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Agricultores dos EUA ampliam cultivo de milho em busca de maior rentabilidade

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Os produtores rurais dos Estados Unidos devem ampliar a área plantada com milho nesta primavera, enquanto a soja tende a perder espaço. A decisão reflete a busca por maior rentabilidade em meio às incertezas provocadas pelas tarifas impostas pelo governo do ex-presidente Donald Trump, segundo agricultores e analistas do setor.

De acordo com Frayne Olson, economista agrícola da Universidade Estadual de Dakota do Norte, a lucratividade relativa favorece o milho na disputa pela área cultivada. Já Chad Hart, da Universidade Estadual de Iowa, destaca que, apesar dos desafios do setor, o cereal ainda oferece uma margem de ganho, ao contrário da soja e de outras culturas, cujos preços caíram abaixo do custo de produção.

As escolhas de plantio, geralmente definidas no inverno, influenciam diretamente a produção das principais commodities agrícolas do país. O milho e a soja são amplamente utilizados na alimentação animal, na produção de óleos e em combustíveis renováveis. Os Estados Unidos lideram as exportações mundiais de milho e ocupam a segunda posição no mercado de soja, atrás do Brasil.

Com os estoques globais de milho no menor nível da última década, uma safra robusta nos EUA poderia ajudar a recompor as reservas e atender à demanda internacional. Além disso, como a maior parte da produção de milho é consumida internamente, o grão se torna uma opção mais segura diante das oscilações do comércio exterior.

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Uma pesquisa da Reuters com analistas do setor apontou que o plantio de milho deve atingir 93,6 milhões de acres, enquanto a área destinada à soja deve recuar para 84,4 milhões de acres.

Cenário desafiador e incertezas comerciais

Os produtores norte-americanos enfrentam o terceiro ano consecutivo de queda na receita agrícola, tornando as decisões de plantio ainda mais complexas. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) prevê uma leve margem de lucro para 2025, impulsionada por auxílios governamentais, mesmo diante da contínua redução na renda obtida com as colheitas.

A desvalorização de culturas como trigo e algodão tem dificultado a obtenção de lucros, aumentando a pressão sobre os produtores. “Neste ano, a principal questão não é qual cultura trará mais retorno, mas sim qual causará menos prejuízo”, observa Eric Kroupa, agricultor de Dakota do Sul.

As tarifas comerciais também desempenham um papel decisivo. As sanções impostas pelo governo Trump a grandes compradores de grãos dos EUA, como China, México e Canadá, têm favorecido o milho em detrimento da soja. O país exporta cerca de 40% de sua produção anual de soja, mas apenas 15% do milho, tornando a oleaginosa mais vulnerável a barreiras comerciais.

A China, maior importadora global de soja, absorve mais da metade das exportações anuais dos EUA. No entanto, desde a guerra comercial de 2018, Pequim tem ampliado suas compras junto ao Brasil. Para o ciclo atual, o USDA estima que o Brasil responderá por 58% das exportações mundiais de soja, enquanto os EUA terão apenas 27% de participação.

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Diante desse cenário, muitos produtores adiaram a definição de suas lavouras para os últimos momentos antes do plantio, que ocorre entre abril e maio. “As decisões finais serão tomadas o mais tarde possível, conforme as condições do mercado”, afirma Nancy Johnson, diretora executiva da North Dakota Soybean Growers Association.

Recuperação dos preços do milho

Os futuros do milho registraram alta nas últimas semanas, sinalizando um cenário mais favorável para os produtores. Após atingir uma mínima de quatro anos, abaixo de US$ 4 por bushel em agosto, os preços voltaram a subir e superaram US$ 5 este mês, acumulando valorização de aproximadamente 9% desde janeiro.

Já a soja teve uma recuperação mais modesta, após cair para menos de US$ 10 por bushel em dezembro.

Diante desse contexto, agricultores como David Justison, do centro-sul de Illinois, têm optado por ampliar o cultivo de milho. Ele reduziu a área de trigo de inverno no outono passado, liberando cerca de 300 acres que provavelmente serão destinados ao cereal. “Parece ser a melhor escolha econômica no momento”, avalia Justison.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar

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A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.

A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.

Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.

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“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).

A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.

Fonte: Pensar Agro

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