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Agricultura paulista recebe incentivo histórico para expandir irrigação com o programa Irriga+SP

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Programa Irriga+SP: apoio à irrigação e segurança hídrica

O Governo de São Paulo anunciou um novo programa voltado ao incentivo da irrigação na agricultura paulista. Intitulado Irriga+SP, o programa disponibilizará R$ 200 milhões em crédito e subvenção para pequenos e médios produtores rurais. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas e pelo secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, na última semana.

A iniciativa tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável da agricultura, incentivando o uso de tecnologias que aumentam a eficiência dos recursos naturais e reduzem os impactos climáticos. Os recursos serão destinados principalmente à implementação de sistemas de irrigação, infraestrutura rural e energia fotovoltaica, além de investimentos em agricultura de precisão. A meta é ampliar a irrigação no Estado, que atualmente cobre apenas 6% da área cultivada, para 15% até 2030.

Foco nas regiões mais afetadas pelo déficit hídrico

Com a crescente escassez de água em algumas regiões, o programa Irriga+SP vem em boa hora para enfrentar os desafios climáticos. O déficit hídrico no Estado é particularmente acentuado em áreas onde a evapotranspiração das culturas (perda de água do solo e das plantas) supera a precipitação de chuva. O professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez, da UNESP Ilha Solteira, especialista em engenharia de irrigação, explicou que esse fenômeno tem impactos diretos na produtividade agrícola.

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As regiões Noroeste e Oeste do Estado são especialmente vulneráveis ao déficit hídrico. “Essas áreas têm solos arenosos e maiores taxas de evapotranspiração, o que aumenta a necessidade de irrigação para garantir a produção e a segurança alimentar”, afirmou Hernandez. A região entre o rio Tietê e o rio Paraná, que abrange o Noroeste e Oeste, é considerada prioritária para investimentos em irrigação.

Apoio fundamental para o crescimento sustentável

O governador Tarcísio de Freitas destacou a importância de estruturas de armazenamento e sistemas de irrigação, como os pivôs centrais, para reduzir a vulnerabilidade hídrica nas regiões mencionadas. “Não podemos depender exclusivamente do aquífero Guarani, e é por isso que estamos oferecendo condições facilitadas para crédito destinado à irrigação, com taxas de juros mais baixas e um período de carência vantajoso”, afirmou o governador.

Além disso, o incentivo será um passo importante para a verticalização da produção agrícola no Estado, com mais eficiência e economia de recursos. Cristiano Trevizam, diretor comercial e de marketing da Lindsay, destacou a importância do programa para setores como a cana-de-açúcar, citros e grãos, que são referências no Estado. “Com esse plano de irrigação, São Paulo dará um grande passo em direção à eficiência na produção agrícola”, afirmou Trevizam.

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Créditos e condições facilitadas

Os pequenos e médios agricultores, com propriedades de até 100 hectares e entre 100 e 500 hectares, poderão solicitar o crédito. A taxa de juros será de até 9,8%, considerando uma subvenção de até 8% por meio do FEAP/BANAGRO, com prazo de pagamento de até cinco anos e carência de até 18 meses. Claudio Candido Lima, diretor financeiro da Lindsay, ressaltou que as condições de crédito são extremamente competitivas em relação ao mercado. “O Governo de SP foi assertivo ao trazer benefícios reais para o agricultor paulista”, concluiu Lima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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