AGRONEGÓCIO

Agricultura Vertical Urbana no Brasil: Desafios e Potenciais

Publicado em

Um estudo realizado pela venture builder WBGI revelou que a agricultura vertical urbana enfrenta desafios significativos no Brasil, apesar do seu boom inicial de investimentos em 2021. O modelo, focado principalmente na produção de hortaliças, enfrenta barreiras como custos elevados de implantação, consumo energético elevado e preços mais altos para os consumidores finais, comparado à produção agrícola convencional.

Custo Elevado e Competitividade no Mercado

De acordo com Caio Rosateli, head de finanças e processos na WBGI, a aplicação de sistemas hidropônicos em ambientes urbanos inflaciona os custos de produção em até cinco vezes em comparação ao método convencional, como o uso de estufas. Isso se deve principalmente aos gastos adicionais com energia. Pedro Forti, head de business intelligence na WGI, complementa que uma alface cultivada no modelo de indoor farming pode chegar a custar o dobro de uma alface orgânica comum no mercado.

Logística e Viabilidade no Contexto Brasileiro

Apesar da tentativa de aproximar a produção do consumo nas cidades, o estudo indica que, para hortaliças, a logística não representa um diferencial significativo no Brasil. Isso se deve à proximidade dos pequenos produtores rurais dos grandes centros consumidores, facilitando o escoamento dos produtos de forma eficiente, mesmo considerando a delicadeza desses itens e a possível necessidade de transporte refrigerado.

Leia Também:  Desafios na Fiscalização: Combate ao Tráfico de Drogas nas Rodovias Brasileiras
Potencial em Cultivos Específicos

Apesar dos desafios logísticos e econômicos, a agricultura vertical urbana ainda pode ser viável no Brasil em cenários específicos. Isso inclui culturas de alto valor agregado ou áreas com adversidades climáticas e morfológicas que limitam a produção convencional. O estudo sugere que, embora o modelo enfrente dificuldades significativas, há nichos onde pode prosperar e contribuir para a sustentabilidade e a segurança alimentar urbana.

Este cenário desafia os investidores e empreendedores a explorarem novas estratégias e tecnologias para tornar a agricultura vertical mais acessível, eficiente e competitiva no mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia Também:  Mercado de Algodão no Brasil: Preços Firmes e Demanda em Alta
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia Também:  Conab projeta safra de 55,2 milhões de sacas de café em 2025
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA