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Adubação Racional Pode Contribuir com Até 30% da Produção Agrícola

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A adubação adequada do solo desempenha um papel fundamental na produtividade das lavouras. De acordo com a Emater/RS, a técnica de manejo do solo é o fator que complementa a necessidade das culturas e a capacidade do solo em fornecer os nutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas. O extensionista rural Felipe Lorensini, do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, destaca que a adubação pode ser responsável por cerca de 30% da produção agrícola.

“Em relação à produção de uma determinada cultura, aproximadamente 30% do rendimento está diretamente ligado à disponibilidade de nutrientes. No entanto, é importante entender que a adubação não é voltada para a cultura em si, mas sim para o solo, que será o responsável por fornecer os nutrientes necessários para a cultura”, explica Lorensini.

A eficácia da adubação, segundo o extensionista, depende de diversos fatores, como a mineralogia do solo, o teor de matéria orgânica, a capacidade de retenção de elementos e a fertilidade atual do solo, considerando também correções químicas anteriores. Lorensini destaca a importância da ciclagem de nutrientes, onde os resíduos em decomposição das culturas anteriores liberam elementos para as novas plantações. Além disso, o manejo adequado do solo, que favorece a ampliação do volume explorado pelas raízes, é essencial. Caso o solo apresente restrições químicas, como a presença de alumínio tóxico, ou limitações físicas, como a compactação, a raiz terá dificuldades para acessar uma maior quantidade de nutrientes.

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Para alcançar o máximo potencial da adubação racional, Lorensini enfatiza a importância de realizar uma amostragem adequada do solo, seguida de uma análise criteriosa. “Não é possível fazer uma avaliação precisa ou fornecer recomendações eficazes sem uma análise representativa do estado de fertilidade do solo”, ressalta o extensionista, que reforça a necessidade de assistência técnica especializada.

Ao adotar práticas de manejo do solo que ampliem o acesso a nutrientes e água, os agricultores podem não só aumentar a produtividade das lavouras, mas também utilizar os recursos de maneira mais sustentável, alinhando as práticas agrícolas à preservação ambiental. As informações foram divulgadas pela Emater/RS.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Defensivos para milho verão crescem 21% e atingem R$ 2,9 bilhões na safra 2025-26, aponta Kynetec Brasil

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O mercado brasileiro de defensivos agrícolas para o milho verão registrou forte retomada no ciclo 2025-26, com crescimento de 21% e movimentação de R$ 2,9 bilhões. O resultado representa avanço em relação à safra anterior, quando o setor somou R$ 2,4 bilhões, segundo levantamento FarmTrak Milho Verão, da Kynetec Brasil.

O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento da área plantada e pela maior intensidade no uso de tratamentos fitossanitários nas lavouras brasileiras.

Área maior e mais aplicações sustentam crescimento do mercado

De acordo com o gerente de pesquisas da Kynetec Brasil, Lucas Alves, o avanço do setor está diretamente relacionado a dois fatores principais: expansão da área cultivada e aumento no número médio de aplicações por propriedade.

A área plantada cresceu 9%, alcançando 3,9 milhões de hectares. Já a média de tratamentos subiu de 17 para 18 aplicações por ciclo, o que representa alta de 6% na intensidade de manejo.

Esses dois movimentos combinados explicam a recuperação do mercado de defensivos no milho verão após ciclos anteriores de menor dinamismo.

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Herbicidas lideram mercado de defensivos no milho

O levantamento FarmTrak Milho Verão 2025-26 aponta que os herbicidas seguem como a principal categoria do segmento, respondendo por 31% do mercado total, o equivalente a cerca de R$ 900 milhões.

Na sequência aparecem:

  • Inseticidas: R$ 826 milhões (28%)
  • Fungicidas: R$ 580 milhões (20%)
  • Tratamento de sementes: 14%
  • Nematicidas: 3%
  • Outros insumos: 4%

No total, essas categorias somam R$ 2,9 bilhões movimentados no ciclo atual.

Uso de fungicidas avança e muda perfil tecnológico das lavouras

Um dos destaques do estudo é o crescimento consistente no uso de fungicidas no milho verão. A adoção passou de 67% na safra 2019-20 para 75% no ciclo mais recente.

O avanço também foi observado em áreas destinadas à silagem, onde a utilização subiu de 24% para 52% no mesmo período.

Segundo Lucas Alves, o comportamento do produtor também vem mudando em relação às tecnologias utilizadas. Os fungicidas do tipo “stroby mix”, que antes dominavam o mercado, perderam espaço para soluções consideradas premium.

Na safra 2019-20, esses produtos representavam 52% da área tratada com fungicidas. No ciclo atual, caíram para 30%, enquanto os produtos premium já respondem por 38% das aplicações.

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Mudança tecnológica reflete busca por eficiência e produtividade

A substituição gradual de tecnologias tradicionais por soluções mais avançadas reflete a busca por maior eficiência no controle de doenças e melhor desempenho agronômico das lavouras.

O estudo indica que os produtores têm adotado estratégias mais intensivas e tecnificadas, acompanhando o avanço da genética do milho e o aumento do potencial produtivo das áreas cultivadas.

Levantamento ouviu quase 2 mil produtores no Brasil

O FarmTrak Milho Verão 2025-26 foi elaborado a partir de cerca de 2 mil entrevistas presenciais com produtores rurais das principais regiões produtoras de milho do país, incluindo:

  • Goiás
  • Mapiba (Maranhão, Piauí e Bahia)
  • Minas Gerais
  • Paraná
  • Santa Catarina
  • São Paulo

O levantamento reforça o papel do milho verão como uma das principais culturas do agronegócio brasileiro e evidencia a crescente sofisticação no manejo fitossanitário adotado no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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