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Conab realiza levantamento em campo para atualizar estimativas da Safra de Grãos 2024/2025

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Monitoramento nacional da produção de grãos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou uma nova fase do levantamento da safra de grãos 2024/2025, com abrangência em todo o território nacional. O objetivo é analisar o estágio de desenvolvimento das lavouras e identificar os fatores que podem impactar a produtividade e a colheita ao longo da temporada.

Coleta de dados em campo e por geotecnologia

Para garantir maior precisão nas estimativas, os técnicos da Conab realizam a coleta de dados tanto de forma presencial quanto remota, com o apoio de ferramentas de geotecnologia. Esses recursos auxiliam na definição da área plantada e na projeção do rendimento das principais culturas do país.

Estados com visitas presenciais

Nesta etapa, os trabalhos de campo estão sendo executados nos estados de Alagoas, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rondônia e Santa Catarina. Nessas localidades, o foco está nas principais culturas da safra atual, como soja, milho segunda safra, feijão segunda safra, arroz, algodão e sorgo.

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Cenários agrícolas distintos pelo país

A diversidade climática e regional do Brasil impõe diferentes condições às lavouras. No Centro-Sul, na Região Norte e na área do Matopiba — acrônimo que reúne partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — a colheita da primeira safra já foi praticamente concluída, enquanto a segunda safra está em diferentes estágios, entre desenvolvimento e colheita. No Nordeste, por outro lado, muitas lavouras ainda estão no início do ciclo de crescimento.

Divulgação dos dados atualizados

Os resultados do levantamento em curso serão divulgados no próximo relatório da Conab, o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025, com publicação prevista para o dia 15 de maio. O documento faz parte dos boletins mensais elaborados pela companhia e é uma importante referência para a formulação de políticas públicas, planejamento estratégico de mercado e tomadas de decisão no setor agropecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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