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Açúcar sobe nas bolsas internacionais com produção acima do esperado no Brasil e correção técnica em Nova York

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Os preços do açúcar encerraram a semana em alta nas bolsas internacionais, impulsionados por dados mais fortes que o esperado sobre a produção no Centro-Sul do Brasil e por movimentos técnicos de correção no mercado futuro de Nova York.

De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a produção de açúcar na segunda quinzena de setembro atingiu 3,14 milhões de toneladas, um crescimento de 10,76% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. O volume superou as projeções da S&P Global Commodity Insights, que estimava 3,05 milhões de toneladas.

No acumulado da safra até 1º de outubro, o total alcançou 33,52 milhões de toneladas, frente a 33,24 milhões no mesmo intervalo do ciclo 2024/25. Apesar do avanço, o mix açucareiro apresentou nova redução, atingindo 51,2%, contra 53,5% na quinzena anterior — a terceira queda consecutiva registrada pela Unica.

Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, a retração no mix foi mais intensa entre as usinas que podem alternar entre açúcar e etanol. Em São Paulo, a redução foi de 2,5 pontos percentuais, enquanto no Centro-Oeste chegou a 3,5 pontos, refletindo a maior atratividade do etanol na região.

Bolsas internacionais reagem com alta nos contratos futuros

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto avançou com movimentos de correção técnica, após quedas recentes. O contrato de março/26 fechou a 15,80 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,7%, e o de maio/26 encerrou a 15,27 centavos, aumento de 0,65%.

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Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou ganhos: o contrato de dezembro/25 subiu para US$ 441,10 por tonelada, e o de maio/26 avançou para US$ 439,80 por tonelada.

Segundo analistas, a valorização reflete não apenas o desempenho da safra brasileira, mas também a expectativa de equilíbrio no balanço global do adoçante. Compras oportunistas da China e o aumento da demanda de refinarias no Oriente Médio também ajudaram a sustentar os preços.

Safra brasileira mantém ritmo forte apesar da queda no ATR

Mesmo com a produção robusta, a moagem acumulada no Centro-Sul somou 450 milhões de toneladas até 15 de setembro, uma queda de 4% frente ao ciclo anterior. A produção de açúcar, por sua vez, alcançou 30,4 milhões de toneladas, com alocação recorde de 52,9% da cana para o adoçante.

A concentração de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) caiu 4%, para 134,1 kg/tonelada, segundo a Unica.

Cenário internacional: Índia, Tailândia e União Europeia devem garantir equilíbrio

No mercado global, as principais regiões produtoras do Hemisfério Norte iniciaram a safra com boas expectativas. Índia e Tailândia devem registrar colheitas favoráveis, enquanto a Rússia apresenta produtividade 3,2% maior que a safra passada, embora com menor concentração de sacarose.

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Na União Europeia, as chuvas de julho e agosto beneficiaram a produtividade, mas a redução de 10% na área plantada deve diminuir a produção total em 8,5%, para cerca de 15,7 milhões de toneladas.

Etanol perde competitividade frente à gasolina, mas mantém leve alta

A produção de etanol na segunda quinzena de setembro atingiu 2,21 bilhões de litros, sendo 1,36 bilhão de hidratado (queda de 6,3%) e 851,78 milhões de anidro (alta de 7,3%). No acumulado da safra, o total soma 23,02 bilhões de litros, redução de 8,8% frente ao ciclo anterior.

No mercado físico, o etanol hidratado registrou leve alta de 0,49%, negociado a R$ 2.856,50/m³ nas usinas de Paulínia, conforme o Indicador Diário Paulínia (Cepea/Esalq).

Ainda segundo o relatório Agromensal, divulgado em outubro, o preço médio do etanol em Ribeirão Preto foi de 16,6 centavos por libra-peso em setembro. A expectativa é de possível alta durante a entressafra, caso os preços domésticos da gasolina não sofram novos ajustes.

Açúcar cristal recua no mercado interno

Enquanto o mercado internacional apresentou recuperação, o açúcar cristal registrou leve retração de 0,73%, com a saca de 50 quilos cotada a R$ 115,67, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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