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Importação de fertilizantes cresce 10,9% no primeiro trimestre de 2025 e acompanha demanda da safra de inverno

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Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre janeiro e março, foram importadas 7,9 milhões de toneladas do insumo, frente aos 7,2 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior. O avanço acompanha o fortalecimento de culturas como milho segunda safra, sorgo e trigo no calendário agrícola nacional.

Alta nas importações: 7,9 milhões de toneladas em três meses

De acordo com o Boletim Logístico de abril da Conab, o Brasil importou 7,9 milhões de toneladas de fertilizantes nos três primeiros meses de 2025. O volume representa um crescimento de 10,9% em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando foram internalizadas 7,2 milhões de toneladas.

A Conab atribui esse aumento ao esforço de abastecimento voltado às safras de inverno, especialmente a segunda safra de milho, o sorgo — cultura que vem ganhando importância a cada ciclo — e os cereais de inverno, como o trigo.

Demanda das safras de inverno impulsiona crescimento

O avanço das culturas de inverno no Brasil tem exigido maior planejamento na aquisição de insumos. A Conab destaca que o aumento das importações é estratégico para garantir o suprimento das lavouras neste período do ano, contribuindo para a produtividade e o bom desempenho do setor agrícola.

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Além do milho safrinha, o sorgo aparece como uma cultura em expansão, enquanto o trigo se mantém como um dos principais cereais de inverno cultivados no país, exigindo um volume considerável de fertilizantes para atingir seu potencial produtivo.

Portos em destaque: movimentação varia entre regiões

A movimentação portuária também foi detalhada no relatório da Conab. O porto de Paranaguá, no Paraná, foi responsável pela entrada de 1,43 milhão de toneladas no primeiro trimestre de 2025, número levemente inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram desembarcadas 1,48 milhão de toneladas.

Nos portos do Arco Norte, o desempenho foi positivo: foram internalizadas 850 mil toneladas, superando as 750 mil toneladas importadas nos primeiros três meses do ano passado. Já pelo porto de Santos, passaram 1 milhão de toneladas de fertilizantes, volume um pouco abaixo do registrado no mesmo período de 2024, que foi de 1,06 milhão de toneladas.

Perspectiva da Conab: alinhamento com o planejamento agrícola

Para a Conab, o aumento nas importações reforça o alinhamento do setor com as necessidades do calendário agrícola nacional. O abastecimento antecipado e eficiente de fertilizantes é essencial para sustentar o crescimento da produção e garantir o bom desempenho das culturas de inverno, cada vez mais estratégicas no cenário agrícola brasileiro.

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A estatal continuará monitorando a logística e a demanda por insumos, visando garantir fluidez na distribuição e segurança na oferta ao produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol

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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.

Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.

Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola

A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O desempenho foi desigual entre os estados:

  • Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
  • Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)

A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.

Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.

Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo

A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.

Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.

O detalhamento mostra movimentos distintos:

  • Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
  • Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica

O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.

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Vendas de etanol: mercado interno segue dominante

No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.

  • Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
  • Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)

No consumo interno:

  • Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
  • Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
  • No acumulado da safra:
  • Hidratado: 20,34 bilhões de litros
  • Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)

O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.

Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.

Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte

A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.

Ao todo, 195 unidades estavam em operação:

  • 177 com moagem de cana
  • 10 dedicadas ao etanol de milho
  • 8 usinas flex

A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.

Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar

O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.

  • Como consequência:
    • Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
    • Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
  • Desse total:
    • Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
    • Anidro: 350,20 milhões de litros
    • Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
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O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.

Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo

Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:

  • Hidratado: 820,15 milhões de litros
  • Anidro: 460,87 milhões de litros

No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).

A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.

CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio

Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.

O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.

Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais

O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:

  • demanda doméstica consistente
  • políticas de descarbonização
  • maior previsibilidade no mercado interno
  • cenário internacional de incertezas energéticas

Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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