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Açúcar: Preços Futuros Fecham em Tendências Mistas devido à Oferta Abundante da Índia

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Os contratos futuros de açúcar apresentaram resultados mistos nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (5), influenciados pela grande oferta da commodity na Índia, o segundo maior produtor mundial. Segundo analistas, o excesso de oferta tem pressionado os preços, afetando o equilíbrio do mercado.

Na Índia, os preços do açúcar caíram para o menor patamar em um ano e meio, impactados pela abundância da produção, o que dificultou o pagamento adequado pelos produtores de cana-de-açúcar, à medida que a temporada de moagem avança.

ICE Futures Nova York

Em Nova York, na ICE Futures, o contrato de açúcar para março de 2025 foi negociado a 21,20 centavos de dólar por libra-peso, marcando uma queda de 6 pontos em relação ao dia anterior. Já os contratos para maio e julho de 2025 caíram 5 e 1 ponto, sendo negociados a 19,85 cts/lb e 19,18 cts/lb, respectivamente. Os contratos de longo prazo, no entanto, registraram alta entre 3 e 6 pontos.

ICE Futures Europe

Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco teve valorização apenas no contrato para maio de 2026. As demais telas, incluindo o contrato mais negociado, com vencimento em março de 2025, registraram queda. Este contrato foi comercializado a US$ 550,20 por tonelada, uma redução de 20 centavos de dólar em comparação com a sessão anterior. Os demais contratos apresentaram recuos que variaram entre 20 centavos e US$ 1,90.

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Mercado Doméstico

No mercado interno brasileiro, os preços do açúcar cristal apresentaram queda, conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 164,19, contra R$ 164,52 do dia anterior, uma desvalorização de 0,20%.

Etanol Hidratado

Por outro lado, o etanol hidratado teve uma leve alta no mercado interno. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado a R$ 2.733,00 o metro cúbico, um aumento de 0,15% em relação ao dia anterior, quando o preço era de R$ 2.729,00.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deverá colher 67,6 milhões de sacas de café de 60 quilos em 2026

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O Brasil deverá colher 67,6 milhões de sacas de café de 60 quilos em 2026, o maior volume da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa divulgada nesta quinta-feira (24) representa crescimento de 19,6% sobre a temporada passada e confirma a recuperação da cafeicultura nacional.

Minas Gerais lidera o avanço. O Estado deverá produzir 35,6 milhões de sacas, alta de 38,2% em relação a 2025. Pelos números da Conab, os cafezais mineiros acrescentaram aproximadamente 9,8 milhões de sacas à produção nacional, o equivalente a quase 90% de todo o crescimento esperado no País.

Sozinho, o Estado responderá por 52,7% do café brasileiro. O desempenho foi favorecido pela bienalidade positiva do arábica, pela melhor distribuição das chuvas antes da florada e pelas condições climáticas registradas até março, que contribuíram para o enchimento dos grãos e a recuperação da produtividade.

A nova estimativa nacional está 900 mil sacas acima das 66,7 milhões previstas pela Conab em maio. Com 99% da área já colhida, o levantamento de setembro reduz as incertezas sobre o tamanho da safra e consolida um resultado superior ao antigo recorde de 63,1 milhões de sacas, registrado em 2020.

A produção também ficou 24,7% acima da safra de 2024, último ano de bienalidade positiva. Além da alternância natural do arábica entre ciclos de maior e menor rendimento, a Conab atribui o resultado à entrada de novas áreas em produção, ao uso crescente de tecnologia e insumos e às condições climáticas mais favoráveis.

O arábica sustenta a expansão. A colheita da variedade foi estimada em 48,2 milhões de sacas, crescimento de 34,8% em relação ao ano passado. A produtividade média avançou 28%, para 30,8 sacas por hectare.

O cenário é diferente para os cafés canéforas, grupo formado pelo conilon e pelo robusta. A produção deverá alcançar 19,4 milhões de sacas, queda de 6,6%. A produtividade recuou 10,2%, para 50,2 sacas por hectare, apesar do crescimento da área em produção.

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A retração foi concentrada principalmente no Espírito Santo. Segundo maior produtor brasileiro, o Estado deverá colher 16,5 milhões de sacas, redução de 5,4%. As lavouras de conilon foram prejudicadas por floradas irregulares associadas às baixas temperaturas, e a produção da variedade caiu 14,3%, para 12,1 milhões de sacas.

A recuperação do arábica capixaba, estimado em 4,38 milhões de sacas, impediu uma queda maior. A produção dessa variedade aumentou 33%, favorecida pela expansão da área e pela bienalidade positiva.

São Paulo deverá colher 6,2 milhões de sacas de arábica, avanço de 30,6%. A Bahia aparece na sequência, com 4,5 milhões de sacas e crescimento de 1,2%. Rondônia deverá produzir 2,9 milhões de sacas de conilon, alta de 24%, apoiada pela renovação das lavouras com materiais clonais mais produtivos.

A área total destinada ao café alcançou 2,35 milhões de hectares, aumento de 4,4%. Desse total, 1,95 milhão de hectares está em produção e 402 mil hectares permanecem em formação. A produtividade média nacional foi estimada em 34,6 sacas por hectare, avanço de 13,8%.

A maior disponibilidade já começa a aparecer no comércio exterior. O Brasil embarcou 3,8 milhões de sacas em agosto, recorde para o mês e volume 43,2% superior ao registrado em agosto de 2025. Entre janeiro e agosto, porém, as exportações ainda acumulam queda de 6,6%, com 24,6 milhões de sacas.

A Conab avalia que a entrada da nova produção e a demanda externa aquecida devem favorecer a recuperação dos embarques nos últimos meses do ano. A reação observada em agosto mostra que parte do café que chegou mais tarde ao mercado, após atrasos provocados pelas chuvas durante a colheita, já começou a seguir para os compradores internacionais.

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O relatório teve efeito limitado sobre as negociações porque o mercado já trabalhava com uma safra brasileira elevada. Os contratos futuros do arábica encerraram a quinta-feira com pequenas quedas, de até 0,2%, sem uma reação mais intensa ao novo número.

A maior oferta brasileira, a proximidade da colheita no Vietnã e o aumento sazonal da produção colombiana podem conter valorizações mais fortes. Para o produtor, entretanto, o cenário não aponta necessariamente para uma queda acentuada dos preços.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) estima que o consumo mundial alcançará o recorde de 179,7 milhões de sacas na temporada 2026/27, alta de 3,6%. Embora os estoques globais estejam em recuperação, continuam próximos de níveis historicamente baixos.

A Conab também considera que a possibilidade de impactos do El Niño sobre importantes países produtores ajuda a sustentar as cotações. Dessa forma, o mercado combina uma oferta maior no curto prazo com demanda crescente e reservas ainda limitadas.

Para o cafeicultor, o recorde amplia o volume disponível para comercialização, mas aumenta a importância da qualidade, do armazenamento e da escolha do momento de venda. Em Minas Gerais, onde se concentra mais da metade da produção brasileira, o resultado transforma a recuperação das lavouras em uma oportunidade de ampliar renda e exportações, desde que o avanço da oferta seja administrado sem pressionar excessivamente os preços.

Fonte: Pensar Agro

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