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Mercado de Café Registra Forte Queda com Impacto de Tarifas dos EUA

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Os preços do café iniciaram a quinta-feira (3) em forte queda nas bolsas internacionais, refletindo a imposição de tarifas comerciais anunciadas pelo governo dos Estados Unidos.

Na quarta-feira (2), o então presidente Donald Trump revelou novas tarifas recíprocas, estabelecendo uma sobretaxa mínima para praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA. Com essa medida, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano passaram a ter uma tarifa mínima de 10%, enquanto a China foi sobretaxada em 34%, a União Europeia em 20% e o Vietnã em 46%.

Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, ainda é necessário aguardar detalhes sobre a forma de cálculo e aplicação dessas tarifas para avaliar os impactos na economia global e no mercado internacional de café. No entanto, conforme reportado pelo portal Bloomberg, essa nova taxação pode comprometer o fluxo de exportação da commodity e agravar a escassez de oferta.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o café arábica registrava perdas expressivas:

Contrato para maio/25: queda de 750 pontos, cotado a 381,35 cents/lbp;

  • Julho/25: baixa de 775 pontos, negociado a 377,65 cents/lbp;
  • Setembro/25: desvalorização de 830 pontos, para 372,50 cents/lbp;
  • Dezembro/25: retração de 835 pontos, cotado a 365,50 cents/lbp.
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No mercado de robusta, os preços também recuaram de forma significativa:

  • Maio/25: baixa de US$ 94, cotado a US$ 5.272/tonelada;
  • Julho/25: queda de US$ 107, para US$ 5.293/tonelada;
  • Setembro/25: desvalorização de US$ 123, a US$ 5.247/tonelada;
  • Novembro/25: redução de US$ 134, negociado a US$ 5.158/tonelada.

O mercado segue atento às repercussões das tarifas e seus desdobramentos sobre a cadeia de suprimentos do café no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

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A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

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Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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