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ADM Suspende Operações em Planta de Soja em Iowa em Meio a Colheita Recorde nos EUA

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A Archer-Daniels-Midland Co. (ADM.N) anunciou a suspensão temporária das operações de sua única planta de processamento de soja em Iowa durante o período de colheita recorde nos Estados Unidos. A empresa informou à Reuters que a planta ficará inativa por algumas semanas, o que deve restringir o fornecimento de farelo de soja utilizado na alimentação de gado, impactando diretamente o mercado.

Esse fechamento priva os agricultores de um importante ponto de venda para suas colheitas em um momento em que os preços baixos das safras já pressionam as margens de lucro. Além disso, o farelo de soja, crucial na alimentação animal, fica menos disponível para compradores domésticos e internacionais. As expectativas sobre a paralisação elevaram os preços à vista do farelo de soja no terminal de exportação do Golfo para o nível mais alto da última década.

Segundo a ADM, a planta localizada em Des Moines passará por manutenção entre meados de outubro e novembro. A empresa afirmou que tem planos para atender à demanda dos clientes durante esse período de inatividade. A unidade de Iowa processa em média 5 milhões de bushels de soja por mês, o que representa cerca de 12% do volume mensal de esmagamento de soja do estado, segundo dados do governo dos EUA.

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Para Don Roose, presidente da US Commodities, a suspensão é surpreendente. “Alguns estão preocupados: e se a planta não voltar a operar?”, comentou ele. Embora a ADM não tenha especificado os motivos da suspensão, a planta deverá ser atualizada este ano para atender a questões de qualidade do ar em conformidade com um acordo firmado em 2023 com o Departamento de Recursos Naturais de Iowa. Em agosto, um incêndio na instalação exigiu a intervenção de bombeiros, segundo noticiários locais.

Nos últimos anos, o setor de esmagamento de soja dos EUA tem expandido, em resposta à crescente demanda por óleos vegetais dos produtores de combustíveis renováveis. Apesar da ampliação da capacidade, o esmagamento mensal de soja registrou uma queda de quase três anos em agosto, quando várias plantas interromperam as operações para manutenção antes da grande colheita.

Esse período prolongado de inatividade surpreendeu o mercado, que esperava um aumento de produção. Conforme observou Kent Woods, da CrushTraders, “o mercado esperava que a nova capacidade de esmagamento estivesse disponível, mas foi surpreendido pelos atrasos.”

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Na última semana, os futuros do farelo de soja para outubro na Bolsa de Chicago atingiram o maior nível em três meses, enquanto exportadores buscavam cobrir compromissos de venda. As ofertas de farelo de soja no terminal de exportação do Golfo dos EUA alcançaram picos não vistos há uma década. Em paralelo, a ADM também precisou suspender as operações em outra planta, em Valdosta, Geórgia, devido ao furacão Helene.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

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A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

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A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

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Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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