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Açúcar recupera fôlego após quedas de outubro, mas superávit global limita avanço dos preços

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Mercado internacional retoma ganhos após sequência de quedas

Os preços do açúcar encerraram a semana em alta nas bolsas internacionais, interrompendo uma sequência de fortes quedas registradas em outubro. O movimento de recuperação foi impulsionado por ajustes técnicos e cobertura de posições vendidas, conforme indicou o portal Barchart.

Mesmo com o avanço pontual, o mercado global segue pressionado pelo aumento da produção e pelas projeções de um superávit expressivo. A Covrig Analytics estima um excedente de 4,1 milhões de toneladas para a safra 2025/26, enquanto o BMI Group prevê um superávit ainda maior, de 10,5 milhões de toneladas.

A consultoria DATAGRO projeta crescimento de 3,9% na produção do Centro-Sul em 2026/27, totalizando 44 milhões de toneladas, reforçando o cenário de oferta elevada. No exterior, a Índia também deve colher uma safra maior, favorecida por chuvas de monção 8% acima da média, o que amplia a pressão sobre as cotações internacionais.

Cotações sobem em Nova York e Londres

Na ICE Futures, em Nova York, o contrato de março/26 subiu 15 pontos, sendo negociado a 14,43 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o de maio/26 avançou 7 pontos, para 14,05 centavos.

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Em Londres (ICE Europe), o açúcar branco acompanhou o movimento positivo: o contrato de dezembro/25 subiu US$ 1,70, a US$ 415,70 por tonelada, e o de março/26 teve alta de US$ 1,90, cotado a US$ 410,80 por tonelada.

No mercado físico brasileiro, o Indicador Cepea/Esalq (USP) mostrou valorização de 0,65%, com a saca de 50 kg de açúcar cristal sendo negociada a R$ 113,65.

Início de novembro mantém recuperação e mercado físico ganha força

Nesta segunda-feira (3/11), os contratos futuros seguiram em alta, com o março/26 cotado a 14,61 cents/lb (+1,25%) em Nova York e o maio/26 a 14,18 cents (+0,93%). Em Londres, o açúcar branco também avançou, com o dezembro/25 sendo negociado a US$ 418,90 por tonelada (+0,77%).

Segundo o consultor Maurício Muruci, da Safras & Mercado, a recuperação ocorre após um outubro turbulento, embora o otimismo siga limitado pela expectativa de um superávit global estimado em 114%. Essa perspectiva tem afastado investidores e fundos especulativos do mercado.

Indústria e etanol sustentam preços no Brasil

No mercado físico, as indústrias processadoras voltaram a intensificar as compras após meses de baixa demanda. A proximidade das festas de fim de ano, que elevam o consumo de alimentos e bebidas industrializadas, também tem impulsionado as negociações.

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Muruci explica que o mercado de etanol mantém trajetória de alta desde agosto, acompanhando o fim da safra 2025/26 e os baixos estoques registrados ao longo do ano. “A redução da produção tem sustentado os preços, mesmo com a demanda sendo parcialmente afetada pela menor competitividade”, afirma o analista.

Exportações brasileiras seguem firmes em outubro

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 3,2 milhões de toneladas de açúcar em outubro, gerando US$ 1,27 bilhão em receita. A média diária de embarques foi de 177,8 mil toneladas, com valor médio de US$ 398,7 por tonelada.

A receita média diária com as exportações de açúcar e melaços alcançou US$ 70,9 milhões, evidenciando a relevância do produto na pauta exportadora brasileira, mesmo em um contexto de preços internacionais pressionados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Audiência pública detalha revisão do contrato de água e esgoto e reforça atuação técnica da Cuiabá Regula

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A Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Cuiabá Regula) apresentou os resultados da segunda revisão ordinária do contrato de concessão dos serviços de água e esgotamento sanitário durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Cuiabá, na terça-feira (28). O encontro reuniu representantes do poder público, da concessionária, instituições técnicas e a sociedade civil para discutir ajustes contratuais, metas e impactos à população.

A audiência integra um processo mais amplo conduzido pela Prefeitura de Cuiabá, que tem como foco o equilíbrio contratual, a transparência e a participação social. Etapas anteriores incluíram consulta pública e debates técnicos com contribuições de instituições como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Revisão contratual e impacto tarifário

A revisão ordinária, prevista em contrato e realizada a cada quatro anos, analisa possíveis desequilíbrios e a necessidade de ajustes para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços. O processo atual considera o período de maio de 2019 a abril de 2023.

Segundo o diretor-presidente da agência, Alexandre César Lucas, a revisão envolve a reavaliação de todos os pontos do contrato, com análise dos argumentos apresentados tanto pela concessionária quanto pelo município. “É um momento de rediscussão do contrato, sempre buscando o menor impacto possível para o cidadão”, afirmou.

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Para garantir isenção, a Cuiabá Regula contou com estudos independentes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pela análise jurídica, econômica e financeira dos pleitos.

Um dos principais pontos debatidos foi o possível impacto nas tarifas. A concessionária Águas Cuiabá apresentou pedidos que poderiam resultar em aumento significativo, com estimativas iniciais próximas de 30%.

No entanto, conforme explicou o diretor de Saneamento, Hemerson Leite, a análise técnica independente indicou um percentual substancialmente inferior. A decisão preliminar da agência fixou o índice em 0,32%, após revisão detalhada dos itens apresentados. Parte dos pleitos foi acolhida parcialmente, enquanto outros foram rejeitados ou seguem sob discussão judicial. O processo ainda está em fase recursal e pode sofrer ajustes.

Fiscalização, desafios e encaminhamentos

Durante a audiência, a agência também apresentou dados de fiscalização dos serviços. Entre junho de 2025 e janeiro de 2026, foram realizadas 919 vistorias, que resultaram em 288 relatórios e 204 notificações à concessionária.

A ouvidoria foi destacada como instrumento relevante, já que grande parte das FEmefiscalizações motivadas por reclamações da população resultou na identificação de irregularidades.

A audiência abordou ainda desafios estruturais, como a ampliação do atendimento em áreas irregulares. Atualmente, cerca de 120 bairros de Cuiabá ainda não contam com cobertura adequada de esgotamento sanitário. Também foram discutidos critérios de medição das metas contratuais, incluindo a necessidade de atualização de indicadores utilizados para calcular a cobertura dos serviços.

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Representantes da Águas Cuiabá apresentaram dados de investimentos realizados na cidade desde 2017, com expansão das redes de água e esgoto e execução de obras estruturantes. Entre os pontos levantados no debate estão intervenções urbanas decorrentes das obras, como a recomposição asfáltica, tema recorrente nas manifestações de moradores e parlamentares. A agência esclareceu que a avaliação técnica da pavimentação é atribuição da Secretaria Municipal de Obras, cabendo à reguladora atuar com base em relatórios técnicos.

As contribuições apresentadas durante a audiência, incluindo manifestações de representantes institucionais, parlamentares e cidadãos, serão consideradas na análise final.

A revisão ordinária segue para apreciação do Conselho de Saneamento e, posteriormente, para deliberação da diretoria da Cuiabá Regula, responsável pela decisão final.

O processo reforça o papel da regulação na busca por equilíbrio contratual, transparência e proteção do interesse público, ao mesmo tempo em que evidencia desafios para a ampliação e a melhoria dos serviços de saneamento na capital.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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