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Açúcar tem queda nas bolsas internacionais com expectativa de menor produção no fim de outubro

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a última sexta-feira (8) em baixa nas principais bolsas internacionais, com o mercado atento ao relatório de safra da segunda metade de outubro, que deve ser divulgado nesta semana pela Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia).

De acordo com a agência Reuters, a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil deve registrar uma queda significativa de 28,3% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando cerca de 1,69 milhão de toneladas, segundo levantamento da S&P Global Commodity Insights.

Nova York

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto fechou a semana com queda em todos os contratos. O vencimento para março de 2025 foi negociado a 21,82 centavos de dólar por libra-peso, uma retração de 38 pontos em relação ao preço do dia anterior. O contrato para maio de 2025 caiu 28 pontos, cotado a 20,39 centavos de dólar por libra-peso. Os demais vencimentos também recuaram entre 6 e 20 pontos.

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Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou queda em todos os vencimentos. O contrato para dezembro de 2024 foi cotado a US$ 556,60 por tonelada, uma desvalorização de US$ 6,30 em comparação ao fechamento anterior. O contrato de março de 2025 caiu US$ 7, sendo negociado a US$ 569,20 por tonelada. Os demais contratos variaram entre US$ 3,80 e US$ 7,80 negativos.

Mercado doméstico

No mercado interno, o açúcar cristal apresentou valorização na sexta-feira. O indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou a saca de 50 quilos negociada a R$ 166,46, um aumento de 0,22% em relação ao preço de R$ 166,09 observado na quinta-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frente fria traz geada ao Sul e atrasa colheita da safrinha no Centro-Sul

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O avanço de uma massa de ar polar de grande magnitude mantém o Centro-Sul do Brasil em alerta nesta quarta-feira (24.06). O que os meteorologistas chamam de “sistema frontal”, se desloca pelo território nacional, provocabo uma queda brusca nas temperaturas e temporais em áreas estratégicas para a produção agrícola, desafiando o cronograma da colheita do milho segunda safra (safrinha), que opera abaixo da média histórica.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar frio deve levar geadas amplas a partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as mínimas podem atingir valores negativos nas áreas de serra. No Sudeste e Centro-Oeste, o impacto é sentido através de chuvas moderadas a fortes, que elevam o índice de umidade em regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Para o setor, a instabilidade climática chega em um momento sensível. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita do milho 2025/26 alcançou 11% da área cultivada. O ritmo atual, embora supere o registrado no mesmo período da safra passada (10,3%), ainda é inferior à média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 15%. A precipitação inesperada nestas áreas produtoras pode retardar a entrada de máquinas nas lavouras e impactar a umidade dos grãos, elevando os custos de secagem pós-colheita.

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Além do milho, a pecuária é um dos segmentos mais expostos à virada climática. Em sistemas de produção de aves e suínos, a queda acentuada nos termômetros exige reforço imediato no manejo de conforto térmico para evitar perdas de produtividade e mortalidade de animais jovens.

No Mato Grosso, onde a colheita avançava de forma mais dinâmica, o monitoramento das condições de tráfego nas rotas de escoamento é a prioridade dos exportadores. O solo encharcado, aliado às temperaturas baixas, pode complicar o fluxo logístico para os portos do Arco Norte e do Sudeste.

Enquanto o Centro-Sul enfrenta o frio rigoroso, o Norte e o Nordeste mantêm um cenário meteorológico díspar. No Tocantins, o tempo permanece firme, com termômetros alcançando até 35°C, permitindo a continuidade plena dos trabalhos. No extremo Norte, contudo, a persistência de chuvas volumosas no Amapá e no Pará mantém o estado de alerta para produtores locais.

A meteorologia indica que o núcleo do ar frio deve se posicionar sobre o Sudeste nesta quinta-feira, 25, mantendo o risco de geadas em áreas produtoras de café e hortifrúti em Minas Gerais e São Paulo. Produtores devem focar, nas próximas 48 horas, na proteção de culturas sensíveis ao frio e na gestão da logística para minimizar os efeitos da instabilidade sobre a qualidade final do produto colhido.

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Fonte: Pensar Agro

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