqueza e influência na economia.

O levantamento, realizado entre os dias 15 e 21 de novembro, ouviu 3.514 pessoas, em cidades que contam com a atuação do Sistema Faemg Senar. A coleta de dados foi feita face-a-face por meio de questionários estruturados. O nível de confiança é de 95%.

A pesquisa visa responder questões tais como os mineiros enxergam o setor agropecuário, qual a imagem eles têm sobre os produtores rurais e a avaliação que fazem sobre a atuação do Sistema Faemg Senar.

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“A pesquisa será um instrumento muito importante para que possamos nos posicionar de forma mais firme na condução do segmento que tem ajudado a sustentar não apenas Minas Gerais, mas a economia do Brasil”, afirmou o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Pitangui de Salvo.

Confira o balanço completo da agropecuária mineira

Fonte: FAEMG

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cooxupé lidera projeto inédito e viabiliza venda de créditos de carbono na cafeicultura brasileira

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Cooxupé avança na comercialização de créditos de carbono no café

A Cooxupé alcançou um marco inédito no agronegócio brasileiro ao viabilizar a produção e comercialização de créditos de carbono gerados na cadeia produtiva do café.

A iniciativa faz parte do Projeto de Cafeicultura Regenerativa, estruturado pela cooperativa, e posiciona o Brasil na vanguarda de um modelo produtivo que integra sustentabilidade, inovação e geração de valor ao produtor rural.

Projeto piloto gera renda e captura carbono nas lavouras

O projeto piloto envolveu 12 cooperados, abrangendo uma área de 43,27 hectares, com a implementação de sistemas regenerativos e corredores de árvores nas lavouras cafeeiras.

Como resultado, foram sequestradas 649,94 toneladas de carbono. A iniciativa também gerou retorno financeiro direto aos produtores, com a distribuição de R$ 104.601,59 entre os participantes.

Além disso, foram doadas 5 mil mudas, contribuindo para o aumento da biodiversidade nas propriedades.

Modelo de insetting impulsiona sustentabilidade na cadeia do café

A comercialização dos créditos foi realizada por meio do modelo de insetting, no qual a própria cadeia produtiva investe na redução das emissões de carbono em sua origem.

A operação contou com a parceria de um cliente da cooperativa, que adquiriu os créditos gerados. Os recursos foram integralmente repassados aos cooperados, consolidando uma nova fonte de renda associada à sustentabilidade.

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Segundo Natalia Fernandes Carr, gerente ESG da cooperativa, o projeto demonstra que é possível conciliar produtividade, qualidade e responsabilidade ambiental em um único sistema.

Ciência e inovação fortalecem a cafeicultura regenerativa

Estruturado ao longo de 2024, o projeto foi desenvolvido com base técnica e científica. A cooperativa firmou parceria com a pesquisadora Madelaine Venzon, da EPAMIG.

A iniciativa inclui o uso de plantas com nectários extraflorais — como ingá, erva-baleeira, fedegoso, fedegosinho e eritrina — que contribuem para atrair inimigos naturais de pragas e ampliar a biodiversidade nas lavouras.

Outras organizações também participam do projeto:

  • A GrowGrounds, responsável pela estruturação e comercialização dos créditos
  • A Clima Café, que atua na recomendação de espécies arbóreas e suporte técnico

O monitoramento e a certificação utilizam tecnologias como imagens de satélite, drones e georreferenciamento, com validação em campo a cada cinco anos.

Novo modelo produtivo amplia sustentabilidade no campo

Mais do que uma ação pontual, o projeto representa uma mudança estrutural na produção cafeeira, com a integração de árvores às lavouras por meio de sistemas regenerativos.

A prática contribui para:

  • Melhor equilíbrio ecológico
  • Aumento da resiliência climática
  • Ganhos ambientais e produtivos
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Os cooperados participantes estão distribuídos em diferentes regiões produtoras, sendo sete no Sul de Minas, três no Cerrado Mineiro e dois nas Matas de Minas, demonstrando o potencial de replicação do modelo.

Expansão do projeto mira novos mercados de carbono

A iniciativa entra agora em uma nova fase, com a abertura de edital para adesão de novos cooperados e a participação da certificadora internacional Gold Standard.

Com isso, os créditos também poderão ser comercializados no modelo de offsetting, ampliando o alcance para além da cadeia produtiva do café.

Sustentabilidade gera competitividade para o café brasileiro

O projeto de Cafeicultura Regenerativa reforça o papel do produtor como agente central na construção de soluções sustentáveis, ao mesmo tempo em que atende às exigências do mercado internacional.

A iniciativa cria novas oportunidades de renda, fortalece a competitividade da cafeicultura brasileira e marca um avanço ao conectar campo, ciência e mercado em um modelo inovador e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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