AGRONEGÓCIO

Açúcar em alta: Estimativas de produção menor impulsionam mercado internacional

Publicado em

Os contratos futuros do açúcar abriram a semana em ascensão nas bolsas internacionais, motivados por fatores climáticos que suscitam dúvidas sobre a disponibilidade de cana-de-açúcar no Brasil para a temporada 2024/25.

Segundo informações da Reuters, a redução das chuvas na crucial região centro-sul do Brasil despertou preocupações quanto à produção na próxima safra de 2024/25. A Sucden, em relatório publicado recentemente, destacou que a situação no centro-sul do Brasil contrasta fortemente com o ano-safra anterior, registrando uma queda de aproximadamente 30% nas chuvas durante o mesmo período.

A Sucden prevê uma produção de 40,8 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil, indicando uma redução significativa de 1,8 milhão de toneladas em relação ao ano anterior. O Grupo Tereos, o segundo maior produtor de açúcar do mundo, estima uma safra de cana no Brasil inferior a 600 milhões de toneladas, representando uma queda de 10% em comparação com os números da safra passada.

Mercado Internacional

Diante desses dados, os contratos do açúcar bruto na ICE Futures, em Nova York, encerraram em alta em todos os lotes. O vencimento março/24, prestes a expirar, fechou a 23,15 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 53 pontos, equivalente a 2,3% em comparação com os preços de sexta-feira. A tela maio/24 também registrou aumento, subindo 34 pontos e fechando a 22,16 cts/lb, enquanto os demais vencimentos apresentaram ganhos entre 14 e 29 pontos.

Leia Também:  Soja: recuperação de produção no Sul contribuirá para safra recorde no Brasil
Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, todos os lotes do açúcar branco também fecharam em alta. O vencimento maio/24 foi cotado a US$ 624,50 a tonelada, um aumento de 12,40 dólares em relação aos preços de sexta-feira. A tela agosto/24 subiu 11,50 dólares, fechando a US$ 610,50 a tonelada, e os demais contratos apresentaram ganhos entre 3,90 e 10 dólares.

Mercado Doméstico

No mercado interno, as cotações do açúcar cristal, conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP, registraram queda de 0,35% na segunda-feira. A saca de 50 quilos foi comercializada pelas usinas a R$ 144,79, comparada a R$ 145,30 na sexta-feira.

Etanol Hidratado

O etanol hidratado registrou sua terceira perda consecutiva no Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.239,50 o m³, contra R$ 2.243,00 o m³ praticado na sexta-feira passada, resultando em uma queda de 0,16% entre os dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Published

on

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  Mercado do milho recua após altas recentes em Chicago

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Paraná espera bater recorde na produção do milho safrinha

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA