AGRONEGÓCIO

Açúcar Busca Recuperação com Preocupações Climáticas em Destaque

Publicado em

Em junho, as cotações internacionais do açúcar apresentaram uma recuperação significativa, revertendo duas quedas consecutivas dos meses anteriores. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos para entrega em outubro do açúcar bruto fecharam a sessão em 27 de junho a 20,21 centavos de dólar por libra-peso, um aumento de 10% em relação aos 18,29 centavos registrados no final de maio.

Preocupações com o Clima Impulsionam Recuperação

Os contratos futuros do açúcar ganharam impulso devido à preocupação com as condições climáticas, especialmente devido à falta de chuvas em partes da Ásia e no Centro-Sul do Brasil, o que ameaça a produtividade dos canaviais. Essa preocupação é especialmente relevante para as áreas que serão colhidas ao longo do segundo semestre na principal região produtora do maior produtor mundial do adoçante.

Déficit Global de Oferta Previsto para 2023/24 pela OIA

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) revisou para cima sua previsão de déficit global de açúcar para a temporada 2023/24 (outubro-setembro). Agora, estima-se um déficit de 2,954 milhões de toneladas, em comparação com os 689.000 toneladas indicadas em seu último relatório de fevereiro. A produção global para 2023/24 foi projetada em 179,270 milhões de toneladas, abaixo da previsão anterior de 179,749 milhões de toneladas.

Leia Também:  Prefeitura inicia trabalhos de revitalização do estacionamento e recuperação do gramado do Estádio Luthero Lopes

O consumo global está previsto para aumentar para 182,224 milhões de toneladas, um aumento em relação às 180,438 milhões de toneladas previstas anteriormente, conforme divulgado pela ISO.

Embora a OIA tenha mantido sua previsão para a produção de açúcar no Brasil em 44,519 milhões de toneladas, observou-se uma revisão para baixo em outras regiões, incluindo a América do Norte, que mais do que compensou as estimativas de produção mais altas para a Tailândia e a China.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

Published

on

Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

Leia Também:  Etanol: hidratado recua pela terceira semana seguida; Anidro sobe 1,16%

No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

Leia Também:  Mudanças Climáticas Impulsionam Demandas por Serviços Meteorológicos

A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA