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Açúcar recupera perdas e volta a subir; etanol segue em tendência de queda

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Os contratos futuros de açúcar tiveram uma recuperação expressiva nas bolsas internacionais nesta terça-feira (1º), revertendo as perdas observadas no início da semana. Na ICE Futures, de Nova York, o açúcar bruto encerrou o dia com alta na maioria dos lotes, com exceção dos contratos de longo prazo para julho e outubro de 2026, que fecharam em baixa.

O contrato de março de 2025 foi negociado a 22,97 centavos de dólar por libra-peso, registrando um aumento de 50 pontos, ou 2,2%, em relação ao preço do dia anterior. Já o contrato de maio de 2025 subiu 40 pontos, fechando a 21,45 centavos por libra-peso. Outros contratos apresentaram ganhos entre 3 e 26 pontos.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, a grande entrega no vencimento do contrato de outubro pode ter sido um fator “altista”. A empresa Wilmar, principal recebedora, assegurou o suprimento de açúcar antes do longo período de entressafra no Brasil.

A ICE anunciou que as entregas de açúcar bruto no vencimento do contrato de outubro atingiram 33.506 lotes, correspondendo a aproximadamente 1,7 milhão de toneladas métricas. Grande parte desse açúcar será embarcado pelos portos de Santos e Paranaguá, no Brasil, que é o maior produtor e exportador global de açúcar.

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Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou valorização em todos os lotes negociados. O contrato de dezembro de 2024 foi comercializado a US$ 585,80 por tonelada, um aumento de US$ 5,30 em comparação com o dia anterior. Os demais contratos subiram entre US$ 1,20 e US$ 7,80.

Mercado doméstico

No mercado interno, o cenário foi de queda nas cotações do açúcar cristal, segundo o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 145,33, uma redução de 0,68% em relação ao valor de R$ 146,32 registrado na segunda-feira.

Etanol hidratado

O etanol hidratado também seguiu em queda, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. Ontem, o biocombustível registrou sua quinta baixa consecutiva, sendo negociado pelas usinas a R$ 2.562,00 por metro cúbico, contra os R$ 2.575,50 do dia anterior, uma desvalorização de 0,52%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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