AGRONEGÓCIO

Ações europeias têm pouca movimentação antes de decisão de política monetária do BCE

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As ações europeias tinham variação modesta nesta quinta-feira, com investidores evitando apostas arriscadas antes de uma amplamente esperada pausa nas altas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), enquanto as ações da Nokia lideravam o índice após um lucro trimestral acima das expectativas.

O índice pan-europeu STOXX 600 tinha queda de 0,22%, a 476,05 pontos, após saltar mais de 1% na sessão anterior.

A decisão de juros do BCE está marcada para às 10h15 (horário de Brasília), com ampla expectativa de manutenção no patamar atual de 4%, embora o banco deva rejeitar apostas de um afrouxamento agressivo da política nesta primavera na Europa.

A decisão será seguida pela coletiva de imprensa da presidente do BCE, Christine Lagarde, que pode dar pistas sobre o momento de início dos cortes.

Os mercados estão precificando quase 130 pontos-base (bps) de cortes este ano, abaixo dos cerca de 150 bps de aproximadamente duas semanas atrás. [0#ECBWATCH]

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“Os investidores estarão altamente sintonizados com a mais recente avaliação da inflação e das perspectivas de crescimento da presidente Christine Lagarde”, disse Susannah Streeter, chefe de dinheiro e mercados da Hargreaves Lansdown, em nota.

Entre as empresas que tinham movimentação significativa, Nokia subia 6,7%, após seu lucro operacional do quarto trimestre superar as expectativas.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,12%, a 7.518 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caía 0,36%, a 16.828 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,26%, a 7.436 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de 0,81%, a 30.094 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,98%, a 9.876 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,04%, a 6.324 pontos.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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