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Agro de São Paulo alcança superávit de US$ 2,79 bilhões no comércio exterior no início de 2026

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O agronegócio do estado de São Paulo iniciou 2026 com resultado positivo no comércio internacional. Nos dois primeiros meses do ano, o setor registrou superávit de US$ 2,79 bilhões, resultado das exportações de US$ 3,76 bilhões frente a US$ 0,97 bilhão em importações.

Os dados fazem parte de levantamento divulgado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

No período analisado, o agronegócio respondeu por 40,2% de todas as exportações do estado, enquanto as importações do setor representaram 7,5% do total paulista.

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o desempenho reforça a relevância do setor na economia estadual e no comércio internacional.

“Os números do primeiro bimestre evidenciam a força e a diversidade do agro paulista no mercado externo. A combinação entre produção agrícola, indústria e tecnologia permite que São Paulo mantenha competitividade mesmo diante de um cenário global desafiador”, destacou o secretário.

Complexo sucroenergético lidera exportações do agro paulista

Entre os principais produtos exportados, o complexo sucroenergético aparece na liderança da pauta do agronegócio paulista.

O segmento representou 28% do total exportado, com vendas externas que atingiram US$ 1,05 bilhão. Dentro desse grupo:

  • Açúcar respondeu por 94,7% das exportações do setor;
  • Etanol representou 5,3%.
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Na sequência aparece o setor de carnes, responsável por 16,6% das exportações, totalizando US$ 623 milhões. A carne bovina foi o principal item do segmento, com 82,1% de participação.

Suco de laranja e café mantêm relevância na pauta exportadora

Outros produtos tradicionais do agronegócio paulista também mantiveram participação importante nas vendas externas.

O grupo de sucos respondeu por 9% das exportações, somando US$ 337,70 milhões, sendo que 96,8% correspondem ao suco de laranja.

Já o café representou 7,4% da pauta exportadora, com US$ 279,17 milhões em vendas externas. Desse total:

  • 72,9% correspondem ao café verde
  • 24,0% ao café solúvel
Complexo soja aparece entre os principais produtos exportados

Mesmo com participação menor na pauta, o complexo soja também integra o grupo de principais produtos exportados pelo agronegócio paulista.

O setor ocupou a oitava posição, com 3,2% do total exportado, somando US$ 120,48 milhões. Nesse segmento:

  • 57,9% referem-se à soja em grão
  • 24,1% ao farelo de soja
Variações nas exportações refletem oscilações de preços e volumes

A comparação com o mesmo período do ano anterior mostra comportamentos distintos entre os principais grupos exportadores.

Houve crescimento nas exportações de:

  • Produtos florestais (+16,5%)
  • Carnes (+9,8%)
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Por outro lado, alguns segmentos registraram queda na receita exportada, como:

  • Sucos (-44,3%)
  • Complexo soja (-39,4%)
  • Complexo sucroenergético (-8%)
  • Café (-5,9%)

De acordo com os analistas do Instituto de Economia Agrícola (IEA), essas variações são explicadas por mudanças tanto nos preços internacionais quanto nos volumes embarcados.

China segue como principal destino das exportações

A China manteve-se como o principal mercado comprador do agronegócio paulista no primeiro bimestre de 2026.

O país asiático respondeu por 20,5% das exportações, com destaque para a compra de produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja.

Na sequência aparecem:

  • União Europeia — 16,9% de participação
  • Estados Unidos — 9,7% de participação
São Paulo ocupa a segunda posição no ranking nacional do agro

No cenário brasileiro, o agronegócio paulista mantém posição de destaque nas exportações.

O estado aparece em segundo lugar no ranking nacional, com 16,6% de participação nas exportações do agro brasileiro, ficando atrás apenas de Mato Grosso, que lidera com 20,5%.

O desempenho reforça o papel estratégico de São Paulo como um dos principais polos agroindustriais do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ

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A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.

Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico

Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.

Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.

O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.

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Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes

O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.

De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.

Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural

As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.

A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.

No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.

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Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação

Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:

  • Acesso à energia com custos competitivos;
  • Formação de mão de obra qualificada;
  • Gestão eficiente dos recursos hídricos;
  • Ampliação da conectividade no campo.

Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.

Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas

Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.

O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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